sábado, 12 de fevereiro de 2022

Polêmica na patinação artística.

Patinadora russa não passa no teste anti-doping e o seu destino ainda é incerto nas Olimpíadas de Inverno.


Pequim - A prodígio da patinação artística russa, Kamila Valieva, que brilhou em sua estréia nos jogos olímpicos de Pequim, está envolvida em um escândalo por uso de substâncias proíbidas para melhorar o seu rendimento nas competições. Nesta sexta-feira, 11 de fevereiro, a Agência Internacional de Testes Anti-doping (ITA) avisou que a decisão do futuro da patinadora nas Olimpíadas de Inverno será decidida pela Corte Arbitral do Esporte (CAS).

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Patinadora russa não passa no teste anti-doping e o seu destino ainda é incerto nas Olimpíadas de Inverno.
Kamila Valieva, adolescente de 15 anos, se apresentando na sua estréia nos Jogos Olimpícos de Inverno de Pequim 2022. A patinadora não passou no teste anti-doping de um campeonato russo e o seu destino nas Olimpíadas de Inverno ainda é incerto. Foto: Kyodo News.

O ITA informou que Valieva, de apenas 15 anos, não passou no teste anti-doping do campeonato nacional russo de patinação artística, evento realizado em 25 de dezembro. Embora a coleta do teste tenha sido feito no ano passado, o resultado da amostra da patinadora russa só saiu agora, dando positivo em 8 de fevereiro.

Valieva já foi banida pela Agência Russa de Testes Anti-doping (RUSADA). Entretanto, a própria agência russa pediu para que a proibição da patinadora em eventos esportivos fosse suspensa, enquanto se aguarda um recurso.

O Comitê Internacional Olímpico (COI) recorreu da decisão da RUSADA de suspender a proibição. Agora, segundo o ITA, será o CAS que decidirá o assunto antes do início da competição individual de patinação artística feminina nos Jogos de Pequim, marcado para próxima terça-feira, 15 de fevereiro.

Grande responsável pela conquista da medalha de ouro na patinação artística por equipe, no início da semana em Pequim, Valieva conseguiu participar do treino oficial desta sexta-feira, no Capital Indoor Stadium. Embora a patinadora russa tenha dado alguns sorrisos para o público, ela se recusou a falar com a imprensa quando transitava pela zona mista do local dos treinos.

A atleta russa balançou a cabeça sem responder nada, quando era perguntada pela imprensa internacional sobre sua culpa pelo doping. Os meios de comunicação da Rússia ficaram aborrecidos com o ataque da mídia sobre a patinadora, citando que Valieva era apenas uma adolescente nos jogos olímpicos.

Apesar da pouca idade, Valieva detém os recordes mundiais da patinação artística em pontos marcados no programa de patinação curto, patinação livre e total combinado. Desde o início dos Jogos de Pequim 2022, estava claro o seu favoritismo à medalha de ouro nas competições.

"A patinadora Valieva é uma pessoa protegida devido à sua idade. Ela não está sujeita à divulgação pública obrigatória de seu nome", informou o ITA. Mas, a Agência Russa de Testes Anti-doping percebeu a necessidade de emitir uma declaração, após relatos da imprensa internacional de que a entidade russa não concendia a mesma proteção a atleta.

Não é hoje que os russos estão envolvidos em esquemas para burlar os testes de dopagem esportiva. Em 2015, um escândalo de dopagem bioquímica da Rússia revelou ao mundo um esquema de manipulação de amostras de urina, envolvendo os atletas russos nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014. Foi descoberto, naquela época, que o laboratório de antidopagem da Rússia destruiu mais de 1.400 amostras de testes anti-doping positivos dos atletas russos. A estratégia antiesportiva procurava garantir a hegemonia russa nas Olimpíadas de Sochi. 

