sábado, 21 de maio de 2022

Inovação na construção civil.

Edifício feito de madeira é concluído e é considerado o mais alto do gênero no Japão.


Tóquio - Recentemente, um prédio diferente, quase todo de madeira, teve sua obra concluída na cidade de Yokohama, província de Kanagawa. A edificação é considerada a construção de madeira mais alta do Japão, com 44 metros de altura.

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Edifício feito de madeira é concluído e é considerado o mais alto do gênero no Japão.
Edifício feito de madeira é finalizado na cidade de Yokohama, em Kanagawa. A construção é considerada a mais alta do gênero no Japão. Foto: NHK News.

A empresa Obayashi Corporation foi responsável pela construção desse prédio de 11 andares. A estrutura da construção é feita de madeira, reduzindo a sua pegada de carbono e atendendo as padrões de resistência contra terremotos.

Os pilares e as vigas do prédio consistem em três camadas laminadas de madeira, aumentando a resistência da estrutura. A madeira tem uma tecnologia especial de impermeabilização, evitando o seu inchaço em caso de chuva e umidade. Toda a estrutura da edificação tem uma alta resistência para terremotos de intensidade de sete graus na escala Shindo, o nível mais alto de tremor de terra na escala sísmica japonesa.

O pouco uso de aço e concreto confere ao edifício de madeira uma pegada de carbono menor do que as estruturas convencionais de construção civil. A construtora Obayashi estima que reduziu em cerca de 1/4 as emissões de carbono, comparando o prédio de madeira com uma estrutura semelhante, feita em grande parte, de concreto armado.

O Japão está passando por um pequeno aumento na construção de edificações em madeira. No bairro de Ginza, em Tóquio, um prédio de 12 andares está sendo construído em madeira e com sua estrutura de aço.

Shinji Yamasaki, um funcionário da Obayashi Corporation, informou que o foco da construção civil está mudando, com a intenção da neutralização do carbono no meio ambiente. No futuro, a empresa pretende construir hotéis e condomínios totalmente de madeira em suas estruturas.


Fonte: NHK News.


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sexta-feira, 20 de maio de 2022

Balança comercial negativa.

Aumento das importações e o encarecimento da energia provocam um déficit comercial no Japão.


Tóquio -  Com o encerramento do mês de abril, o Japão acabou registrando uma balança comercial negativa em sua economia, sendo o nono mês consecutivo onde as importações superaram as exportações novamente. Os motivos que deixaram o país com o déficit comercial foram as seguintes: aumento do custo da energia e o enfraquecimento do iene frente ao dólar americano. 

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Aumento das importações e o encarecimento da energia provocam um déficit comercial no Japão.
Carros destinados para exportação, estacionados no porto de Yokohama, província de Kanagawa. Foto: AP.

O déficit comercial do Japão totalizou 839 bilhões de ienes (US$ 7 bilhões) em abril. Em relação ao mesmo período do ano passado, o país tinha registrado um superávit de quase 227 bilhões de ienes (US$ 1,8 bilhões). 

As exportações japonesas foram de 8,076 trilhões de ienes (US$ 63 bilhões) no mês passado. Em relação aos dados do ano anterior, houve um aumento de 12,5%, segundo os dados divulgados na quinta-feira (18 de maio) pelo Ministério das Finanças do Japão.

Em relação as importações, o país totalizou 8,915 trilhões de ienes (US$ 70 bilhões) no mês de abril. Em abril de 2021, o total das importações foram de 6,953 trilhões de ienes. Comparando os dois períodos, a diferença foi o maior  aumento já registrado de produtos importados no país, desde o ano de 1979.

A balança comercial do Japão oscilou muito nos últimos anos, devido às interrupções da produção industrial e aos outros problemas relacionados à pandemia.

Embora o iene enfraquecido, diante do dólar americano, funcione bem para aumentar o valor das exportações japonesas, a sua desvalorização acentuada está encarecendo as importações para o Japão.

Com a guerra da Ucrânia iniciada em fevereiro deste ano, os preços do petróleo e do gás natural aumentaram muito de valor no Japão. O país é fortemente dependente de recursos importados para alimentar sua economia. 

O Japão já registrou déficits anuais da balança comercial entre 2011 e 2015. Nessa época, as importações do petróleo, gás e carvão aumentaram muito com o fechamento das usinas nucleares do país, devido ao terremoto-tsunami e o desastre nuclear de 11 de março de 2011. Após 2015 e antes da pandemia começar, o Japão só registrou superávits comerciais em sua balança.

O governo japonês também informou, esta semana, que o produto interno bruto (PIB) do país encolheu a uma taxa anual de 1% no primeiro trimestre deste ano. A inflação e  as restrições, provocadas pela COVID-19, fizeram com que os gastos aumentassem de valor e, os investimentos das empresas, caíssem muito durante esse período.


Fonte: Japan Today.


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