sábado, 6 de março de 2021

Prisão perpétua por matar 2 pessoas.

Homem condenado à prisão perpétua por matar um policial e um segurança.


Toyama - Um homem de 24 anos foi condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira, 05 de março, acusado de matar duas pessoas na cidade de Toyama em 2018.

Homem condenado à prisão perpétua por matar um policial e um segurança.
Prisão do Japão. Foto: Tokyo Five.

Keita Shimazu, um ex-membro das Forças de Autodefesa Terrestre, esfaqueou fatalmente um policial de 46 anos num posto policial e, logo e seguida, matou um segurança escolar de 68 anos com uma arma de fogo que ele roubou da sua primeira vítima. 

O policial, Kenichi Inaizumi, foi esfaqueado mais de 12 vezes no estômago e no peito por Shimazu. Assim que ele matou Inaizumi, Shimazu pegou a arma de fogo do policial morto e foi até uma escola primária próxima, onde matou a tiros Shinichi Nakamura. Para deter Shimazu que resistiu a voz de prisão, um outro policial o baleou com sua arma de fogo. Shimazu foi pego com 3 facas escondidas em seu corpo, sendo que ele usou mais uma para esfaquear Inaizumi. A faca do crime foi deixada no posto policial pelo assassino.

Após a sua recuperação no hospital, o ferimento a bala de Shimazu acabou deixando-o paraplégico. Durante o seu julgamento, Shimazu estava na cadeira de rodas e permaneceu em silêncio durante todo o processo criminal. Ele nem mesmo respondeu as perguntas do juiz quando solicitado.

O presidente do tribunal do júri, Taihei Omura, não sentenciou Shimazu à morte quando os promotores pediram a aplicação da pena capital. O juiz afirmou que o réu pode ter sido mentalmente incapaz no momento do crime.  Após a prisão, Shimazu foi diagnosticado como portador de transtorno do espectro do autismo, mas uma avaliação psiquiátrica o considerou mentalmente apto para ser julgado.

O advogado de Shimazu disse que seu cliente tem muito ódio da polícia. Antes dos assassinatos, a polícia investigou Shimazu sob a acusação de violência doméstica contra os seus próprios pais.  

O ex-patrão de Shimazu, um gerente de restaurante, também foi vítima de agressão física cometida pelo seu ex-empregado. De acordo com as provas, Shimazu entrou em contato com seus pais, através de um aplicativo de mensagens, dizendo que havia batido no seu chefe e tinha decidido demitir-se do emprego. A polícia vasculhou a casa de Shimazu e descobriu uma dúzia de armas de brinquedos e livros ensinando como cometer um assassinato.

Comentário do Nikkey ON!: o homem é completamente doidão. Prisão perpétua é muito ou pouco para ele?


Fonte: Japan Today.


Nikkey ON!


sexta-feira, 5 de março de 2021

Um homem, seus gatos e a radiação.

O homem que ajuda os animais abandonados na zona radioativa de Fukushima.

Fukushima - Há quase 10 anos atrás, após o acidente nuclear de Fukushima, Sakae Kato decidiu não sair da área contaminada pela radiação. Ele ficou para resgatar os gatos abandonados pelos seus vizinhos que evacuaram a região.

O homem que ajuda os animais abandonados na zona radioativa de Fukushima.
Sakae Kato e um dos seus gatos, em sua casa na região de Namie, Fukushima. Foto: Reuters.

"Quero ter certeza de que estarei aqui para cuidar do último gato vivo. Depois que ele se for, quero morrer em paz", disse Kato em sua casa na região proibida.

Até agora, Kato enterrou 23 gatos em seu jardim, uma área cheia de javalis que perambulam a região despovoada. Ele cuida de 41 gatos atualmente: uma parte dos animais vive em sua casa e outra parte num prédio vazio da sua propriedade.

No prédio vazio, Kato deixa comida para os gatos e aquece o local com um aquecedor. Ele também resgatou um cachorro chamado Pochi. Sem água encanada, ele precisa encher garrafas com a água de uma nascente perto das montanhas e usa banheiros públicos próximos da região onde vive.

O homem de 57 anos era um pequeno empresário da construção civil antes do acidente nuclear de Fukushima. A sua decisão de ficar na região proibida foi estimulada em parte pelo choque de encontrar vários animais mortos em casas abandonadas que ele ajudou a demolir. 

Os gatos também lhe deram um motivo para ficar na sua propriedade, local pertencente à sua família por três gerações.

"Não quero ir embora daqui. Gosto de morar nestas montanhas", disse ele. Na verdade, Kato tem permissão para visitar a sua propriedade na região contaminada, mas não tem permissão para viver no local por causa da alta radiação.

Toda a estrutura da sua casa está em más condições. Tábuas do assoalho apodrecidas, buracos nas paredes e telhas que se soltaram após o forte terremoto do mês de fevereiro deste ano. Tudo isso traz na memória de Kato o devastador terremoto de 11 de março de 2011.

"A casa pode aguentar por mais 2 ou 3 anos. As paredes começaram a entortar", disse Kato.

Kato estima que gasta 700.000 ienes (US$ 6.500) por mês com seus animais. Parte das despesas, ele gasta comprando comida de cachorro para os javalis que se reúnem perto de sua casa. Os agricultores consideram a presença dos javalis uma praga na região. Os bichos são culpados por destruir as casas abandonadas.

Observação: Na época que esta matéria foi escrita, Kato tinha acabado de ser preso pela polícia sob suspeita de libertar os javalis pegos em armadilhas armadas pelo governo local. Yumiko Konishi, uma veterinária que ajuda Kato, disse que voluntários estavam cuidando dos animais em sua propriedade enquanto ele permanecia detido. 

Tragédia, traumas, abandono, isolamento e prisão: o que o futuro reserva para o senhor Kato e seus animais?


Fonte: Japan Today.


Nikkey ON!