sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Variante Delta da COVID-19.

É encontrada no Japão uma nova mutação da variante Delta do coronavírus.


Tóquio - Um grupo de pesquisadores japoneses afirmou ter encontrado, pela primeira vez no Japão, uma nova mutação da variante Delta da COVID-19.

É encontrada no Japão uma nova mutação da variante Delta do coronavírus.
O professor associado da Universidade de Tóquio, Takeuchi Hiroaki, confirma o surgimento de um novo tipo da variante Delta da COVID-19 no Japão. Foto: NHK.

O grupo de pesquisadores que trabalham no hospital da Universidade de Medicina e Odontologia de Tóquio anunciou a descoberta na segunda-feira, 30 de agosto. O líder responsável pela descoberta da nova mutação é Takeuchi Hiroaki, professor da equipe de pesquisa do hospital universitário.

A mutação foi descoberta através de um paciente infectado com a variante Delta do coronavírus que esteve no hospital em meados de agosto deste ano.

Os pesquisadores disseram que a análise genética do vírus do paciente revelou a mutação N501S.

Segundo a pesquisa, apenas oito casos de mutação da COVID-19 foram relatados fora do Japão.

A mutação N501S se assemelha à mutação N501Y da variante Alpha, detectada pela primeira vez na Grã-Bretanha. Os cientistas japoneses afirmaram que não está claro se a nova mutação do Japão tem algum impacto na transmissibilidade do coronavírus. Novos estudos serão realizados para descobrir mais detalhes da descoberta.

Takeuchi disse que todos os esforços devem ser feitos para conter a COVID-19, já que a disseminação de infecções pode levar ao surgimento contínuo de novas variantes no Japão e no mundo. 


Fonte: NHK News.


Imagens das Paraolimpíadas de Tóquio 2020 - Quinta-feira dia 2.


Brasil teve 4 atletas ganhadores da medalha de ouro nesta quinta-feira, dia 02/09. Alessandro da Silva (superior, esquerda) faturou o ouro no lançamento do disco - classe F11. Talisson Glock (superior, direita) ganhou a medalha de ouro na natação - 400m livre - classe S6. Nathan Torquato (inferior, esquerda) levou o ouro no taekwondo categoria até 61kg - classe K44. E Gabrielzinho (inferior, direita) obteve a sua segunda medalha de ouro na natação - 50m costas - classe S2. Parabéns atletas paraolímpicos! Fotos: CPB/Getty Images.



Abaixo, o quadro parcial de medalhas dos Jogos Paraolímpicos de Tóquio 2020 (Até o 30º colocado). Última atualização: 02/09/2021.





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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

A importância das flores.

Buquês olímpicos e paraolímpicos: qual a importância das flores que os atletas medalhistas recebem durante à premiação?


Fukushima - Você sabe a importância, para os japoneses, de cada flor presente no buquê olímpico e paraolímpico que os atletas recebem junto com suas medalhas? Não sabe?

 
Buquês olímpicos e paraolímpicos: qual a importância das flores que os atletas medalhistas recebem durante à premiação?
Hiroshi Kawamura cultiva cerca de 50 tipos de eustomas em Namie, Fukushima. Foto: NHK.

Pois bem, cada flor presente no buquê olímpico e paraolímpico foi cultivada nas províncias mais afetadas pelo terremoto, tsunami e acidente nuclear de 2011. As províncias do desastre estão localizadas em Tohoku, região nordeste do Japão.

Para os moradores das províncias de Fukushima, Miyagi e Iwate, ver as flores nas mãos dos medalhistas nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio é a prova de como a situação nas regiões destruídas em 2011 melhorou após uma década.

Na cidade de Namie, província de Fukushima, o agricultor Hiroshi Kawamura ficou grudado na TV durante todo o verão, assistindo aos jogos das Olimpíadas e Paraolimpíadas. Kawamura cultiva eustomas em uma propriedade rural, localizada a apenas 7km de distância da usina nuclear de Fukushima.

Os organizadores olímpicos não mencionaram na imprensa de onde vem as eustomas nos buquês de flores. Mesmo sem mencionar o seu nome, Kawamura admite que está maravilhado em ver os atletas campeões sorrindo ao receberem suas flores durante a premiação.

No passado, Kawamura  administrava um estabelecimento de cuidados de saúde na cidade de Namie. Além disso, ele também era responsável no cultivo de legumes e verduras para as refeições dos residentes da instituição. Mas depois do desastre nuclear da usina de Fukushima, Kawamura precisou parar com a agricultura e sair da cidade. O governo japonês declarou que o município de Namie, local onde Kawamura vivia, estava na zona contaminada pela radiação nuclear. 

Passado algum tempo, as restrições relacionadas ao acidente nuclear foram suspensas em algumas partes do município de Namie. Mesmo com a retomada, muitos dos antigos moradores da cidade não voltaram mais a viver por lá. O senhor Kawamura decidiu voltar a viver na região, dizendo que sentia a necessidade de contribuir para o renascimento da cidade. Ele decidiu reerguer a cidade através do cultivo das flores.

Os organizadores olímpicos e paraolímpicos prepararam 5.000 buquês para os jogos de Tóquio, escolhendo as seguintes flores: eustomas da província de Fukushima, gencianas da província de Iwate, e girassóis e rosas da província de Miyagi. O girassol usado no buquê olímpico é o mesmo tipo de flor plantado em uma colina em Miyagi, sendo uma homenagem feita pelos pais aos filhos que morreram no tsunami em 2011.

Buquês olímpicos e paraolímpicos: qual a importância das flores que os atletas medalhistas recebem durante à premiação?
Buquê olímpico (esquerda) e buquê paraolímpico (direita). Foto: Pinterest.

A edição dos Jogos de Tóquio 2020 foi apelidada pelo governo japonês de Olimpíadas da Recuperação. A intenção do apelido era mostrar para o mundo o quão longe o Japão havia progredido desde o grande terremoto e tsunami ocorrido a 10 anos atrás.

"Eu gostaria que as pessoas do mundo todo viessem visitar as áreas que foram reconstruídas em Tohoku. Conseguimos transmitir os sentimentos dos residentes locais através dos buquês de flores. Estou determinado em usar esta oportunidade para a seguinte mudança: invés da palavra 'reconstrução', devemos pensar agora em 'promoção', gerando desenvolvimento para as comunidades reconstruídas", afirmou Kawamura.

Sete anos se passaram desde que Kawamura começou a cultivar flores. Agora, ele está de olho nas suas "próprias medalhas olímpicas". Ele espera participar da próxima Floriade Expo, um evento de horticultura que ocorre uma vez a cada 10 anos na Holanda. O evento holandês é conhecido como as "Olimpíadas das Flores".


Fonte: NHK News.


Imagem das Paraolimpíadas de Tóquio 2020 - Quarta-feira dia 1.


Nesta quarta-feira, 1º de setembro, Carol Santiago conquistou a sua 3º medalha de ouro nas Paraolimpíadas de Tóquio. Dessa vez, ela venceu a final feminina na natação, 100m peito - classe SB12. Parabéns Carol! Foto: CPB.



Abaixo, o quadro parcial de medalhas dos Jogos Paraolímpicos de Tóquio 2020 (Até o 30º colocado). Última atualização: 01/09/2021.





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