quinta-feira, 7 de abril de 2022

Destruição e genocídio na Ucrânia.

Rússia enfrenta indignação mundial pelo assassinato de civis ucranianos.


Kiev - Nos últimos dias, vídeos e relatos sobre o conflito na Ucrânia, de forma nua e crua, têm chocado a mídia internacional pelas imagens de destruição e mortes. A Rússia tem enfrentado uma grande repulsa mundial e acusações de crime de guerra em território ucraniano. Líderes mundiais estão ameaçando o governo russo com novas sanções econômicas.

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Rússia enfrenta indignação mundial pelo assassinato de civis ucranianos.
Rússia tem confrontado uma forte indignação mundial pela morte de vários civis ucranianos em Bucha. Foto: NHK News. 

No início do mês de abril, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, publicou uma mensagem em vídeo na internet sobre a atual situação na cidade de Bucha, logo após a recaptura da região pelas forças da Ucrânia. Autoridades ucranianas disseram ter encontrado mais de 400 pessoas mortas na cidade, depois que as tropas russas se retiraram da área bombardeada. Zelenskyy acusa a Rússia de cometer genocídio em Bucha.

"Agora há informações de que, na cidade de Borodyanka e em outras cidades libertadas, o número de mortos pode ser muito maior. Pessoas das áreas libertadas, como Kiev, Chernihiv e Sumy, disseram que nunca testemunharam tanta destruição e morte provocada pelo exército russo. A atrocidade nessas regiões está sendo comparada com a ocupação nazista na Ucrânia, há 80 anos atrás", disse Zelenskyy.

Vendo a atual realidade na Ucrânia, autoridades internacionais estão condenando o governo russo pela brutalidade cometida contra civis, prometendo mais sanções econômicas para Rússia.

O Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, disse o seguinte: "Trabalharemos com o mundo para garantir que haja a total responsabilidade por esses crimes de guerra. Também estamos trabalhando intensamente, com os nossos aliados europeus, em novas sanções econômicas, aumentando a pressão sobre o presidente Putin e toda a Rússia".

Autoridades americanas também pediram à Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas a suspensão da cadeira da Rússia no Conselho de Direitos Humanos da entidade internacional. A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse: "As imagens na cidade de Bucha e da devastação em toda a Ucrânia exigem que agora combinemos nossas palavras com ações no Conselho de Direitos Humanos da ONU".

No outro lado da moeda, o governo russo está negando o envolvimento do seu exército com as mortes. Moscou afirmou que os corpos das vítimas ucranianas foram "gerenciados em forma de palco", após a saída dos militares russos nas áreas devastadas.

O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, revidou as acusações: "Outro ataque de notícias falsas foi realizado na cidade ucraniana de Bucha, depois que os militares russos saíram da região. Fizemos tudo de acordo com as negociações com a Ucrânia".

No entanto, uma matéria publicada pelo jornal americano New York Times analisou os vídeos ucranianos com imagens tiradas de satélites orbitais sobre a cidade de Bucha. Tudo leva a crer que os cadáveres, nas ruas de Bucha, já estavam lá durante o domínio das tropas russas na cidade.

E a guerra parece não ter fim. Recentemente, as forças russas intensificaram os ataques aéreos no leste e sul da Ucrânia. Os russos alegaram que o ataque tinha a finalidade de destruir as instalações ucranianas com armamentos. 

Entretanto, o governo municipal de Mariupol, cidade atacada pelos russos, negou a afirmação. O prefeito ucraniano informou que a situação atual em Mariupol é trágica. Falta água, comida e eletricidade para os moradores. Mais de 100 mil pessoas continuam presas na cidade. Autoridades locais acusam as forças russas de obstruir a evacuação de civis ucranianos.

As negociações sobre um possível cessar-fogo se complicaram com os últimos ataques russos. O presidente da Ucrânia pede negociações urgentes, mas o governo da Rússia parece relutante com o pedido.


Fonte: NHK News.


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quarta-feira, 6 de abril de 2022

Ajuda humanitária do governo japonês.

Ministro das Relações Exteriores retorna ao Japão com um grupo de refugiados ucranianos.


