quinta-feira, 9 de junho de 2022

Fugiu do Japão e foi preso na Indonésia.

Polícia indonésia prende o japonês que fraudou o subsídio da COVID-19.


Tóquio - A polícia de Tóquio anunciou nesta quarta-feira, 8 de junho, que a polícia da Indonésia capturou um fugitivo japonês, acusado de fraude em subsídio da COVID-19 no Japão.

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Polícia indonésia prende o japonês que fraudou o subsídio da COVID-19.
Em 8 de junho, oficiais da imigração da Indonésia escoltam o japonês Mitsuhiro Taniguchi (centro, de camisa laranja), antes da coletiva de imprensa no escritório da imigração em Jacarta. Foto: AP.

Autoridades da Indonésia notificaram a polícia japonesa de que o japonês, Mitsuhiro Taniguchi (47 anos), foi preso na vila de Kalirejo, no sul da ilha de Sumatra, por permanência ilegal no país. A transferência de Taniguchi para o Japão está sendo planejada pelas autoridades japonesas, assim que os trâmites burocráticos forem concluídos na Indonésia.

Um diplomata japonês da embaixada do Japão na Indonésia, Takayuki Miyagawa, informou, para a imprensa japonesa, que as autoridades dos dois países estão coordenando a deportação de Taniguchi.

O paradeiro de Taniguchi tornou-se desconhecido depois que ele fugiu, do Japão para a Indonésia, em outubro de 2020.

O Departamento de Polícia Metropolitana de Tóquio colocou a ficha de Taniguchi em uma lista internacional de foragidos, após ele receber subsídios do governo japonês de forma fraudulenta. Os subsídios fraudados correspondem à ajuda financeira para empresas japonesas que foram prejudicadas pela pandemia da COVID-19.

Segundo informações da polícia de Tóquio, Taniguchi, sua família e um grupo de colaboradores apresentaram cerca de 1.780 pedidos falsos de subsídio do governo. Desse montante, pelo menos 960 pedidos da ajuda foram aprovados pelas autoridades municipais, causando um prejuízo de aproximadamente 960 milhões de ienes (US$ 7,2 milhões) para os cofres públicos.

Em 30 de maio deste ano, a ex-esposa de Taniguchi e os dois filhos do casal foram presos pela polícia japonesa também, por ajudar no esquema ilegal.  Esses três membros da família são suspeitos de fraudar o governo em 3 milhões de ienes (US$ 22.500) em pedidos de subsídio da COVID-19, entre os períodos de junho e agosto de 2020.

A fraude só foi descoberta em meados de agosto de 2020, quando um escritório que oferecia os subsídios do governo desconfiou de alguns pedidos da ajuda, consultando a polícia de Tóquio sobre as suspeitas. Acredita-se que Mitsuhiro Taniguchi tenha fugido do Japão logo em seguida, depois que a polícia descobriu todo o esquema da quadrilha.


Fontes: The Asahi Shimbun / Japan Today.


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quarta-feira, 8 de junho de 2022

Receio de blackout no Japão.

Governo japonês quer que a população economize energia elétrica.


Tóquio - Nesta terça-feira, 7 de junho, o governo japonês informou em uma reunião que pedirá as pessoas e empresas de todo o Japão para economizar eletricidade, durante o verão e o inverno deste ano. As autoridades estão receosos com uma possível crise energética, neste segundo semestre, e os prejuízos que isso pode trazer ao país.

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Governo japonês quer que a população economize energia elétrica.
O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida (centro), e outros ministros participam de uma reunião de gabinete na terça-feira (7 de junho), vestindo camisas de verão "kariyushi". As camisas são uma forma de promover a campanha anual de roupas leves "Cool Biz", com o intuito de economizar eletricidade no Japão. Foto: Kyodo News. 

Desde o ano fiscal de 2015 que o governo do Japão não fazia um pedido de economia de eletricidade em escala nacional. 

Na reunião entre ministros, o secretário-chefe do gabinete de governo, Hirokazu Matsuno,  solicitou que a população economize eletricidade. Ele também disse que o governo japonês não irá impor uma meta de economia para ser atingida, pelo menos durante este verão.

A economia de eletricidade é uma forma que o governo japonês encontrou para resolver um problema preocupante: um número crescente de usinas termelétricas foi ou está sendo desativado no país. O fechamento dessas usinas é devido ao fim da vida útil das instalações produtoras de energia elétrica. 

Um outro problema, geradora de um certo embate entre governo e a população, é que a maioria das usinas nucleares do Japão está com a produção de energia elétrica paralisada. A paralisação da produção de energia, através da fusão nuclear, é devido aos regulamentos de segurança mais rígidos do país, criados após o acidente dos reatores nucleares de Fukushima em 2011.

Com todos esses problemas, o Japão vem enfrentando uma grande redução na capacidade geral de fornecimento de eletricidade para todo território nacional.

Autoridades dizem que é necessário garantir pelo menos 3% da taxa de reserva para um fornecimento de energia estável. Entretanto, o governo japonês projeta que a taxa diminuíra para 3,1% em julho deste ano, preocupando três áreas atendidas pela Tohoku Electric Power Company, Tokyo Electric Power Company Holdings Inc. e Chubu Electric Power Company.

Também é esperado que a taxa de reserva de eletricidade caia para menos 0,6% em janeiro de 2023, na área de serviço da Tokyo Electric Power Company, informou o governo do Japão.

"Tomaremos todas as medidas possíveis, incluindo a ativação de fontes de eletricidade ociosas e a aquisição de combustíveis adicionais. A utilização de energias renováveis também é vista como uma alternativa e, no último caso, poderemos utilizar a energia nuclear", disse o Ministro da Economia, Comércio e Indústria, Koichi Hagiuda, aos repórteres.

Hagiuda disse que o governo pedirá à população do Japão que desligue as luzes desnecessárias em casas e prédios. Segundo o ministro, outra medida, para economizar eletricidade, é colocar os aparelhos de ar-condicionado a uma temperatura de 28 graus Celsius. 

O Ministério da Economia, Comércio e Indústria informou que também desenvolverá um sistema de alerta para solicitar ao público que economize energia elétrica (além do atual sistema de alerta para a falta de eletricidade).

Outras medidas do governo incluem restrições direcionadas a grandes empresas e procedimentos para uma execução suave de cortes de energia elétrica em áreas designadas, evitando apagões em larga escala.

Em julho, a taxa de reserva de fornecimento de eletricidade  deverá cair para 3,8% nas áreas de serviço de cinco concessionárias, incluindo Kansai Electric Power Company e Kyushu Electric Power Company.

Em janeiro do próximo ano, a taxa de reserva de fornecimento de eletricidade deverá cair para 1,3%, nas áreas de serviço de seis empresas de energia elétrica: Chubu, Hokuriku, Kansai, Chugoku, Shikoku e Kyushu.


Fonte: Japan Today.


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