Ministro das Relações Exteriores retorna ao Japão com um grupo de refugiados ucranianos.
Tóquio - Yoshimasa Hayashi, Ministro das Relações Exteriores, e sua comitiva retornaram ao Japão nesta terça-feira, 5 de abril, após passar cinco dias visitando a Polônia. Como parte da visita, a comitiva japonesa trouxe para o país um grupo de 20 refugiados ucranianos que estava na Polônia. Todos desembarcaram no aeroporto de Haneda, em Tóquio.
www.nikkeyon.blogspot.com
![]() |
Grupo de refugiados ucranianos desembarcam no aeroporto de Haneda, em Tóquio, nesta terça-feira (5 de abril). Foto: The Mainichi. |
A visita da comitiva japonesa no Leste Europeu teve como objetivo mostrar o compromisso do Japão em ajudar a Ucrânia e a Polônia. O país polonês viu um fluxo imenso de ucranianos entrando em seu território, após a Rússia invadir a Ucrânia. Diante desse problema, o ministro Hayashi foi escolhido para trazer alguns refugiados ao Japão, como um enviado especial na Polônia, pelo primeiro-ministro japonês Fumio Kishida.
O grupo de ucranianos que veio junto com o ministro já tinha a pretensão de se refugiar no território japonês. Mas devido à guerra, os vinte refugiados ficaram impossibilitados de garantir o próprio transporte da Polônia até o Japão. Hayashi não divulgou mais detalhes dos ucranianos, citando preocupações com a privacidade de cada um.
A ação do Japão, de usar o próprio avião do governo para transportar refugiados estrangeiros, ocorre num momento em que muitas pessoas enfrentam caríssimas tarifas aéreas para sair de países vizinhos da Ucrânia. Desde 24 de fevereiro, quando os militares russos invadiram a Ucrânia, os preços das passagens aéreas do Leste Europeu dispararam.
As autoridades japonesas têm demonstrado o total apoio à Ucrânia e ao seu povo, por causa da guerra. O governo do Japão promete ajudar os 20 refugiados por aproximadamente seis meses. De acordo com o Vice-Ministro da Justiça, Jun Tsushima, os refugiados terão apoio à moradia, emprego e aulas de idiomas. Tsushima também acompanhou o ministro Hayashi na viagem à Polônia.
De acordo com a Agência de Serviços de Imigração do Japão, todos os 20 refugiados terão direito a residência durante um curto prazo de 90 dias. Os refugiados ucranianos poderão, posteriormente, alterar os seus vistos para um status de "atividades designadas", com um prazo de duração de 1 ano. Dessa forma, o refugiado, com esse status em seu visto, terá o direito de trabalhar no Japão.
Os ucranianos que não têm fiadores no Japão, como parentes e conhecidos, devem ficar, inicialmente, em hotéis organizados pelo governo japonês. Depois disso, o município onde eles irão viver ou a empresa onde eles irão trabalhar, fornecerá um novo lar para cada refugiado morar.
Uma ajuda financeira será disponibilizada para despesas de subsistência dos ucranianos no Japão. Além disso, os refugiados também terão assistência médica, treinamento vocacional e assistência linguística (através da contratação de um intérprete).
Antes de retornar da Polônia para o Japão, o ministro Hayashi prometeu trazer "o maior número possível de ucranianos" com ele. Durante as negociações humanitárias entre a comitiva japonesa e o governo polonês, Hayashi conversou, primeiramente, com o Ministro das Relações Exteriores da Polônia, Zbigniew Rau. Depois o ministro japonês se encontrou com o presidente polonês Andrzej Duda e com o primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki.
Em uma outra ação humanitária, o Japão enviou de uma equipe de quatro funcionários do governo para Moldávia, nação que também faz fronteira com a Ucrânia. Os funcionários japoneses permanecerão nesse país por uma semana, a partir de 5 de abril. A equipe japonesa irá analisar uma possível contribuição de recursos humanos para o país, ajudando no setor de serviços médicos e de saúde para os refugiados.
Desde o início da guerra até o último domingo (3 de abril), cerca de 4,21 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia. Na Polônia, o número de refugiados é de, aproximadamente, 2,45 milhões de pessoas. Na Moldávia, o número aproximado de refugiados é de 395 mil pessoas. Os números são do Escritório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados.
O Japão aceitou, até agora, a entrada de 404 ucranianos no país, segundo dados do governo japonês.
Fonte: The Mainichi.
Nenhum comentário:
Postar um comentário