quinta-feira, 21 de abril de 2022

Diplomacia em jogo.

Autoridades russas são expulsas do Japão.


Tóquio - Intensificando as sanções contra a Rússia, oito diplomatas russos foram obrigados a deixar o Japão no dia 20 de abril. A medida do governo japonês, tomada em 8 de abril, coloca mais pressão sobre Moscou, após os russos iniciarem a guerra na Ucrânia no final do mês de fevereiro deste ano.

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Autoridades russas são expulsas do Japão.
Nesta quarta-feira, 20 de abril, oito funcionários russos foram obrigados a deixar o Japão, intensificando as sanções contra a Rússia. Foto: NHK News.

Todos os oito funcionários do governo russo, incluindo suas famílias, deixaram a embaixada russa, em Tóquio, e seguiram de ônibus para o aeroporto internacional de Haneda. Um avião do governo russo se encarregou de levá-los de volta para casa, partindo após o meio-dia desta quarta-feira.

Fontes do governo japonês informaram que alguns dos oitos funcionários russos têm trabalhado para o Departamento Central de Inteligência do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, também conhecido pela sigla GRU. Segundo informações, algumas dessas pessoas foram identificadas pela polícia japonesa como "indivíduos de interesse", ou seja, elas estavam supostamente envolvidas em atividades de espionagem no Japão.

O Japão tem intensificado, cada vez mais, um maior esforço internacional contra a Rússia. Em contrapartida, o governo russo já anunciou, recentemente, a suspensão das negociações do tratado de paz com os japoneses. Uma delas era a negociação sobre o controle das ilhas Curilas, tomadas do Japão pela antiga União Soviética no final da Segunda Guerra Mundial.


Fontes: NHK News / Japan Today.


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quarta-feira, 20 de abril de 2022

Justiça foi feita!

Maquinista recebe de volta o valor de 56 ienes que foi descontado indevidamente de seu salário.


Okayama - Nesta terça-feira, 19 de abril, um tribunal de justiça do Japão ordenou que a West Japan Railway Company devolvesse a quantia de 56 ienes (US$ 0,45!) para um ex-empregado da empresa. O valor foi deduzido indevidamente do salário de um antigo maquinista de trem da JR West, devido a um atraso de um minuto ocorrido em 2020.

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Maquinista recebe de volta o valor de 56 ienes que foi descontado indevidamente de seu salário.
Foto do Tribunal Distrital de Okayama onde foi decidido a devolução de 56 ienes do salário de um ex-maquinista da JR West, deduzido indevidamente pela companhia por causa de um atraso de 1 minuto. Foto: Kyodo News.

O Tribunal Distrital de Okayama entendeu que o corte salarial do ex-empregado, feito por uma filial da companhia ferroviária JR West de Okayama, era injustificado. Embora o homem tenha conseguido a devolução do pequeno valor, o mesmo tribunal rejeitou o seu pedido de 2,2 milhões de ienes em indenização (US$ 17.000) por danos morais pelo sofrimento emocional que sofreu nesse período.

De acordo com o processo judicial, em junho de 2020, o então maquinista estava a serviço pela JR West, na estação JR Okayama. Distraído, ele simplesmente confundiu a plataforma de embarque. O homem deveria estar em outra plataforma para tomar um trem vazio, com o intuito de levá-lo para o depósito da companhia. Devido ao erro dele, o trabalho foi concluído com dois minutos de atraso.

Originalmente, a JR West deduziu 85 ienes do salário do empregado pelo atraso de dois minutos, alegando que ele não tinha realizado nenhum trabalho durante esse período. Entretanto, o empregador decidiu reduzir o tempo de atraso do funcionário para um minuto, seguindo o conselho do escritório de inspeção trabalhista de Okayama.

Em março de 2021, o maquinista decidiu processar seu empregador, alegando que um minuto deduzido de seu salário estava incluso em suas horas de trabalho.

A JR West tentou resolver a questão com o seu empregado fora do tribunal de justiça, mas a companhia não obteve sucesso.

Depois de todo esse trabalho, o ex-maquinista, infelizmente, não conseguiu ver o resultado de seu processo contra a empresa. No início deste ano, o homem acabou morrendo em decorrência de uma doença, não revelada para o repórter da Kyodo News. Estranho... vai saber o que aconteceu com esse homem!


Fontes: The Japan Times / Kyodo News. 


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