Desde a descoberta do escândalo pelas entidades internacionais, a Rússia foi punida com a suspensão em participações em Olimpíadas e Paraolimpíadas. Entretanto, a Agência Mundial de Anti-doping (WADA) permitiu que os atletas russos fossem autorizados em competir nos jogos olímpicos e paraolímpicos de maneira neutra, sendo representados pelo Comitê Olímpico Russo e não pela Rússia. Por isso que, quando a delegação russa entrou na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, os atletas foram representados pela bandeira do ROC (Comitê Olímpico Russo). 


Fontes: Kyodo News / Wikipédia.


Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Sexta-feira, dia 11.

Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Sexta-feira, dia 11.
Cerimônia de premiação da final do sonwboard halfpipe masculino em Zhangjiakou, China. Na esquerda, o australiano Scotty James (medalha de prata). No centro, o japonês Ayumu Hirano (medalha de ouro). Na direita, o suiço Jan Scherrer (medalha de bronze). Hirano garantiu a segunda medalha de ouro para o Japão. Parabéns atletas! Foto: AP.


Quadro parcial de medalhas das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - 11 de fevereiro de 2022. Fonte: Olympics.com


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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Tratamento com o medicamento Paxlovid.

Governo aprova a pílula da Pfizer para combater a COVID-19 no Japão.


Tóquio - O Ministério da Saúde do Japão concedeu nesta quinta-feira, 10 de fevereiro, a aprovação rápida do medicamento anti-coronavírus da Pfizer, o Paxlovid. Com a nova pílula sendo distribuída por todo território japonês dentro de alguns dias, as pessoas com coronavírus terão mais opções de tratamento no combate à doença.

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Governo aprova a pílula da Pfizer para combater a COVID-19 no Japão.
O medicamento Paxlovid, da farmacêutica norte-americana Pfizer, é aprovado pelo governo japonês para o uso, em todo o Japão, no tratamento da COVID-19. Foto: EPA.

A pílula Paxlovid, uma combinação de dois medicamentos antivirais (Nirmatrelvir e Ritonavir), tornou-se o segundo medicamento oral disponível no Japão para infecções leves por coronavírus. E o medicamento chegou num momento certo, pois os casos da variante ômicron têm aumentado cada vez mais no país.

O governo do Japão fez um acordo com a farmacêutica Pfizer dos Estados Unidos, na aquisição do Paxlovid para 2 milhões de pessoas dentro de um ano.

"Vamos começar a entregar o medicamento para as instituições médicas do país já na próxima segunda-feira", disse o ministro da saúde, Shigeyuki Goto, aos repórteres.

Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão aprovou o medicamento oral Monulpiravir, desenvolvido pela farmacêutica norte-americana Merck & Company.

"Espera-se que os medicamentos orais desempenhem um papel significativo no tratamento de casos leves da COVID-19",  acrescentou Goto.

Ensaios clínicos mostraram que o Paxlovid tem uma chance maior, do que o medicamento Monulpiravir, em reduzir a agravação da infecção no organismo. O medicamento da Pfizer reduz os riscos de morte e hospitalizações em 88%, se o paciente tomar as pílulas dentro de cinco dias após o início dos sintomas do coronavírus (em comparação com pacientes que receberam o placebo nos testes laboratoriais), segundo o fabricante.

O Paxlovid contém nirmatrelvir, inibidor que impede a multiplicação da COVID-19 no corpo, e ritonavir, uma substância antirretroviral que aumenta o efeito do nirmatrelvir. O medicamento é prescrito para que o paciente com coronavírus tome as pílulas duas vezes ao dia, durante cinco dias.


Fonte: Kyodo News.


Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Quinta-feira, dia 10.

Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Quinta-feira, dia 10.
Nesta quinta-feira, 10 de fevereiro, saiu a final da patinação artística masculina em Pequim 2022. Resultado: o americano Nathan Chen (centro) ficou com medalha de ouro; o japonês Yuma Kagiyama (esquerda) garantiu a sua medalha de prata; e o japonês Shoma Uno (direita) conquistou a medalha de bronze. Parabéns atletas! Foto: AP.

Quadro parcial de medalhas das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - 10 de fevereiro de 2022. Fonte: Olympics.com


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