quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Encarecimento dos produtos alimentícios.

Devido aos problemas de oferta global, preços dos alimentos do dia a dia no Japão estão cada vez mais caros. 


Tóquio - O aumento de preços de produtos como pão e óleo de cozinha está sobrecarregando os gastos das famílias no Japão. Até que ponto os preços dos alimentos irão chegar e que efeito isso provocará na vida das pessoas?

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Devido aos problemas de oferta global, preços dos alimentos do dia a dia no Japão estão cada vez mais caros.
Supermercado Akidai Sekimachi: muitos produtos alimentícios estão mais caros no Japão, como o óleo de cozinha, pão, carne bovina e outros. Foto: The Mainichi.

"Sinto que tudo, exceto os vegetais, está ficando cada vez mais caro. É difícil para as pessoas que vivem só de aposentadoria", disse uma senhora de 70 anos que fazia compras no supermercado Akidai Sekimachi, no bairro de Nerima, Tóquio. Ela afirmou que muitos produtos do mercado haviam encarecido nos últimos tempos.

A senhora vive com o seu marido. Embora os dois estivessem se esforçando para economizar, consumindo alimentos congelados mais em conta, a mulher não conseguia esconder sua preocupação: "Parece que todo o tipo de coisa vai ficando caro. Se os preços subirem muito, vou chegar ao meu limite".

Os supermercados do Japão estão lutando para definir no varejo os preços de produtos que ficam cada vez mais caros. Hiromichi Akiba, chefe executivo da rede de supermercados Akiba, expressou frustração: "É muito difícil. Mas, se os preços continuarem a subir, podemos perder clientes".

Revisão de preços dos fabricantes de alimentos e de cadeia de restaurantes estão vindo de forma constante. A Nisshin Foods Inc., do grupo Nisshin Seifun, revelou que 151 de seus produtos terão os preços mais elevados a partir de janeiro de 2022.

A recuperação econômica da crise do coronavírus, o aumento acentuado da demanda por trigo na China e as más colheitas dos EUA, levaram o governo japonês a aumentar o preço de venda do trigo importado, que é revisado a cada seis meses.

Devido ao aumento do preço da farinha de trigo, a Yamazaki Baking Company irá aumentar os preços de 247 produtos a partir de janeiro de 2022, como o pão torrado e o pão doce.

Mas os custos crescentes vão além da farinha. As estimativas da Agriculture & Livestock Industries Corporation mostram que os preços de atacado para o short plate (um tipo de corte de carne bovina produzido nos EUA e usado em pratos japoneses como o gyudon) aumentaram precipitadamente desde o início da primavera do Japão deste ano. Em setembro, os preços já estavam 80% mais altos, na comparação anual por três meses consecutivos. Inúmeros fatores estão em jogo para o encarecimento da carne como: redução das operações dos fabricantes de carne devido à pandemia; aumento da demanda por carne na China e em outros países; escassez de contêineres para exportação que aumenta o preço do frete.

Com a alta nos preços de importação de carne bovina, a rede de restaurantes Yoshinoya tomou a decisão de aumentar os seus preços em 29 de outubro. Suas tigelas de tamanho normal para o gyudon (arroz com carne bovina) ficaram mais caras pela primeira vez em sete anos. Se um cliente solicitar uma refeição no Yoshinoya com 10% de imposto sobre consumo incluso, o valor a ser pago por ele passará de 387 ienes (US$ 3,4) para 426 ienes (US$ 3,7).

A partir de 16 de fevereiro de 2022, a empresa japonesa Kikkoman Corporation aumentará os preços do molho de soja e do leite de soja no Japão. É o primeiro aumento desde 2008. 

A alta dos preços da soja também estão contribuindo para o problema. Os efeitos do vírus da febre suína reduziu no número de suínos para o abate. Para estimular o aumento de suínos, os produtores chineses estão importando cada vez mais grãos de soja que serão usados como ração animal. Além disso, com o fortalecimento mundial contra o uso de combustíveis fósseis, a demanda por soja em biocombustíveis também aumentou.


Fonte: The Mainichi.


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terça-feira, 23 de novembro de 2021

Peng Shuai conversa com Thomas Bach.

Tenista chinesa reaparece em videochamada com o presidente do COI.


Paris - O Comitê Olímpico Internacional informou no último domingo, 21 de novembro, que a tenista chinesa Peng Shuai resolveu quebrar o silêncio numa videochamada com o atual presidente da organização olímpica, Thomas Bach.

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Tenista chinesa reaparece em videochamada com o presidente do COI.
Thomas Bach (de costa) conversa com a tenista Peng Shuai (monitor). Foto: Kyodo.

A conversa em vídeo veio no momento em que temores internacionais sobre a segurança de Peng aumentaram. Recentemente, a tenista acusou o ex-vice-premiê da China, Zhang Gaoli, de abuso sexual. 

Antes da videochamada, para aliviar as preocupações com a atleta, um organizador esportivo disse que Peng compareceu a um torneio de tênis em Pequim na manhã do dia 21 de novembro.

"No início da conversa de 30 minutos, Peng Shuai agradeceu ao Comitê Olímpico Internacional por estar preocupado com o bem-estar dela. Peng explicou que está bem e segura em sua casa em Pequim. Ela gostaria que a sua privacidade fosse respeitada neste momento", informou o COI.

A organização olímpica acrescentou: "Agora, ela está passando o tempo dela com os amigos e a família. Ela confirmou também que continuará envolvida com o tênis, esporte que tanto ama".

No comunicado do COI, além de Thomas Bach, a videochamada teve também a participação da presidente da Comissão de Atletas do COI, Emma Terho, e do membro chinês do COI, Li Lingwei. Li conhece Peng há muitos anos, desde seu tempo na Federação Chinesa de Tênis.

Durante a videochamada, Bach convidou Peng para jantar, assim que ele chegar na cidade de Pequim em janeiro de 2022 para as Olimpíadas de Inverno. Peng aceitou o convite de bom grado.

"Fiquei aliviada ao ver que Peng estava bem, o que era a nossa principal preocupação. Ela parecia estar tranquila. Ofereci-lhe o nosso apoio. Se quiser, ela pode entrar em contato com a gente a qualquer momento", disse Emma Terho.

No sábado, 20 de novembro, vídeos sobre o bem-estar de Peng foram divulgados na China. Steve Simon, presidente e CEO do torneio de tênis profissional feminino (WTA), continuou preocupado, duvidando da veracidade dos vídeos.

"Embora seja positivo vê-la bem, não está claro se ela é livre e capaz de tomar decisões por conta própria, sem coerção ou interferência externa. Continuo preocupado com a saúde e segurança de Peng Shuai. A alegação de agressão sexual está sendo censurada e varrida para debaixo do tapete", informou Simon a respeito dos vídeos.


Fonte: Kyodo News.


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