Tóquio - Yoshimasa Hayashi, Ministro das Relações Exteriores, e sua comitiva retornaram ao Japão nesta terça-feira, 5 de abril, após passar cinco dias visitando a Polônia. Como parte da visita, a comitiva japonesa trouxe para o país um grupo de 20 refugiados ucranianos que estava na Polônia. Todos desembarcaram no aeroporto de Haneda, em Tóquio. 

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Ministro das Relações Exteriores retorna ao Japão com um grupo de refugiados ucranianos.
Grupo de refugiados ucranianos desembarcam no aeroporto de Haneda, em Tóquio, nesta terça-feira (5 de abril). Foto: The Mainichi.

A visita da comitiva japonesa no Leste Europeu teve como objetivo mostrar o compromisso do Japão em ajudar a Ucrânia e a Polônia. O país polonês viu um fluxo imenso de ucranianos entrando em seu território, após a Rússia invadir a Ucrânia. Diante desse problema, o ministro Hayashi foi escolhido para trazer alguns refugiados ao Japão, como um enviado especial na Polônia, pelo primeiro-ministro japonês Fumio Kishida.

O grupo de ucranianos que veio junto com o ministro já tinha a pretensão de se refugiar no território japonês. Mas devido à guerra, os vinte refugiados ficaram impossibilitados de garantir o próprio transporte da Polônia até o Japão. Hayashi não divulgou mais detalhes dos ucranianos, citando preocupações com a privacidade de cada um.

A ação do Japão, de usar o próprio avião do governo para transportar refugiados estrangeiros, ocorre num momento em que muitas pessoas enfrentam caríssimas tarifas aéreas para sair de países vizinhos da Ucrânia. Desde 24 de fevereiro, quando os militares russos invadiram a Ucrânia, os preços das passagens aéreas do Leste Europeu dispararam.

As autoridades japonesas têm demonstrado o total apoio à Ucrânia e ao seu povo, por causa da guerra. O governo do Japão promete ajudar os 20 refugiados por aproximadamente seis meses. De acordo com o Vice-Ministro da Justiça, Jun Tsushima, os refugiados terão apoio à moradia, emprego e aulas de idiomas. Tsushima também acompanhou o ministro Hayashi na viagem à Polônia.

De acordo com a Agência de Serviços de Imigração do Japão, todos os 20 refugiados terão direito a residência durante um curto prazo de 90 dias. Os refugiados ucranianos poderão, posteriormente, alterar os seus vistos para um status de "atividades designadas", com um prazo de duração de 1 ano. Dessa forma, o refugiado, com esse status em seu visto, terá o direito de trabalhar no Japão.

Os ucranianos que não têm fiadores no Japão, como parentes e  conhecidos, devem ficar, inicialmente, em hotéis organizados pelo governo japonês. Depois disso, o município onde eles irão viver ou a empresa onde eles irão trabalhar, fornecerá um novo lar para cada refugiado morar.

Uma ajuda financeira será disponibilizada para despesas de subsistência dos ucranianos no Japão. Além disso, os refugiados também terão assistência médica, treinamento vocacional e  assistência linguística (através da contratação de um intérprete).

Antes de retornar da Polônia para o Japão, o ministro Hayashi prometeu trazer "o maior número possível de ucranianos" com ele. Durante as negociações humanitárias entre a comitiva japonesa e o governo polonês, Hayashi conversou, primeiramente, com o Ministro das Relações Exteriores da Polônia, Zbigniew Rau. Depois o ministro japonês se encontrou com o presidente polonês Andrzej Duda e com o primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki.

Em uma outra ação humanitária, o Japão enviou de uma equipe de quatro funcionários do governo para Moldávia, nação que também faz fronteira com a Ucrânia. Os funcionários japoneses permanecerão nesse país por uma semana, a partir de 5 de abril. A equipe japonesa irá analisar uma possível contribuição de recursos humanos para o país, ajudando no setor de serviços médicos e de saúde para os refugiados.

Desde o início da guerra até o último domingo (3 de abril), cerca de 4,21 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia. Na Polônia, o número de refugiados é de, aproximadamente, 2,45 milhões de pessoas. Na Moldávia, o número aproximado de refugiados é de 395 mil pessoas. Os números são do Escritório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados.

O Japão aceitou, até agora, a entrada de 404 ucranianos no país, segundo dados do governo japonês. 


Fonte: The Mainichi.


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