sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Sete dias desaparecida.

Boné da menina desaparecida é encontrado dentro de um rio em Matsudo.


Chiba - A polícia da província de Chiba anunciou na quarta-feira, 28 de setembro, que o boné de uma estudante desaparecida foi encontrado no rio Edo, próximo da cidade de Matsudo.

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Boné da menina desaparecida é encontrado dentro de um rio em Matsudo.
Foto e dados da menina Saya Minami, 7 anos, que desapareceu misteriosamente na cidade de Matsudo, província de Chiba. Já faz 7 dias que a polícia tenta localizá-la na região de seu desaparecimento. Foto: FNN. 

Saya Minami (7 anos) está desaparecida desde a manhã do dia 23 de setembro. Nesse dia, ela tinha saído de casa sozinha, andando em seu patinete. Segundo sua mãe, elas tinham combinado de se encontrar no parque, que fica na frente da casa onde moram, para brincar juntas. Mas, quando a mãe de Saya saiu de casa, ela não conseguiu encontrar sua filha em nenhum lugar do bairro.

No dia de seu desaparecimento, Saya estava vestindo uma calça azul e uma camiseta rosa. Ela tem 115 cm de altura e os seus cabelos são curtos. O seu patinete foi encontrado abandonado em um parque na cidade de Nagareyama, província de Chiba.

Até terça-feira, a polícia tinha encontrado os sapatos e meias da menina ao longo do leito do rio Edo. O boné foi descoberto por um funcionário do departamento de água de Matsudo, no dia 28. O homem fazia a troca de uma cerca de retenção de óleo do rio, quando viu o objeto preso na tela. A nova descoberta estava cerca de 1 km de distância do local onde os sapatos e as meias foram encontrados.

Mergulhadores da polícia de Chiba tentaram encontrar mais pistas da menina, próximo da área onde o boné foi descoberto. Nesse local, há um duto por onde a água é puxada e levada para uma estação de tratamento. No entanto, examinando o local, nenhuma nova pista foi encontrada até agora. 

A polícia tem vasculhado várias regiões, entre as cidades de Matsudo e Nagareyama, para achar mais pistas do paradeiro da menina, inclusive, estendendo suas buscas até a vazante do rio Edo.


Fontes: The Mainichi / FNN.


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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Um remédio para Alzheimer.

Novo medicamento para demência, da Eisai, mostra resultados positivos nos testes finais.


Tóquio - A farmacêutica japonesa Eisai informou, nesta quarta-feira, que o seu novo remédio, contra a progressão da doença de Alzheimer, obteve resultados finais positivos em ensaios clínicos globais.

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Novo medicamento para demência, da Eisai, mostra resultados positivos nos testes finais.
Novo medicamento para o tratamento da doença de Alzheimer, chamado "lecanemab", obteve resultados positivos nos testes da farmacêutica japonesa Eisai. Foto: NHK News.

A fabricante acrescentou que pretende entrar com o pedido de aprovação do medicamento nos seguintes lugares: Estados Unidos, Japão e Europa. Pode ser que a aprovação aconteça em 2023.

Em conjunto com a farmacêutica norte-americana Biogen, a Eisai já vinha desenvolvendo, a algum tempo, o novo medicamento de combate ao Alzheimer, chamado "lecanemab". 

A Eisai iniciou os testes clínicos em março de 2019 no Japão, Estados Unidos e Europa.  Cerca de 1.800 pessoas participaram dos testes clínicos. Os participantes, com Alzheimer, eram pessoas com comprometimento cognitivo leve (pré-estágio da doença), e com estágio inicial da doença.

Uma parte dos participantes recebeu a droga "lecanemab", e a outra o placebo, sendo uma dose a cada duas semanas (em cada grupo).  Os médicos avaliaram como as funções cognitivas e funcionais dos participantes mudaram, conforme o medicamento era aplicado no organismo.

Durante os primeiros 18 meses dos testes, o declínio cognitivo e funcional foi reduzido em 27% no grupo que recebeu a droga, isso comparado com o outro grupo que só recebeu o placebo.

De acordo com a Eisai, a nova droga elimina um tipo de proteína chamada beta-amiloide, considerado a causadora da doença de Alzheimer. Essa proteína se acumula dentro do cérebro com o passar do tempo e destrói as células nervosas. A função da droga é se conectar ao beta-amiloide, evitando a morte das células nervosas e retardando a progressão da doença.

"Esperamos que isso traga um impacto positivo na sociedade, aliviando a progressão da doença nos pacientes e o pesado fardo dos cuidadores", disse o CEO da Eisai, Haruo Naito, em uma coletiva de imprensa em Tóquio. 

Com os resultados detalhados dos testes clínicos, a farmacêutica Eisai planeja relatar sua descoberta em uma conferência acadêmica sobre demência, agendada para novembro deste ano nos Estados Unidos.


Fontes: NHK News / The Mainichi.


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