segunda-feira, 9 de maio de 2022

Pedido de Okinawa.

Okinawa pede resolução do governo sobre as bases militares dos Estados Unidos em suas ilhas.


Naha - No sábado, 7 de maio, as autoridades de Okinawa fizeram um pedido ao governo japonês e norte-americano, para resolver as questões das bases militares do Estados Unidos em território okinawano. 

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Okinawa pede resolução do governo sobre as bases militares dos Estados Unidos em suas ilhas.
Governador de Okinawa, Denny Tamaki, mostra o documento com o pedido aos governos do Japão e dos EUA sobre as questões das bases militares americanas nas ilhas okinawanas. Foto: NHK News. 

O documento antecede as comemorações de 15 de maio, data em que Okinawa celebra os 50 anos de sua devolução ao Japão. Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, as ilhas de Okinawa foram administradas por 27 anos pelo governo dos Estados Unidos.

O pedido faz parte de um conjunto de propostas do governo okinawano. Um documento semelhante foi compilado em 1971, quando os legisladores japoneses da Dieta discutiam o Acordo de Devolução de Okinawa entre Japão e os Estados Unidos.

O novo documento mencionou que as autoridades okinawanas e o governo central do Japão compartilhavam o objetivo de tornar Okinawa uma região de paz, isso desde a época da devolução da província aos japoneses. Entretanto, mesmo após os 50 anos da devolução, Okinawa ainda não atingiu o objetivo almejado. O pedido também cita uma maior conscientização pública sobre o significado e a importância do retorno de Okinawa ao governo do Japão.

O conjunto de propostas também incita os governos do Japão e dos Estados Unidos a revisarem, fundamentalmente, o status do acordo de forças e descartar a realocação de uma base americana em Okinawa. O trabalho de mudança está em andamento, movendo a base aérea do corpo dos fuzileiros navais dos Estados Unidos em Futenma, para uma região costeira menos populosa de Okinawa.

O governador de Okinawa, Denny Tamaki, planeja entregar pessoalmente o documento ao primeiro-ministro do Japão (Fumio Kishida), aos chefes das câmaras da Dieta e ao embaixador dos Estados Unidos em Tóquio.


Fonte: NHK News.


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domingo, 8 de maio de 2022

Bafafá na seleção de novos funcionários.

Rede Yoshinoya recusa um estudante "estrangeiro" em seu processo seletivo e provoca polêmica.


Tóquio - Nesta sexta-feira, 6 de maio, a rede japonesa de restaurantes Yoshinoya divulgou uma nota para a imprensa explicando um mal entendido envolvendo a empresa e um estudante universitário. Segundo a mídia, a rede Yoshinoya recusou a inscrição do jovem, cujo estudante para ser um estrangeiro, em seu processo de recrutamento para novos funcionários.

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Rede Yoshinoya recusa um estudante "estrangeiro" em seu processo seletivo e provoca polêmica.
A rede de restaurantes Yoshinoya se envolveu numa polêmica, em um processo de recrutamento de funcionários no Japão. Foto: Kyodo.

De acordo com um recrutador do departamento pessoal da Yoshinoya Company, a recusa da inscrição se baseou nas informações fornecidas pelo estudante. Pelo que parece, o jovem estrangeiro é educado no Japão, mas não tem autorização para trabalhar no país. Para aceitar a inscrição do estudante, seria necessário que ele já tivesse o visto de trabalho para participar do processo seletivo. A rede de restaurantes não se responsabiliza com o processo de obtenção de visto de trabalho para seus futuros funcionários de origem estrangeira.

A polêmica veio à tona no Japão depois que o estudante, recusado no processo de recrutamento, postou uma mensagem em sua conta no Twitter, discutindo o assunto nas redes sociais. O jovem, cujo o nome não foi revelado, informou em seu tweet que ele é um cidadão japonês. Nikkey ON!: Estrangeiro ou japonês? Vai saber quem está com a razão...

Algumas semanas atrás, um outro incidente, envolvendo a rede Yoshinoya, provocou uma reação negativa com o público feminino do Japão. Um diretor-gerente foi demitido da companhia depois que ele fez comentários inadequados sobre mulheres jovens, em uma palestra universitária.

A Yoshinoya Holdings esclareceu que o recrutador da companhia cancelou a inscrição do estudante para a próxima etapa, após a triagem de informações básicas de cada candidato. Através de um e-mail, o responsável pelo recrutamento informou ao estudante o seguinte: "É extremamente difícil, para um estrangeiro, obter um visto de trabalho. Além disso, existe a possibilidade de você (o estudante no caso) não conseguir o visto a tempo para ingressar na empresa, mesmo lhe oferecendo um emprego".

Em seu site de recrutamento, a Yoshinoya Company afirma que "continua a promover ativamente os funcionários estrangeiros com o objetivo de revitalizar a organização".

Segundo um funcionário da rede Yoshinoya, a empresa vem dando respostas semelhantes, desde janeiro de 2021, para alguns candidatos a emprego que são estrangeiros e não possuem visto de trabalho no Japão. "Não havia outra alternativa, a não ser recusar a inscrição do candidato estrangeiro para a próxima etapa da seleção. Isso faz parte de todo processo de oferta de emprego", disse o funcionário.

No entanto, a rede Yoshinoya deveria ter explicado, com antecedência, que um estrangeiro com um visto de trabalho era um pré-requisito necessário no ato da inscrição do processo de recrutamento, acrescentou o funcionário da companhia. "Pedimos as nossas sinceras desculpas", disse ele.


Fonte: The Mainichi.


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