terça-feira, 5 de abril de 2022

Transplante com células iPS.

Universidade japonesa prova mundialmente que é seguro o transplante de córnea com células-tronco.


Osaka - Um grupo de estudiosos da Universidade de Osaka informou nesta segunda-feira, 4 de abril, a conclusão bem-sucedida do primeiro transplante de córnea usando células iPS (Célula-tronco pluripotente induzida). O procedimento cirúrgico foi realizado em quatro voluntários que estavam quase cegos e precisavam do transplante de córnea.

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Universidade japonesa prova mundialmente que é seguro o transplante de córnea com células-tronco.
Laboratório clínico de cultura celular para a geração de células iPS. Foto: Nanocell News.

Segundo a equipe de pesquisa da escola de medicina de Osaka, liderada pelo professor Koji Nishida, os voluntários não tiveram nenhuma rejeição ao tecido transplantado e não demonstraram nenhuma tumorigenicidade das células transplantadas. Todos voluntários tiveram redução dos sintomas da cegueira, sendo que três deles tiveram boas melhorias na visão.

As células iPS (do inglês Induced Pluripotent Stem Cell) têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido corporal. Elas foram geradas, pela primeira vez no mundo, pelo cientista japonês Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto. Os esforços de Yamanaka, nos estudos das células iPS, levaram o cientista a conquistar o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 2012.

O próximo passo dos pesquisadores japoneses será um ensaio clínico em 2023. O objetivo é colocar o tratamento com células iPS em prática nos próximos três ou quatro anos.

Há esperanças de que o novo tratamento resolva problemas de rejeição de transplantes e de escassez crônica de doadores de córnea. Até março de 2021, cerca de 1.700 pacientes aguardavam doações de córnea no Japão.

O procedimento para os ensaios clínicos envolveu a cultura de células da córnea, utilizando células adultas diferenciadas com capacidade de retornar ao estado de célula embrionária pluripotente. Graças a engenharia genética, as células iPS de um indivíduo adulto, armazenadas na Universidade de Kyoto, serviram para criar, em laboratório, mais tecidos da córnea (em forma de folha de 0,05 milímetros de espessura).

"Esperamos que este procedimento clínico das células iPS seja realizado futuramente em todo o mundo", disse o professor Nishida, em uma entrevista coletiva. 

Os transplantes com células-tronco foram realizados entre julho de 2019 e dezembro de 2020 no Japão. Os quatro voluntários, com idades de 30 a 70 anos, sofriam de deficiência de células-tronco epiteliais da córnea. Não há tratamento eficaz para a doença, podendo levar à piora ou à perda da visão. Só o transplante de córnea pode devolver a visão do doente.

Depois de monitorar os voluntários por um ano, a equipe de pesquisa confirmou que os tecidos transplantados não foram rejeitados e que a turvação da córnea havia melhorado.

A córnea, uma membrana transparente de aproximadamente 11 mm de diâmetro e 0,5 mm de espessura, é a camada protetora mais externa do olho. Ela serve de barreira contra ameaças externas e funciona como uma lente por onde a luz entra e é focalizada.


Fonte: Kyodo News.


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segunda-feira, 4 de abril de 2022

Quero que a guerra acabe logo.

Vivendo no Japão, jovem refugiado se preocupa com a família na Ucrânia.


Tóquio - O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) calcula que mais de 4 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia para outros países, devido à invasão russa e aos combates armados em várias regiões ucranianas.

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Vivendo no Japão, jovem refugiado se preocupa com a família na Ucrânia.
O estudante Vlad Braun tem aulas online diretamente de sua escola ucraniana. Vivendo como refugiado no Japão, ele está preocupado com familiares e amigos na Ucrânia e espera que a guerra termine logo. Foto: NHK News.

O jovem Vlad Braun é uma das 12 milhões de crianças que fugiram da Ucrânia. O garoto, de 12 anos, e seus avós chegaram ao Japão no mês passado (março de 2022). Eles estão vivendo na casa de uma tia do garoto, em uma região próxima de Tóquio.

Recentemente, a escola ucraniana do menino refugiado retomou as aulas online. Alguns colegas de classe, refugiados em países como Itália e Polônia, estão participando das aulas por videoconferência junto com Vlad.

Entretanto, o garoto disse que suas aulas podem ser canceladas sem aviso prévio. Se a guerra piorar, o acesso à internet na Ucrânia pode ser cortado de uma hora para outra.

"Estou preocupado com uma parte da minha família e dos outros amigos que ainda permanecem na Ucrânia. Quero ver o fim da guerra o mais rápido possível", disse Vlad.

O Ministro das Relações Exteriores do Japão, Yoshimasa Hayashi, viajou para a Polônia na semana passada. No sábado, 2 de abril, ele visitou uma instalação polonesa para refugiados. Todos os dias, mais e mais ucranianos estão cruzando a fronteira entre Ucrânia e Polônia, provocando o maior êxodo de refugiados no Leste Europeu de todos os tempos.

Entrevistado pelos repórteres, Hayashi disse que a visita na Polônia é uma oportunidade útil para o governo japonês. Conversando com os ucranianos, a comitiva japonesa terá uma ideia mais clara sobre como ajudar melhor os refugiados que estão vivendo no Japão e os que querem ir para lá.

A comitiva do ministro Hayashi planeja trazer cerca de 20 ucranianos da Polônia para o Japão. O voo de retorno do ministro está marcado para essa semana.

Nikkey ON!: Assim como o jovem Vlad, o mundo inteiro deseja o fim da guerra para que todos os ucranianos voltem ao país de origem em breve.


Fonte: NHK News.


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