sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Compra de armamentos para autodefesa.

Japão considera a implantação de mísseis hipersônicos até 2030.


Tóquio - Nesta quinta-feira, 3 de novembro, o jornal de negócios Nikkei informou que o Ministério de Defesa do Japão está considerando a implantação de mísseis hipersônicos no país, até 2030. As autoridades japonesas estão preocupadas com a atual situação mundial, querendo aumentar a dissuasão, intensificando suas capacidades de contra-ataque em caso de guerra.

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Japão considera a implantação de mísseis hipersônicos até 2030.
Na quinta-feira, um homem distribuía uma edição extra do jornal Yomiuri em Tóquio, sobre os recentes lançamentos de mísseis da Coréia do Norte. Foto: AP / Shuji Kajiyama.

O ministério está buscando recursos de defesa e ataque por três principais motivos. O primeiro é a invasão russa na Ucrânia que mudou o ambiente da segurança global. O segundo é a série de lançamentos de mísseis da Coréia do Norte no Mar do Japão. E o terceiro é devido aos movimentos militares da China que podem ameaçar a segurança do Japão.

Segundo o relatório do Ministério da Defesa, os mísseis hipersônicos podem voar cinco vezes mais rápido que a velocidade do som. Esse tipo de míssil pode fazer trajetórias complexas, tornando-se difícil do inimigo interceptá-lo.

O Japão planeja revisar sua estratégia de segurança nacional, bem como outros documentos importantes de defesa até o final do ano. De acordo com o jornal Nikkei, a posição do Japão, sobre suas capacidades de contra-ataque e mísseis hipersônicos, é mencionada nesses documentos.

Inicialmente, o Japão tem a ideia de implantar mísseis de longo alcance em três estágios no país. O principal fornecedor dos armamentos seria os EUA, comprando mísseis Tomahank (usados atualmente pela marinha dos EUA, Austrália, Canadá e Reino Unido).

O primeiro passo é aumentar a capacidade de contra-ataque do Japão. O segundo passo é atualizar os mísseis terra-navio Tipo 12, estendendo o alcance do alvo para mais de 1.000 km (dos atuais 200 km, aproximadamente). E o terceiro passo é a adoção de mísseis hipersônicos.

Segundo a NHK, o Ministério de Defesa do Japão estimou que o próximo programa de defesa, de médio prazo, deve custar ao país cerca de 48 trilhões de ienes (US$ 325 bilhões), em um período de cinco anos. 

Pode-se dizer que o Japão está, atualmente, mais preocupado com as provocações da Coréia do Norte. Nos últimos dias (e até o último momento que escrevia este post), os norte-coreanos dispararam diversos mísseis em direção ao Japão. Há uma grande preocupação de que um desses projéteis possa cair acidentalmente no território japonês.

Na manhã desta quinta-feira, a Coréia do Norte voltou a disparar seus mísseis em direção ao Mar do Japão. Cinco mísseis foram disparados por volta das 7h40 (horário do Japão). Um deles fez o governo do Japão emitir um alerta vermelho para as províncias de Miyagi, Yamagata e Niigata (das 7h50 às 8h), com uma possibilidade do projétil sobrevoar ou cair em solo japonês. Mais tarde, o Ministério de Defesa do Japão informou que o projétil não passou pelo país, mas que desapareceu do radar. 

Durante a noite do mesmo dia, o Ministério de Defesa informou que a Coréia do Norte voltou a disparar outros três mísseis balísticos, entre 21h30 e 21h40 (horário do Japão). Segundo as autoridades japonesas, esses mísseis podem ter caído fora da zona econômica exclusiva do Japão. Enfim, o que esperar para os próximos dias?


Fontes: Reuters / NHK News.


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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Clima de tensão com artilharia pesada.

Coréia do Norte dispara vários mísseis no mesmo dia. Um míssil cruza a fronteira marítima com a Coréia do Sul.


Seul - Nesta quarta-feira, 2 de novembro, os norte-coreanos dispararam vários projéteis de artilharia pesada no Mar do Japão. Esta foi a primeira vez que a Coréia do Norte faz lançamentos de muitos mísseis, de forma sem precedentes e em um único dia, preocupando autoridades sul-coreanas e japonesas.

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Coréia do Norte dispara vários mísseis no mesmo dia. Um míssil cruza a fronteira marítima com a Coréia do Sul.
Noticiário da Coréia do Sul mostra uma imagem de arquivo do lançamento de um míssil norte-coreano. Pela foto, a notícia alertava o povo sul-coreano sobre um novo disparo realizado pela Coréia do Norte, em 2 de novembro. Foto: AP Photo. 

Por volta das 8h55 (horário local) na ilha de Ulleung (Coréia do Sul), um alarme de ataque aéreo foi soado, indicando que um míssil norte-coreano cruzou a Linha do Limite do Norte (NLL). Essa linha foi traçada pelas forças da Organização das Nações Unidas (ONU), para separar as fronteiras do norte e do sul das duas Coréias. 

"É a primeira vez, desde a divisão da península coreana, que um míssil da Coréia do Norte cai perto das águas territoriais sul-coreanas", disse o Estado-Maior Conjunto da Coréia do Sul (JCS).

Além disso, por volta das 6h51 do mesmo dia, militares sul-coreanos detectaram quatro projéteis não identificados, disparados na costa oeste da província de Pyongan do Norte (Coréia do Norte). Mais tarde, os disparos foram identificados como mísseis balísticos de curto alcance. Mais duas horas depois, por volta das 8h51, outros três mísseis foram lançados em Wonsan, província de Kangwon (costa leste da Coréia do Norte).

De acordo com os militares sul-coreanos, cerca de 10 mísseis (incluindo mísseis balísticos de curto alcance e mísseis terra-ar) também foram disparados, vindos das costas oeste e leste da Coréia do Norte.

Como se não bastasse, por volta das 13h27 (tarde de quarta-feira), os norte-coreanos dispararam cerca de 100 projéteis de artilharia militar na zona de amortecimento marítima, no norte da NLL. Esses disparos da Coréia do Norte violaram um acordo militar bilateral de 2018, disse as autoridades da Coréia do Sul.

Em resposta a provocação da Coréia do Norte, a força aérea sul-coreana disparou três mísseis ar-terra, em direção do lado norte da fronteira marítima (entre 11h10 e 12h21), segundo informações dos militares sul-coreanos.

E no final do dia, mais disparos dos norte-coreanos! Outros seis projéteis, incluindo mísseis terra-ar, foram disparados nas costas leste e oeste da Coréia do Norte, entre 16h30 e 17h10.

O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, realizou uma reunião de segurança nacional, no mesmo dia dos disparos, com seus altos funcionários. Ele ordenou que medidas resolutas fossem tomadas, para garantir que a Coréia do Norte pague um preço por sua provocação.

Em Tóquio, o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, disse o seguinte aos repórteres: "A Coréia do Norte está lançando mísseis em um ritmo sem precedentes, o que é totalmente inaceitável".

"O Japão apresentou um protesto à Coréia do Norte, por meio de sua embaixada em Pequim (China)", informou o Ministério de Defesa do país.

As autoridades sul-coreanas, japonesas e norte-americanas conversaram por telefone, a respeito dos disparos norte-coreanos desta quarta-feira. Durante à conversa, eles compartilharam sérias preocupações com o aumento das tensões na Península Coreana, incluindo o aumento de tensão para um futuro teste nuclear dos norte-coreanos.


Fonte: The Mainichi.


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