domingo, 17 de abril de 2022

Do ucraniano para o japonês.

Empresa doa vários aparelhos de tradução simultânea para ajudar os refugiados no Japão.


Tóquio - Tenta imaginar a seguinte situação: uma pessoa recomeçando sua vida em outro país onde ela não tem nenhum conhecimento da língua local. Além disso, estando sozinha e sem ninguém para ajudar na tradução, ela tem que se virar para resolver os problemas simples do novo cotidiano. Complicado, não é mesmo?

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Empresa doa vários aparelhos de tradução simultânea para ajudar os refugiados no Japão.
Noriyuki Matsuda (esquerda), presidente da Pocketalk Corporation, entrega um dos aparelhos, de tradução simultânea de sua empresa, ao embaixador ucraniano do Japão, Sergiy Korsunsky. Foto: Kyodo News.

Pensando nisso, uma empresa japonesa doou, para a Embaixada da Ucrânia no Japão, 1.000 dispositivos eletrônicos de tradução simultânea, com a finalidade de ajudar os refugiados ucranianos que não dominam a língua japonesa.

A empresa Pocketalk Corporation, com sede em Tóquio, teve a iniciativa de doar os aparelhos no mês passado. O presidente da empresa, Noriyuki Matsuda, afirmou o seguinte: "Nossa missão é eliminar as barreiras linguísticas. Espero que os tradutores eletrônicos possam ajudar os refugiados ucranianos que estão recomeçando suas vidas no Japão".

O Pocketalk é um pequeno aparelho portátil (semelhante a um smartphone) que oferece uma tradução fácil e de forma instantânea. O usuário simplesmente aperta um botão no aparelho enquanto fala e a tradução é feita rapidamente no idioma escolhido na tela. O dispositivo também reproduz a tradução de uma frase.

Disponível em 70 idiomas, incluindo o ucraniano, o aparelho também pode processar outros 12 idiomas para os quais não possui funcionalidade de saída de voz. O total de unidades comercializadas, em todo mundo, já superou 900.000 tradutores, desde o lançamento do Pocketalk em 2017.

Durante a sua visita ao Japão em 2019, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, participou de um almoço organizado pela Associação Japonesa da Nova Economia, na qual o presidente da Pocketalk também estava lá. A conexão que teve com Zelenskyy durante o evento, fez com que Matsuda começasse a pensar numa forma de ajudar os ucranianos que estão fugindo da guerra.

"A maioria dos refugiados ucranianos não entende japonês. Eles ficaram agradecidos quando receberam os aparelhos", disse um funcionário da Embaixada da Ucrânia em Tóquio. Cerca de 100 tradutores eletrônicos já foram distribuídos diretamente em mãos ou enviados via correio para os refugiados no Japão.

Matsuda afirmou o seguinte: "Sempre trabalhamos para garantir que o nosso produto possa ser usado com o maior número possível de idiomas. É bom que também tenha suporte para a língua ucraniana". 

A empresa de Matsuda já distribuiu mais de 300 aparelhos Pocketalk para os refugiados ucranianos na Polônia, em uma cidade perto da fronteira com a Ucrânia.

De acordo com os dados da empresa Pocketalk, os casos de usuários que optaram por traduzir do ucraniano para outros idiomas aumentaram cinco vezes mais no final do mês de março, se comparado com o mês de janeiro deste ano. Provavelmente, muitos ucranianos começaram a usar o Pocketalk em outros países onde estão como refugiados.

Atualmente, o Japão tem mais de 500 refugiados vindos da Ucrânia. Se a guerra estender por mais tempo, esse número pode aumentar ainda mais.

Sobre seu produto, o presidente Matsuda disse: "Tenho certeza que os tradutores serão muito úteis para os ucranianos poderem compreender os processos administrativos em escritórios do governo local ou abrir uma conta bancária no Japão. Espero que os aparelhos também possam ajudar os refugiados a fazer novas amizades com os japoneses. Dessa forma, novos amigos poderão aliviar a solidão daqueles que estão separados de sua terra natal".


Fonte: Kyodo News.


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sábado, 16 de abril de 2022

Rússia faz novos exercícios militares.

Submarinos russos testam mísseis no Mar do Japão.


Tóquio - O governo do Japão informou na quinta-feira que anda vigilante com os testes militares da Rússia, feitos próximos da costa marítima japonesa. Nos últimos dias, submarinos russos fizeram exercícios com seus mísseis balísticos no Mar do Japão, aumentando as tensões no nordeste da Ásia.

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Submarinos russos testam mísseis no Mar do Japão.
Submarinos russos fizeram exercícios militares no Mar do Japão no último dia 14 de abril. Foto: NHK News.

O Ministério de Defesa da Rússia comunicou que dois de seus submarinos, chamados Petropavlovsk-Kamchatskiy e Volkhov, testaram com sucesso seus mísseis no Mar do Japão. Os testes militares com mísseis de cruzeiro Kalibr, realizados no dia 14 de abril, atingiram uma estrutura naval que simulava uma embarcação inimiga no oceano. Segundo a agência de notícias russas ITAR-Tass, o exercício militar envolveu mais de 15 navios de guerra, de sua frota do Pacífico, e alguns aviões russos de guerra.

O míssil de cruzeiro Kalibr foi projetado para voar em velocidade subsônica e pode atingir alvos a uma distância de até 2.000 quilômetros (1.200 milhas), informou a ITAR-Tass. Esse tipo de míssil tem sido utilizado na guerra contra a Ucrânia.

Um dia antes do lançamento dos mísseis russos, no dia 13 de abril, a 7ª frota da Marinha dos Estados Unidos e a Força de Autodefesa Marítima do Japão realizaram exercícios navais em equipe no Mar do Japão. Pelo que parece, a Rússia procurou demonstrar com seus mísseis que está vigilante com a movimentação militar entre os EUA e Japão, próxima de suas fronteiras.

Na mesma quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Japão entrou em contato por telefone com a Embaixada da Rússia em Tóquio. Autoridades do ministério informaram para a embaixada russa sua preocupação com o lançamento dos mísseis no Mar do Japão. 

No final de março, a Rússia também realizou grandes exercícios militares nas ilhas Curilas, com mais de 3.000 soldados e centenas de equipamentos militares. As ilhas são reivindicadas pelo Japão desde o final da Segunda Guerra Mundial, quando a antiga União Soviética (atual Rússia) anexou os arquipélagos disputados como parte de seu território.


Fontes: NHK News / Japan Today.


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