segunda-feira, 16 de maio de 2022

Fim de um mistério.

Exame de DNA comprova que os ossos encontrados na floresta são da menina desaparecida.


Yamanashi - No último sábado, 14 de maio, a polícia de Yamanashi informou que a amostra de DNA de um fragmento de osso humano, encontrado numa floresta, coincide com o material genético da menina desaparecida há três anos na mesma região.

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Exame de DNA comprova que os ossos encontrados na floresta são da menina desaparecida.
No dia 14 de maio, a polícia de Yamanashi confirmou que os ossos, encontrados na região montanhosa de Doshi, são da menina desaparecida Misaki Ogura. Um exame de DNA comprovou que a menina está realmente morta. Foto: NHK News.

Em setembro de 2019, a estudante Misaki Ogura, de 7 anos, desapareceu misteriosamente de um acampamento na região de Doshi, província de Yamanashi. Naquela época, equipes de busca tentaram procurar a menina desaparecida no meio da mata, mas ninguém conseguiu achá-la até então.

Apenas em 23 de abril deste ano, novas pistas do mistério surgiram. Um homem encontrou alguns ossos humanos no meio das montanhas de Doshi, não muito longe do acampamento onde a menina desapareceu. A polícia foi avisada e novas equipes de busca entraram na floresta atrás de pistas. Em 4 de maio, a polícia encontrou um outro osso, um omoplata, perdido na mata fechada.

Utilizando o omoplata, exames de DNA foram feitos em um laboratório com um fragmento desse osso. De acordo com os resultados,  o material genético do omoplata corresponde ao DNA da menina desaparecida. Com base no laudo médico, a menina Misaki Ogura foi considerada morta.

Durante todo o período de buscas na floresta de Doshi, a polícia também encontrou um par de tênis, uma meia e uma camiseta. Todos esses objetos são os mesmos utilizados pela menina no dia em que ela desapareceu.

A polícia de Yamanashi planeja continuar com a investigação para descobrir as circunstâncias do desaparecimento de Misaki.


Fonte: NHK News. 


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domingo, 15 de maio de 2022

Protesto em Okinawa.

Várias pessoas se reúnem em Okinawa, para participar da marcha pela paz.


Naha - Neste sábado, dia 14 de maio, centenas de ativistas pela paz se reuniram na província de Okinawa, para pedir a retirada das bases militares dos Estados Unidos na região. A marcha da paz foi realizada um dia antes do 50ª aniversário da devolução americana das ilhas de Okinawa para o Japão.

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Várias pessoas se reúnem em Okinawa, para participar da marcha pela paz.
Participantes da marcha pela paz iniciam a caminhada na cidade de Ginowan, em 14 de maio. Eles protestaram contra a presença das bases militares dos Estados Unidos em Okinawa. Foto: Minako Yoshimoto.

Quase 1.000 pessoas participaram da marcha, organizada pelos sindicatos e pelo Centro Okinawa Heiwa Undo (Movimento pela Paz).

Esta foi a primeira marcha realizada após dois anos de ausência de protestos, devido ao auge da pandemia do coronavírus nos anos anteriores.

Os ativistas percorreram um trecho de 9 quilômetros, iniciando a caminhada no salão cívico da cidade de Ginowan e terminando a marcha na cidade de Okinawa. A escolha do início da marcha em Ginowan, foi devido à presença, na região, da base aérea de Futenma do Corpo dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.

"Queremos abrir uma discussão com as pessoas de todo o Japão, sobre o que deve ser feito a respeito da segurança nacional de nosso país", disse Kyoko Higa, uma das organizadoras do movimento.

Durante a marcha, um homem de 45 anos, trabalhador de uma escola primária em Ginowan, expressou sua opinião sobre as bases militares americanas: "me preocupo com os estudantes que convivem diariamente com os helicópteros e aeronaves Osprey em Okinawa, sobrevoando muito próximo do terreno de nossa escola".

Uma outra participante, uma mulher de 57 anos, veio da província de Kanagawa para participar, especialmente, da marcha pela paz em Okinawa. Ela disse o seguinte: "Também vivo perto do perigo em minha comunidade, morando próximo das bases militares dos Estados Unidos nas cidades de Atsugi e Yokosuka. No entanto, acredito que as pessoas em Okinawa estão ainda mais preocupadas, pelo fato do maior perigo que enfrentam".

Em meio aos pedidos do público para a retirada das bases dos Estados Unidos em Okinawa, um homem de 35 anos, da província de Ibaraki, chamou a atenção do repórter do jornal. Ele se juntou à marcha pela paz para protestar contra a invasão russa na Ucrânia. 

Nikkey ON!: Protestam contra os americanos e contra os russos também, mas os japoneses não podem viver sem a ajuda desses dois países... Que dilema! Mas vamos caminhando contra vento...


Fonte: The Asahi Shimbun.


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