domingo, 8 de maio de 2022

Bafafá na seleção de novos funcionários.

Rede Yoshinoya recusa um estudante "estrangeiro" em seu processo seletivo e provoca polêmica.


Tóquio - Nesta sexta-feira, 6 de maio, a rede japonesa de restaurantes Yoshinoya divulgou uma nota para a imprensa explicando um mal entendido envolvendo a empresa e um estudante universitário. Segundo a mídia, a rede Yoshinoya recusou a inscrição do jovem, cujo estudante para ser um estrangeiro, em seu processo de recrutamento para novos funcionários.

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Rede Yoshinoya recusa um estudante "estrangeiro" em seu processo seletivo e provoca polêmica.
A rede de restaurantes Yoshinoya se envolveu numa polêmica, em um processo de recrutamento de funcionários no Japão. Foto: Kyodo.

De acordo com um recrutador do departamento pessoal da Yoshinoya Company, a recusa da inscrição se baseou nas informações fornecidas pelo estudante. Pelo que parece, o jovem estrangeiro é educado no Japão, mas não tem autorização para trabalhar no país. Para aceitar a inscrição do estudante, seria necessário que ele já tivesse o visto de trabalho para participar do processo seletivo. A rede de restaurantes não se responsabiliza com o processo de obtenção de visto de trabalho para seus futuros funcionários de origem estrangeira.

A polêmica veio à tona no Japão depois que o estudante, recusado no processo de recrutamento, postou uma mensagem em sua conta no Twitter, discutindo o assunto nas redes sociais. O jovem, cujo o nome não foi revelado, informou em seu tweet que ele é um cidadão japonês. Nikkey ON!: Estrangeiro ou japonês? Vai saber quem está com a razão...

Algumas semanas atrás, um outro incidente, envolvendo a rede Yoshinoya, provocou uma reação negativa com o público feminino do Japão. Um diretor-gerente foi demitido da companhia depois que ele fez comentários inadequados sobre mulheres jovens, em uma palestra universitária.

A Yoshinoya Holdings esclareceu que o recrutador da companhia cancelou a inscrição do estudante para a próxima etapa, após a triagem de informações básicas de cada candidato. Através de um e-mail, o responsável pelo recrutamento informou ao estudante o seguinte: "É extremamente difícil, para um estrangeiro, obter um visto de trabalho. Além disso, existe a possibilidade de você (o estudante no caso) não conseguir o visto a tempo para ingressar na empresa, mesmo lhe oferecendo um emprego".

Em seu site de recrutamento, a Yoshinoya Company afirma que "continua a promover ativamente os funcionários estrangeiros com o objetivo de revitalizar a organização".

Segundo um funcionário da rede Yoshinoya, a empresa vem dando respostas semelhantes, desde janeiro de 2021, para alguns candidatos a emprego que são estrangeiros e não possuem visto de trabalho no Japão. "Não havia outra alternativa, a não ser recusar a inscrição do candidato estrangeiro para a próxima etapa da seleção. Isso faz parte de todo processo de oferta de emprego", disse o funcionário.

No entanto, a rede Yoshinoya deveria ter explicado, com antecedência, que um estrangeiro com um visto de trabalho era um pré-requisito necessário no ato da inscrição do processo de recrutamento, acrescentou o funcionário da companhia. "Pedimos as nossas sinceras desculpas", disse ele.


Fonte: The Mainichi.


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sábado, 7 de maio de 2022

A indústria em tempos de pandemia.

Empresas japonesas enfrentam os desafios do bloqueio anti-coronavírus em Xangai.


Pequim - Devido ao rigoroso bloqueio contra a disseminação da COVID-19 em Xangai, quase dois terços das empresas japonesas, com fábricas na cidade, não podem retomar as suas operações tão cedo.

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Empresas japonesas enfrentam os desafios do bloqueio anti-coronavírus em Xangai.
Testagem de COVID-19 em Xangai. A cidade tenta conter o surto da doença, fazendo lockdown parcial e paralisando o comércio e fábricas instaladas na região. Foto: STR/AFP.

No final do mês de abril, o Shanghai Japanese Commerce & Industry Club entrevistou 54 empresas japonesas com fábricas na região de Xangai, muito afetada pelo lockdown obrigatório. Cerca de 60% das empresas japonesas responderam que não poderiam retomar a produção fabril ainda, nem mesmo com a limitação do tempo de trabalho.

Quase um terço das fábricas estavam só com 30% da planta em operação ou bem abaixo dos níveis normais de produção.

Muitas das empresas japonesas apontaram que há problemas de logística e mão de obra, causados pelo lockdown obrigatório do governo chinês. Antes que normalize as operações fabris em Xangai, os dois problemas apontados precisariam ser resolvidos antecipadamente, para não provocar gargalos durante todo o processo.

Um dos problemas logísticos enfrentados é o aumento dos custos de transporte na região de Xangai. A causa desse problema é a grave escassez de motoristas de caminhão na cidade, onde muitos desses caminhoneiros estão sendo obrigados a ficar em casa durante o lockdown obrigatório.

Em relação à mão de obra, muitos trabalhadores não podem comparecer ao trabalho nas fábricas, por causa das restrições de circulação de pessoas em Xangai. Nem todas as fábricas na China possuem dormitórios para empregados em suas instalações.

As autoridades de Xangai listaram mais de 1.800 empresas, entre chinesas e estrangeiras, que devem ter prioridade na reabertura das operações, quando as restrições do coronavírus terminarem. 

Depois dos recordes de infecções em abril, os números de casos de COVID-19 em Xangai diminuíram nos últimos dias. Na última quinta-feira, 4 de maio, a metrópole chinesa registrou 263 novos casos de coronavírus, com uma média de 1.478 novos casos em 7 dias.


Fontes: NHK News / JHU CSSE COVID-19 Data.


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