sábado, 15 de janeiro de 2022

Medicamento Paxlovid no combate à COVID-19.

Para o tratamento de pessoas com coronavírus, Pfizer busca aprovação de sua pílula oral no Japão.


Tóquio - Nesta sexta-feira, 14 de janeiro, a Pfizer Inc. solicitou ao Ministério da Saúde do Japão a aprovação de sua pílula contra a COVID-19 em território japonês. Se a aprovação for concedida, a nova pílula se tornará o segundo medicamento oral disponível no país para casos leves de coronavírus.

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Para o tratamento de pessoas com coronavírus, Pfizer busca aprovação de sua pílula oral no Japão.
Paxlovid: novo medicamento oral para COVID-19 desenvolvida pela Pfizer Inc. Foto: Kyodo News.

O pedido para o novo medicamento Paxlovid (uma combinação dos antivirais Nirmatrelvir e Ritonavir) ocorre no momento em que o Japão está lutando contra o seu sexto aumento de casos da COVID-19 no país. Em meio à disseminação da variante ômicron, o Japão já está concordando em adquirir o novo medicamento para o tratamento de aproximadamente 2 milhões de pessoas.

No início da semana, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, disse que um acordo final sobre a compra do medicamento, com a empresa farmacêutica norte-americana Pfizer Inc., é esperado até o final deste mês. A aprovação da pílula no país esta sendo aguardada para o mês de fevereiro.

Em dezembro, o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão já aprovou o medicamento oral Molnupiravir, remédio contra a COVID-19 desenvolvida pela empresa farmacêutica norte-americana Merck & Co.

O ministro da saúde do Japão, Shigeyuki Goto, afirmou, no mês passado, que os medicamentos orais devem desempenhar um papel significativo no tratamento de pacientes com sintomas leves da COVID-19.

De acordo com a Pfizer, ensaios clínicos mostraram que o Paxlovid tem uma chance maior de previnir hospitalizações e mortes, isso se comparado ao Molnupiravir. O Paxlovid pode reduzir os sintomas graves do coronavírus em 88% (em comparação com aqueles que receberam placebo), para pacientes que tomaram o medicamento dentro de cinco dias após o início dos sinais da doença no organismo. 

A nova pílula Paxlovid impede que o coronavírus se multiplique no organismo humano e é prescrita para ser tomada duas vezes ao dia durante cinco dias.

O medicamento oral da Pfizer foi aprovado na Grã-Bretanha e autorizado nos Estados Unidos em dezembro, para uso emergencial nos dois países.


Fonte: The Japan Times.


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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

A saúde dos funcionários em risco.

Governadora de Tóquio pede que as empresas se preparem para escassez de mão de obra.


Tóquio - Com os casos de ômicron se espalhando rapidamente pelo Japão, a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, está pedindo para que as empresas estejam preparadas para uma iminente crise de mão de obra.

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Governadora de Tóquio pede que as empresas se preparem para escassez de mão de obra.
Yuriko Koike, governadora de Tóquio, conversa por videoconferência com Kengo Sakurada, presidente da Keizai Doyukai, em 12 de janeiro. Foto: The Asahi Shimbun.

No dia 12 de janeiro, Koike solicitou aos representantes das organizações empresariais para que as empresas no Japão elaborassem planos de continuidade de negócios (BCPs). Ela prevê que cada empresa terá um desfalque de mais de 10% de funcionários (ausentes no trabalho), por causa da variante ômicron.

Koike também pediu para os representantes das organizações empresariais que incentivassem as empresas a revisar os seus planos BCPs (se estiverem com os planos prontos) para continuar operando mesmo sem um décimo de sua força de trabalho.

A governadora de Tóquio teve reuniões separadas, por videoconferência, com Kengo Sakurada (presidente da Keizai Doyukai - Associação Japonesa de Executivos Corporativos), Akio Mimura (presidente da Câmera de Comércio e Indústria do Japão) e Masakazu Tokura (presidente da Keidanren - Federação de Negócios do Japão).

"Os casos da variante ômicron estão se espalhando com uma velocidade sem precedentes no Japão. O que sustenta a sociedade pode se tornar muito instável. Nossa sociedade pode se tornar disfuncional", disse Koike durante as reuniões.

Em seguida, Koike pediu aos representantes que garantissem a revisão dos planos de continuidade feita pelas empresas. O plano deverá abranger a retenção do pessoal de apoio, substituindo cerca de 10% dos funcionários subitamente ausentes e garantindo que a empresa continue operando normalmente, mesmo com as faltas. A governadora também enfatizou que o teletrabalho é essencial nesta etapa da pandemia.

Muitas empresas que prestam serviços essenciais, como operadoras de trens e supermercados, já decidiram a forma como elas continuarão funcionando, na onda do ômicron, com uma parte dos seus funcionários fora de serviço.

A East Japan Railway Company (JR East) já determinou que usará funcionários do departamento de planejamento da empresa, caso algum maquinista de trem falte por causa do coronavírus. Essa decisão foi determinada porque o pessoal do departamento de planejamento já tem experiência como operador de trens ferroviários.

No final do ano passado, a empresa dos correios, Japan Post, revisou suas diretrizes sobre a prevenção de infecções por coronavírus entre seus funcionários. A revisão das diretrizes foi devida aos surtos de COVID-19 entre os funcionários do correio na cidade de Yokohama, província de Kanagawa, e entre funcionários da empresa na província de Nagasaki. Os casos de infecções na Japan Post forçaram a suspensão e atrasos nas entregas de correspondências durante o outono do ano passado.

Um funcionário da Japan Post disse o seguinte: "Se alguns funcionários da empresa forem infectados novamente pelo novo coronavírus, funcionários de outras filiais completarão a ausência dos que estão doentes, isso  dependendo das circunstâncias".

A Summit Inc., uma empresa que opera uma rede de supermercados na região de Tóquio, permite que o gerente de cada loja  decida se deve fechar ou solicitar uma equipe de suporte, no caso de um grande número de funcionários infectados pelo coronavírus.

No entanto, um funcionário de uma outra rede de supermercados informou que a substituição de pessoal, geralmente, não é uma boa opção: "Não há escolha a não ser fechar a loja, se muitos funcionários contraírem COVID-19. Os clientes irão evitar de fazer compras na loja por causa do surto de infecções no local".

A montadora Mazda Motor Corporation decidiu que menos de um terço de seus funcionários, excluindo os trabalhadores de linha nas fábricas, deverão continuar trabalhando no escritório da província de Hiroshima (mesmo com as medidas pré-emergenciais estabelecidas pelo governo de Hiroshima em 09 de janeiro).

A fabricante de componentes eletrônicos, Murata Manufacturing Company, notificou seus funcionários de suas novas contramedidas para a COVID-19, em 11 de janeiro. Na Murata, agora está proibindo os funcionários de fazer refeições com outras pessoas (as exceções são para membros da mesma família ou pessoas com quem moram juntas). A empresa também pediu a seus funcionários que evitassem viagens de negócios para as áreas sob medidas pré-emergenciais, impedindo possíveis infecções pelo coronavírus.


Fonte: The Asahi Shimbun.


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