sexta-feira, 4 de março de 2022

Rússia e Bielorússia estão fora.

Atletas russos e bielorrussos são banidos dos Jogos Paraolímpicos de Inverno de Pequim.


Pequim - Em uma decisão de última hora do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), os atletas da Rússia e Bielorrússia (Belarus) foram excluídos de participar das Paraolimpíadas de Inverno de Pequim. 

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Atletas russos e bielorrussos são banidos dos Jogos Paraolímpicos de Inverno de Pequim.
Atletas paraolímpicos da Rússia chegam à Vila Olímpica em Pequim, na quarta-feira. Os seus uniformes possuem uma fita adesiva cobrindo a palavra "Rússia", como decisão de neutralidade e sem representação dos países envolvidos na guerra da Ucrânia. Isso foi um dia antes da decisão final de banimento da Rússia e Bielorrússia dos Jogos de Pequim. Foto: AP.

Por causa do envolvimento dos dois países na invasão da Ucrânia, a decisão final só foi tomada sob pressão nesta quinta-feira, 3 de março, um dia antes da cerimônia de abertura dos jogos paraolímpicos.

A reviravolta da decisão ocorreu em menos de 24 horas, após o IPC permitir na quarta-feira (2 de março) que os atletas russos e bielorrussos competissem nos jogos de forma neutra: sem bandeiras, premiações e sem qualquer cor ou símbolo que representasse a Rússia e a Bielorrússia durante as competições.

O IPC recebeu diversas críticas negativas pela decisão tomada na quarta-feira. O comitê estava ciente de que muitos atletas de outros países se recusariam a competir contra os russos e bielorrussos, prejudicando a reputação dos Jogos Paraolímpicos. Mesmo assim, insistiu em manter a Rússia e a Bielorrússia nos jogos.

Quando anunciou as medidas iniciais na quarta-feira, o presidente do IPC, Andrew Parsons, afirmou que simpatizava abertamente o povo ucraniano. Entretanto, suas ações de protestos, por causa da guerra, foram restringidas pelas regras da organização olímpica e pelo medo de ações legais.

Mas, na quinta-feira, Parsons foi obrigado a anunciar mudanças na decisão do dia anterior, pois muitos membros do comitê paraolímpico recuaram.

"Nas últimas 12 horas, um número esmagador de membros do comitê entrou em contato conosco. Eles nos disseram que, se não reconsiderarmos nossa decisão, é bem provável que haverá graves consequências durante os jogos", informou Parsons em um comunicado.

Parsons também acrescentou: "O que está claro é que uma situação tensa de conflito entre países. Isso nos colocou em uma posição difícil de decidir. Algo jamais visto antes e tão perto do início dos jogos".

Agora, o IPC se junta a outros esportes (futebol, atletismo, basquete e hóquei) que impuseram proibições gerais a russos e bielorrussos, devido à guerra na Ucrânia.

Na última segunda-feira, o Comitê Olímpico Internacional (COI) pressionou os órgãos esportivos a excluir atletas russos e bielorrussos de competições internacionais. No entanto, o comitê deixou a decisão final para órgãos governamentais individuais.

O COI tem tomado decisões letárgicas em reprimir a Rússia. Foi decisão do comitê em permitir que os atletas russos pudessem participar das últimas quatro edições olímpicas, mesmo após o enorme escândalo do esquema de doping russo durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia.

A Rússia deveria ter 71 atletas competindo em Pequim. Já a Bielorrússia teria, aproximadamente, 20 atletas nos jogos.

O presidente do IPC, Parsons, comunicou a decisão final para os atletas russos e bielorrussos: "Para os atletas da Rússia e Bielorrússia, lamentamos muito. Vocês estão sendo afetados pelas decisões que seus governos tomaram na semana passada, violando a trégua olímpica. Vocês são vítimas das ações de seus governos".

Os Jogos Paraolímpicos de Inverno de Pequim começam oficialmente nesta sexta-feira (4 de março). O encerramento dos jogos será no dia 13 de março.


Fonte: Japan Today.


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quinta-feira, 3 de março de 2022

Juntos contra a invasão russa.

Cidadãos japoneses respondem ao apelo da embaixada e se oferecem para lutar como soldados na Ucrânia.


