quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Ômicron deixa o Japão em alerta.

Governo japonês teme que a nova variante da COVID-19 se espalhe em Osaka.


Osaka - Nesta quarta-feira, 22 de dezembro, as autoridades japonesas informaram que estão preocupadas com o fato da variante ômicron estar se espalhando pelo Japão. 

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Governo japonês teme que a nova variante da COVID-19 se espalhe em Osaka.
Primeiro-ministro Fumio Kishida fez uma coletiva de imprensa, na quarta-feira, para informar os novos casos da variante ômicron em Osaka. Foto: NHK.

Recentemente, na província de Osaka, três pessoas foram confirmadas com a nova cepa. De acordo com as autoridades, nenhum dos infectados esteve em viagens ao exterior.

Preocupado, o primeiro-ministro Fumio Kishida comunicou o seguinte: "Consideramos esses casos como infecções dentro da comunidade japonesa. Não fomos capazes de confirmar como as três pessoas contraíram a nova variante do coronavírus. Tomaremos todas as medidas necessárias".

O Ministério da Saúde do Japão afirmou que as três pessoas infectadas fazem parte de uma mesma família. Todas elas foram hospitalizadas com sintomas leve da doença.

Com o intuito de previnir a propagação da nova cepa, autoridades locais estão procurando contatos próximos da família infectada para a execução de exames médicos. O Ministério da Saúde também instruiu as prefeituras que garantam leitos hospitalares e testes de COVID-19 suficientes, caso haja um surto de infecções por ômicron nas comunidades. 

Até o momento, um total de 160 casos da variante ômicron foram detectados no Japão. A maior parte dos casos são de pessoas que retornaram recentemente do exterior infectadas com o vírus.

O governo do Japão relatou duas mortes e 262 novos casos de coronavírus em todo o país nesta quarta-feira. No mesmo dia, só na região metropolitana de Tóquio, foram 40 novos casos de COVID-19.


Fonte: NHK News.


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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Prisioneiros no corredor da morte.

Após um intervalo de 2 anos sem execuções, Japão volta a enforcar 3 presos condenados à morte.


Tóquio - Nesta terça-feira, 21 de dezembro, três presos no corredor da morte foram executados por enforcamento, segundo o Ministério da Justiça do Japão. 

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Após um intervalo de 2 anos sem execuções, Japão volta a enforcar 3 presos condenados à morte.
Prédio do Ministério da Justiça do Japão. Foto: Mainichi.

Essas são as primeiras execuções no país desde dezembro de 2019 e as primeiras sob a administração do atual primeiro-ministro Fumio Kishida.

Os três prisioneiros executados são: Yasutaka Fujishiro (65 anos, condenado pela morte de seus 7 parentes na província de Hyogo em 2004), Tomoaki Takanezawa e Mitsunori Onogawa (54 e 44 anos respectivamente, condenados pela morte de dois funcionários em duas casas de pachinko na província de Gunma em 2003).

Depois das execuções desta terça-feira, o Japão tem agora 107 presidiários aguardando suas execuções no corredor da morte.

O Tribunal Distrital de Kobe condenou Fujishiro à morte em maio de 2009. A decisão foi finalizada em junho de 2015, depois que a Suprema Corte japonesa recusou o último recurso.

O Tribunal Distrital de Saitama, condenou à morte Takanezawa e Onogawa, envolvidos em assassinato, roubo de uma de suas vítimas e assalto em uma das casas de pachinko. A pena de morte para Takanezawa foi finalizada em junho de 2005, depois que o condenado retirou seu recurso. Já a sentença de Onogawa foi finalizada em junho de 2009 na Suprema Corte.

Com as execuções dos 3 presos, o secretário-chefe do gabinete, Seiji Kihara, disse aos repórteres o seguinte: "Não é apropriado abolir o sistema de pena de morte no Japão, considerando a atual situação em que crimes hediondos continuam ocorrendo no país".

"Muitos japoneses consideram que a pena de morte é inevitável, no caso de crimes extremamente maliciosos", complementou Kihara.

De acordo com a Anistia Internacional, mais de dois terços dos países no mundo aboliram a pena de morte em suas leis ou na prática. A entidade é totalmente contra a execução de pessoas, como forma de justiça, e pede para a erradicação total da pena de morte por onde ainda existe tal prática.


Fonte: The Mainichi.


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