sexta-feira, 1 de abril de 2022

Chineses no lockdown obrigatório.

China luta para controlar a pandemia da COVID-19 em Xangai.


Pequim - Nesta quinta-feira, 31 de março, Xangai preparou-se para reabrir uma parte de sua cidade (lado leste) e fechar a outra parte (lado oeste). As autoridades chinesas anunciaram lockdown em várias áreas de Xangai, devido ao surgimento de novos casos da variante ômicron que tem prejudicado a cidade.

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China luta para controlar a pandemia da COVID-19 em Xangai.
Uma área em Xangai isolada para o lockdown obrigatório. Foto: Bloomberg. 

O lockdown de Xangai está sendo realizado em duas fases, dividindo a cidade em área bloqueada e área não bloqueada.

Uma área de Xangai, chamada de Pudong, será reaberto nesta sexta-feira, após 4 dias de lockdown. No mesmo dia, o outro lado de Xangai, chamado de Puxi, será bloqueado para os moradores cumprirem o lockdown obrigatório. Os testes de coronavírus são realizados em todos os moradores das áreas.

Cerca de 16 milhões de pessoas deverão fazer os testes de coronavírus na área de Puxi. Nenhuma pessoa deverá deixar o condomínio ou bairro onde mora, durante o lockdown obrigatório de 4 dias. Refeições e mantimentos deverão ser entregues na entrada dos complexos habitacionais.

Muitos mercados financeiros internacionais ficaram preocupados com um possível impacto econômico, devido ao lockdown muito prolongado em Xangai, a maior cidade da China. De acordo com uma pesquisa sobre negócios na China, a atividade manufatureira do país caiu para o menor nível (de cinco meses) no mês de março. Nesse período de baixa, muitos bloqueios e novas restrições forçaram o setor fabril chinês a suspender a produção.

No nordeste da China, os moradores da cidade de Jilin ficarão livres do lockdown obrigatório a partir desta sexta-feira, 1ª de abril. Segundo a emissora estatal de televisão CCTV, fazia mais de 3 semanas que os moradores de Jilin estavam confinados em suas casas. Agora, as pessoas poderão sair de casa, mas o uso das máscaras faciais é obrigatório nas ruas da cidade. Em locais públicos fechados, as pessoas deverão manter um metro de distância de cada um. Reuniões públicas em parques e praças estão proibidas.

Autoridades chinesas dizem que conseguiram controlar a pandemia da COVID-19 na cidade de Jilin. Entretanto, o restante da província de Jilin ainda continua registrando vários casos da variante ômicron.  Já na capital da província de Jilin, a cidade de Changchun, o lockdown continua obrigatório desde 11 de março. No entanto, os novos casos de coronavírus na capital estão decaindo dia após dia.

A China registrou 8.559 novos casos de coronavírus nesta quinta-feira. Os assintomáticos representaram 6.720 novos casos nesse mesmo período. A proporção de casos assintomáticos está sendo maior agora, se comparado com surtos anteriores, principalmente em Xangai. Cerca de 100 novos casos, na China, foram de pessoas infectadas recém-chegadas do exterior.


Fonte: The Mainichi.


 
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quinta-feira, 31 de março de 2022

Desvalorização do iene frente ao dólar.

Chefe do Banco do Japão não vê impacto direto entre as operações de mercado e a cotação do iene.


Tóquio - Desde segunda-feira, 28 de março, o Banco do Japão (BOJ -  equivalente ao Banco Central do Brasil) tem realizado compras de quantidades ilimitadas de títulos do governo, com uma taxa de juros fixa. A intenção é estabilizar as taxas de juros dos títulos de longo prazo. A ação do BOJ, no primeiro dia de intervenção, fez com que o iene, a moeda do Japão, desvaloriza-se frente ao dólar.

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Chefe do Banco do Japão não vê impacto direto entre as operações de mercado e a cotação do iene.
Na quarta-feira, 30 de março, o chefe do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, se reune com a imprensa, depois de conversar com o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida. Foto: Kyodo.

O BOJ tem comprado os títulos (JGB) de longo prazo (10 anos) com uma taxa fixa de 0,25%. Até terça-feira, o BOJ efetuou a compra de aproximadamente 528 bilhões de ienes (US$ 4,3 bilhões) em títulos do governo japonês. A intervenção do banco, na compra dos títulos, vai continuar até quinta-feira, 31 de março.

É a primeira vez que o Banco do Japão efetua uma intervenção como essa, em 4 dias consecutivos.

"As operações do Banco do Japão na compra de quantidades ilimitadas de títulos do governo japonês servem para conter o aumento das taxa de juros de longo prazo dos mesmos títulos. Isso não tem um impacto "grande e direto" na desvalorização do iene", disse o chefe do BOJ, Haruhiko Kuroda, nesta quarta-feira.

As ações do BOJ enfraqueceram fortemente o iene na segunda-feira. A moeda japonesa chegou a ser cotado a 125 ienes por dólar. Essa foi a maior desvalorização, frente ao dólar, em mais de 6 anos e meio.

A recente desvalorização do iene ocorre num período em que a demanda dos importadores japoneses continua forte (alimentos importados, remédios, insumos, etc.) mesmo com a alta dos preços de energia (combustíveis, gás natural, carvão), inflacionando mais os preços dos produtos no varejo. Por outro lado, o iene desvalorizado tem aumentado os lucros dos exportadores japoneses (carros, maquinários, etc). O valor ideal da cotação do iene, em relação ao dólar, tem sido uma dor de cabeça para o Japão manter o seu controle.

"Eu disse ao primeiro-ministro que é desejável que as taxas de câmbio se movam de maneira estável e reflitam os fundamentos econômicos. Também foi discutido o impacto da invasão russa na Ucrânia na economia global", informou Kuroda após se encontrar com o Fumio Kishida.

Depois da reunião entre Kuroda e Kishida ser noticiada pela imprensa japonesa, o dólar ficou cotado abaixo dos 121,50 ienes. 

O BOJ tem lutado para impedir qualquer aumento nos juros dos títulos do governo. Vendo que a taxa de juros dos títulos de 10 anos estava aumentando gradualmente, o BOJ começou a intervir no mercado financeiro. A compra ilimitada de títulos a uma taxa fixa de 0,25% foi estabelecido pelo BOJ como parte do seu programa de controle da curva de rendimento projetado. Assim, controlando as taxas de juros dos títulos, o BOJ consegue manter baixo os valores dos empréstimos destinados para famílias e empresas.

Kuroda afirma que um iene desvalorizado é positivo para a economia. Já a inflação de commodities (matérias-primas e produtos não industrializados importados pelo Japão) não levará o BOJ a mudar a sua política monetária.

Em outros lugares, a medida do Japão é oposta do FED (Banco Central Americano) e do Banco Central da Europa. Tanto os Estados Unidos quanto os países da Europa, têm tentado controlar a alta da inflação, agravada pela pandemia do coronavírus e pela guerra Rússia-Ucrânia.


Fontes: NHK News / The Mainichi / Reuters.


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