sábado, 17 de dezembro de 2022

Mudanças para fortalecer a defesa do país.

Gabinete do Japão aprova documentos importantes para a defesa nacional.


Tóquio - Nesta sexta-feira, 16 de dezembro, o Gabinete do Japão alcançou um marco importante para a renovação de sua estratégia de defesa nacional. Três documentos-chaves foram aprovados, com a intenção de fazer a nação japonesa ser capaz de se defender em caso de ataque ou guerra.

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Gabinete do Japão aprova documentos importantes para a defesa nacional.
Nesta sexta-feira, 16 de dezembro, o primeiro-ministro Fumio Kishida anunciou mudanças nas estratégias de defesa do Japão, aumentando a capacidade do país em defender seu território de um ataque inimigo. Foto: NHK News.

Os documentos aprovados abrangem medidas defensivas e estratégias de segurança mais amplas para o país.

Os dois primeiros documentos, da Estratégia de Segurança Nacional e da Estratégia de Defesa Nacional, delineiam uma nova política, dando ao Japão a capacidade de contra-ataque (em caso de um outro país atacar militarmente o território japonês). Entretanto, esse contra-ataque é apenas em circunstâncias específicas.

Os contra-ataques seriam limitados à autodefesa, nunca sendo apenas de caráter preventivo. A defesa militar japonesa direcionaria só contra os alvos militares do inimigo, usando a força necessária, ao mínimo, para neutralizar a ameaça.

Com a revisão, a Estratégia de Segurança Nacional adicionou a Rússia, como ameaça potencial, mais a Coréia do Norte e a China. Segundo os legisladores que fizeram a alteração, eles disseram que "Pequim é o maior desafio estratégico", ecoando a mesma frase dos Estados Unidos.

O terceiro documento substitui o atual programa de fortalecimento da defesa em médio prazo. O novo documento especifica um plano de 10 anos para o Japão atingir seus objetivos de defesa. 

Segundo o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, o governo planeja gastar cerca de 315 bilhões de dólares em defesa do Japão, nos próximos cinco anos.

O plano é aumentar os gastos com defesa nacional para 2% do PIB do Japão, até o ano fiscal de 2027.


Fonte: NHK News.


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sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Balança comercial deficitária.

Japão registra déficit comercial pelo 16ª mês consecutivo.


Tóquio - O Ministério das Finanças do Japão informou, esta semana, que o déficit comercial do país elevou-se vertiginosamente, registrando o valor negativo de 2 trilhões de ienes (cerca de US$ 15 bilhões) em novembro. Esse é o maior déficit da balança comercial, em termos de ienes, já registrado em um mês.

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Japão registra déficit comercial pelo 16ª mês consecutivo.
O Japão registra déficit em sua balança comercial pelo 16ª mês consecutivo. No total parcial do ano, o valor gasto nas importações atingiu a marca de 10,9 trilhões de ienes. Os maiores responsáveis pelo resultado negativo são a importação de combustíveis e o enfraquecimento do iene, frente ao dólar americano. Foto: NHK News.

O país está registrando déficit comercial por 16 meses seguidos. Comparando com o mês de novembro de 2021, o atual valor do déficit do Japão mais que dobrou. No total parcial deste ano, as importações subiram mais de 30% em relação ao ano anterior, chegando ao montante de 10,9 trilhões de ienes (cerca de US$ 80 bilhões).

No caso das exportações, o Japão registrou um aumento de 20% em relação ao ano anterior, alcançando a marca de 8,8 trilhões de ienes (cerca de US$ 65 bilhões). 

Os principais culpados, pela balança comercial negativa, foram a alta dos preços de energias (como combustíveis, gás, carvão, ...) e o enfraquecimento da moeda japonesa (o iene), em relação ao dólar americano.

Desde o ano passado que os custos do carvão mais que dobraram de valor. O preço do petróleo bruto aumentou 70%. No caso do gás natural liquefeito, seu valor de compra subiu quase 52%.

As exportações do Japão para os Estados Unidos aumentaram quase 33%. Os principais responsáveis pelo aumento, do superávit, foram as exportações de veículos e de máquinas pesadas (como construção e mineração) para o mercado americano. Também contribuiu para o superávit, as exportações de semicondutores, e de outros componentes eletrônicos para os países da Ásia.

Além disso, muitos outros fatos internacionais contribuem para que o Japão não consiga exportar mais: guerra na Ucrânia, sanções econômicas contra a Rússia, restrições da política "zero-COVID" na China, bancos centrais dos Estados Unidos e Europa tentando controlar a inflação com o aumento de suas taxas de juros. 

Internamente, na segunda metade deste ano, o Japão voltou a reabrir suas fronteiras para a entrada de turistas estrangeiros, estes com sede de consumo por serviços e produtos japoneses. Gradualmente, o turismo está começando a reaquecer a economia do país, que ficou seriamente prejudicada com as restrições do governo para o controle da COVID-19.

O déficit comercial total do Japão, entre os meses de janeiro e novembro deste ano, já supera o déficit recorde estabelecido em 2014.


Fontes: NHK News / The Mainichi.


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