quinta-feira, 14 de abril de 2022

Enfraquecimento da moeda japonesa.

Nos últimos dias, o iene tem desvalorizado muito em relação ao dólar americano. Quais são os motivos?


Tóquio - Nesta quarta-feira, 13 de abril, o iene japonês sofreu a maior desvalorização em relação ao dólar americano no mercado de câmbio. Fazia quase 20 anos que não se via a moeda japonesa tão enfraquecida frente ao dólar.

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Nos últimos dias, o iene tem desvalorizado muito em relação ao dólar americano. Quais são os motivos?
A moeda japonesa, o iene, sofreu a maior desvalorização em relação ao dólar americano nesta quarta-feira, dia 13 de abril. Foto: Kyodo News.

Durante as negociações no mercado de câmbio no Japão, o dólar americano chegou a ser cotado entre 125 e 126 ienes (cotação de 13 de abril). É o nível mais fraco da moeda japonesa desde maio de 2002.

O iene acelerou sua desvalorização em relação ao dólar no período da tarde, depois que o presidente do Banco do Japão (BOJ), Haruhiko Kuroda, afirmou a sua intenção de manter a política de flexibilização monetária no Japão.

"O forte compromisso de Kuroda com a flexibilização monetária, num momento que o dólar já estava sendo cotado a 125 ienes, levou muitos investidores a vender seus ienes e comprar mais dólares", disse Yuji Saito, chefe do departamento de câmbio do Credit Agricole Corporate & Investment Bank em Tóquio.

A rápida desvalorização do iene, nas últimas semanas, se deve a abordagens contrastantes entre os bancos centrais do Japão e dos Estados Unidos.

O Federal Reserve (o Banco Central Norte-Americano) decidiu, no mês passado, aumentar a sua taxa básica de juros da economia, sendo uma ação feita pela primeira vez desde 2018. A intenção do comitê de política monetária do Fed, em aumentar a taxa de juros, é combater a inflação crescente na economia dos Estados Unidos. Isso também atrai mais investidores estrangeiros para o país. 

Por outro lado, o Banco do Japão (o Banco Central Japonês) manteve sua poderosa flexibilização monetária e realizou uma operação de compra de títulos de emergência, no mês passado. O motivo da compra dos papéis foi criado para impedir que os rendimentos dos títulos do governo japonês (de 10 anos) subam acima do seu limite superior implícito. 

O enfraquecimento acelerado da moeda japonesa levantou preocupações sobre o impacto negativo que isso trará na recuperação econômica do Japão. O iene desvalorizado aumenta os custos de importação para o Japão (como combustíveis e outras commodities). Em contrapartida, o dólar, mais forte do que o iene, aumenta os lucros dos exportadores, convertendo o dinheiro das vendas no exterior e enviando as remessas para as matrizes no Japão.

Altos funcionários do governo japonês expressaram preocupação com a rápida desvalorização do iene. Questionado sobre a situação da moeda japonesa, o Ministro das Finanças, Shunichi Suzuki, disse aos repórteres o seguinte: "Os movimentos cambiais acentuados estão muito problemáticos atualmente. Vamos ficar bem atentos no mercado de câmbio".

O secretário-chefe do gabinete, Hirokazu Matsuno, informou também que os movimentos acentuados nas taxas de câmbio são "indesejáveis". Segundo ele, o governo continuará monitorando o impacto da depreciação do iene na economia japonesa com atenção.


Fonte: Kyodo News.


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quarta-feira, 13 de abril de 2022

A nova cepa XE do coronavírus.

Japão confirma o primeiro caso do ômicron XE.


Tóquio - O Ministério da Saúde do Japão informou na segunda-feira, 11 de abril, que uma mulher foi detectada com a cepa XE da variante ômicron, o primeiro caso registrado desse tipo de coronavírus no país.  

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Japão confirma o primeiro caso do ômicron XE.
Passageiros esperam a vez durante o processo de precauções contra o coronavírus, após o desembarque no aeroporto internacional de Narita, província de Chiba. Foto: The Mainichi. 

Durante os testes obrigatórios no aeroporto de Narita, uma mulher de 30 anos, recém chegada de uma viagem nos Estados Unidos, testou positivo para o coronavírus, mesmo tendo tomado, com antecedência, todas as doses da vacina da Pfizer. Segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, o caso foi registrado no dia 26 de março e a mulher, sem especificar a sua nacionalidade, não apresentou quaisquer sintomas da COVID-19 na hora dos exames. 

Com a coleta do material para os exames laboratoriais, a cepa XE, infectada na mulher, só foi detectada por meio de testes de sequenciamento genético, no Instituto de Nacional de Doenças Infecciosas do Japão (NIID Japan).

A mulher com cepa XE permaneceu em tratamento médico numa instalação para pessoas infectadas com coronavírus. Ela foi liberada depois de 9 dias, assim que o seu período de quarentena terminou.

A cepa XE é uma combinação dos subtipos BA.1 e BA.2 da variante ômicron. A sua taxa de infecção é 12,6% mais rápida do que o subtipo BA.2, embora os detalhes sobre a sua gravidade ainda são desconhecidos. Já a eficácia dos medicamentos e vacinas para essa nova subvariante é considerada a mesma para o tratamento do subtipo BA.2.

Em 5 de abril, cerca de 1.100 casos da subvariante XE foram confirmados na Grã-Bretanha, informou o NIID Japan. O número de casos dessa cepa representa menos de 1% das infecções da COVID-19 no país inglês.

"Não se tornou a cepa dominante  na Grã-Bretanha, onde foi detectada pela primeira vez no mundo (segundo OMS). É improvável que o ômicron XE se espalhe rapidamente no Japão", disse Kazushi Motomura, diretor do departamento de saúde do Instituto de Saúde Pública de Osaka.

"Não há necessidade de ficar em pânico por causa do primeiro caso do ômicron XE no Japão. Devemos continuar implementando medidas básicas para a prevenção de novas infecções, promovendo sempre as vacinações adicionais contra o coronavírus para população", acrescentou Motomura.

No Brasil, o primeiro caso da cepa XE foi detectado no dia 7 de abril, notificado pelo Instituto Butantã de São Paulo.


Fontes: The Mainichi / Jornal Hoje Em Dia.


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