sábado, 19 de novembro de 2022

Mais de um emprego para poder sobreviver.

Pesquisa mostra que uma parte dos trabalhadores do Japão tem um segundo emprego, com o intuito de reforçar a renda mensal.


Tóquio - Uma recente pesquisa da empresa de empregos CrowdWorks mostrou que um, em cada três trabalhadores no Japão, tem atualmente um segundo emprego. Mais da metade dos entrevistados disseram que necessitam de um segundo emprego, para complementar a renda do mês e pagar as despesas.

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Pesquisa mostra que uma parte dos trabalhadores do Japão tem um segundo emprego, com o intuito de reforçar a renda mensal.
Uma recente pesquisa da CrowdWorks mostrou que um, em cada três trabalhadores do Japão, tem um segundo emprego, com a intenção de reforçar a renda mensal e pagar as despesas. Foto: NHK News.

Cerca de 1.000 pessoas participaram da pesquisa online da CrowdWorks, realizada em setembro deste ano.

De acordo com a pesquisa, 20% dos pesquisados têm um segundo emprego atualmente. Outros 14% responderam que já tiveram um segundo emprego no passado.

Normalmente, as empresas japonesas proíbem que seus funcionários tenham mais de um emprego. Entretanto, essa visão, de apenas um emprego para viver, vem mudando nos últimos anos no Japão.

Muitos participantes da pesquisa disseram que ocupam cargos de vendedores, ou de consultores, em seu segundo emprego. Outros disseram que vendem produtos online pela internet.

Em relação à renda adicional, apenas 13% dos pesquisados responderam que recebem mais de 100.000 ienes por mês (cerca de US$ 715). Outros 16% das pessoas disseram que elas obtêm menos de 100.000 ienes, mas acima de 50.000 ienes por mês (acima de US$ 357). A maior parte dos participantes da pesquisa, cerca de 65% dos entrevistados, informaram que ganham menos de 50.000 ienes por mês em seu segundo emprego.

Nikkey ON!: Se realmente o mundo entrar em recessão em 2023, como os especialistas em economia estão dizendo por aí, muita gente vai começar a ter dois trabalhos para poder sobreviver no Japão. Infelizmente, o jeito será "gambatiar bem mais" no próximo ano.


Fonte: NHK News.

 
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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Reunião entre Kishida e Xi.

Líderes do Japão e China se reúnem pela primeira vez, após quase 3 anos de complicadas relações diplomáticas.


Bangkok - Nesta quinta-feira, 17 de novembro, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, conversou pessoalmente com o presidente chinês, Xi Jinping, com a intenção de construir relações bilaterais, construtivas e estáveis, entre Japão e China. Eles se reuniram na cúpula do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), que está sendo realizada em Bangkok, Tailândia.

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Líderes do Japão e China se reúnem pela primeira vez, após quase 3 anos de complicadas relações diplomáticas.
Em Bangkok (Tailândia), o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida (esquerda), cumprimenta o presidente chinês, Xi Jinping (direita), antes da reunião sobre assuntos políticos entre Japão e China. Foto: Kyodo News.  

Essa é o primeiro encontro entre os líderes das duas maiores potências asiáticas, em cerca de três anos. A imprensa acredita que Kishida tenha transmitido sua mensagem a Xi, sobre a preocupação japonesa com as tentativas chinesas de minar o controle das ilhas Senkaku, no mar da China Oriental. As ilhas são disputadas, há anos, pelo Japão, China e Taiwan. 

Além disso, as negociações entre Kishida e Xi ocorrem em meio a preocupação do aumento da pressão militar chinesa sobre Taiwan. A China sempre viu Taiwan, uma ilha democrática autogovernada, como parte de seu território. O líder chinês já disse uma vez que poderá usar a força se necessário, para alcançar a reunificação de Taiwan com a China.  

No início da conversa, Kishida disse ao líder chinês que o Japão e a China enfrentam, atualmente, muitos desafios e preocupações. No entanto, há uma grande possibilidade de cooperação entre os dois países.

Já o presidente Xi disse que a China e o Japão têm muitos interesses em comuns. Ele também afirmou que os dois países têm bastante potencial para cooperação, expressando esperança de que eles possam construir relações com os requisitos da nova era.

A reunião dos dois líderes durou 36 minutos, ocorrendo paralelamente à cúpula de dois dias do fórum da APEC, na Tailândia.

Segundo a imprensa, Kishida pode ter pedido a Xi que a China tenha mais cooperação bilateral em questões como: os problemas da mudança climática no planeta e a flexibilização da rigorosa política do "Zero-COVID" no continente chinês. O combate contra o coronavírus na China tem atrapalhado a circulação de pessoas, em seu território, e o estímulo da atividade econômica, no país e no mundo.

Outro ponto importante do encontro é em relação à Coréia do Norte. Kishida e Xi podem ter discutido sobre os recentes lançamentos dos mísseis balísticos norte-coreanos. Há temores de que a Coréia do Norte realize, em breve, seu primeiro teste nuclear desde setembro de 2017.

Antes da reunião entre os dois líderes, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse, em uma coletiva de imprensa em Pequim, que os dois países (China e Japão) devem tentar administrar e controlar adequadamente suas diferenças políticas.

Em setembro deste ano, o 50ª aniversário da normalização das relações bilaterais, entre japoneses e chineses, foi lembrado pelo Japão e pela China.

Dezembro de 2019 foi a data em que um líder japonês se reuniu, pela última vez, com um líder chinês. Na ocasião, o então primeiro-ministro japonês, o falecido Shinzo Abe, conversou pessoalmente com Xi Jinping em Pequim.


Fontes: Kyodo News / NHK News.


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