Tóquio - A embaixada da Ucrânia em Tóquio informou nesta quarta-feira, 2 de março, que cerca de 70 cidadãos japoneses se candidataram como soldados voluntários para lutar, ao lado dos ucranianos, contra o exército russo.

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Cidadãos japoneses respondem ao apelo da embaixada e se oferecem para lutar como soldados na Ucrânia.
Manifestação na região de Shibuya, dia 24 de fevereiro em Tóquio, contra o ataque militar da Rússia na Ucrânia. Foto: Kyodo News.

No dia 27 de fevereiro, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, fez um pedido, a todos os estrangeiros, para a formação de uma legião internacional de soldados voluntários. O intuito da missão é ajudar os ucranianos a repelir as forças armadas da Rússia dentro da Ucrânia. A embaixada da Ucrânia no Japão postou a mensagem de Zelenskyy no mesmo dia do apelo, na sua conta no Twitter. O presidente ucraniano acrescentou a seguinte frase em seu pedido: "Para as pessoas que desejam lutar juntas".

Pelo perfil dos candidatos japoneses para a legião internacional, todos eles são homens, com idade entre 20 e 60 anos. Cerca de 50 candidatos são ex-membros das Forças de Autodefesa do Japão (SDF). Dois dos candidatos "alistados" têm experiência na Legião Estrangeira da França. Segundo um funcionário da embaixada ucraniana, essas foram algumas das razões para que os japoneses se oferecessem como voluntários da guerra: "não ser capaz de perdoar os ataques russos contra Ucrânia"; "querer acabar com a guerra"; "se os jovens ucranianos morrerem, eu lutarei no lugar deles". 

Entretanto, após vários japoneses se oferecerem na luta como voluntários, a postagem do recrutamento foi excluída nas redes sociais nesta quarta-feira, 2 de março. Agora, a embaixada ucraniana busca voluntários para ajudar em áreas como medicina, prevenção de desastres, tecnologia de informação e comunicações. 

Não está claro o porquê da exclusão da postagem, mas o recrutamento militar estrangeiro no Twitter pode ter entrado em conflito com a lei japonesa. Segundo informações, a lei do Japão é contra a preparação ou conspiração de uma guerra que está sendo travada em um outro país.

Quando o ministro das relações exteriores, Yoshimasa Hayashi, foi indagado em uma entrevista coletiva, no dia 28, sobre o recrutamento da embaixada da Ucrânia, ele disse o seguinte: "Estamos cientes de que a Embaixada da Ucrânia no Japão está fazendo essas chamadas (do recrutamento de cidadãos japoneses como soldados voluntários). No entanto, independendo dos objetivos, pedimos para que as pessoas não viajem para a Ucrânia".

O secretário-chefe do gabinete de governo,  Hirokazu Matsuno, também disse aos repórteres, nesta quarta-feira, que estava ciente do recrutamento da embaixada ucraniana pelo Twitter. Ele também pediu para que os japoneses abstivessem de ir à Ucrânia.

Segundo o governo da Ucrânia, o país pretende pagar os indivíduos que forem servir na legião internacional. Mas a postagem da embaixada ucraniana usou o termo "voluntário". Fontes ligadas ao assunto disse que muitas pessoas que colocaram os seus nomes no "alistamento", o fizeram com "motivações puras". Muitos têm a intenção de ir lá e ajudar, pois, estar no Japão, não ajudaria muito. 

Nikkey ON!: não sei se esse negócio dos japoneses indo lutar na guerra é sério mesmo ou estão brincando com assunto sério!

A embaixada da Ucrânia decidirá se deve ou não enviar soldados voluntários em discussões com o governo japonês. É possível que os voluntários sejam enviados à Ucrânia como encarregados de ajuda humanitária ou em outras funções que não envolva "lutar na linha de frente contra os russos".

Uma curiosidade: Pelo Twitter, a embaixada da Ucrânia em Tóquio informou que já arrecadou, até terça-feira, aproximadamente 2 bilhões de ienes (US$ 17,4 milhões) em doações vindas de 60.000 pessoas no Japão.


Fontes: Kyodo News / The Mainichi.


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