sábado, 27 de janeiro de 2024

Ablação por radiofrequência.

Hospital de Tóquio inicia um novo tratamento para o câncer de mama.


Tóquio - O Centro Médico de Tóquio (Tokyo Medical Center) iniciou na quinta-feira, 25 de janeiro, um novo tipo de tratamento para o câncer de mama, em estágio inicial, que não envolve a remoção do tecido.

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Hospital de Tóquio inicia um novo tratamento para o câncer de mama.
A Tokyo Medical Center iniciou na última quinta-feira, 25 de janeiro, um novo tratamento para o câncer de mama em estágio inicial. A nova técnica é menos invasiva que o tratamento padrão. Foto: NHK News.

O tratamento é conhecido como ablação por radiofrequência. Durante o procedimento, os médicos inserem eletrodos, em forma de agulha, na parte do corpo afetada pela doença. Os eletrodos geram calor no tecido da pele e acabam destruindo as células cancerígenas.

Os regimes públicos de seguro saúde do Japão começaram a cobrir o tratamento do cancro da mama, em fase inicial, no mês passado.

Atualmente, a remoção de todo, ou parte do tecido mamário, é o tratamento padrão no Japão. Isso vale mesmo para pacientes em estágio inicial da doença.

A ablação por radiofrequência é um tratamento menos invasiva, representando menos carga física para os pacientes. De acordo com os pesquisadores, um estudo clínico mostrou que a nova técnica é tão eficaz quanto o tratamento padrão para o câncer de mama.

Pacientes com um tumor maligno na mama, com menos de 1,5 centímetros de diâmetro, podem receber esse novo tratamento em instituições médicas certificadas pela Sociedade Japonesa de Câncer de Mama.

O vice-diretor do Tokyo Medical Center, Takayuki Kinoshita, disse que o tratamento do câncer de mama sem remover o tecido mamário beneficia os pacientes. Kinoshita foi quem liderou o estudo clínico no Japão, no uso de ablação por radiofrequência no câncer de mama.

"Eu e outros pesquisadores envolvidos iremos aprofundar nosso trabalho, tornando esse novo tratamento de câncer de mama disponível para mais pessoas no futuro", informou Kinoshita.


Fonte: NHK News.


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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Julgamento do incêndio criminoso.

Homem é condenado à morte pelo ataque ao estúdio Kyoto Animation.


Kyoto - Nesta quinta-feira, 25 de janeiro, um tribunal de justiça condenou um japonês à morte, pelo incêndio criminoso que matou 36 pessoas de um famoso estúdio de animação na cidade de Kyoto. O número de mortes é o maior já registrado em um julgamento criminal no Japão em mais de três décadas.

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Homem é condenado à morte pelo ataque ao estúdio Kyoto Animation.
Nesta quarta-feira, 25 de janeiro, um tribunal de justiçade Kyoto condenou à morte o réu Shinji Aoba, pelo incêndio com mortes no estúdio da Kyoto Animation, ocorrido em 2019. Foto: NHK News.

Durante o julgamento, os promotores acusaram Shinji Aoba (45 anos) de assassinato e incêndio criminoso. No dia 18 de julho de 2019, Aoba foi até o estúdio da Kyoto Animation, despejou gasolina na entrada do recinto e ateou fogo. Além dos mortos, o ataque deixou outras 32 pessoas feridas. O prédio ficou completamente destruído pelo incêndio. 

O estúdio era conhecido por vários trabalhos de animação japonesa, como "Melancholy of Haruhi Suzumiya", "Violet Evergarden" e outros sucessos.

O juiz presidente do caso, Keisuke Masuda, considerou Aoba culpado no Tribunal Distrital de Kyoto. O juiz disse, durante a condenação, que o acusado não era louco e nem tinha capacidade diminuída quando incendiou o estúdio de animação.

Os advogados de defesa alegaram, durante o julgamento, que Aoba sofria de um transtorno mental e ele não poderia ser responsabilizado criminalmente.

Entretanto, o juiz Masuda ressaltou que Aoba hesitou em cometer o crime logo (como se estivesse escolhendo o momento certo para atear fogo no prédio) e agia como estivesse evitando os olhares das pessoas nas ruas. 

"Aoba cometeu o crime por vontade própria, sentindo rancor da Kyoto Animation. É muito grave e trágico que 36 pessoas tenham morrido num incêndio criminoso. É indescritível o terror e a dor que as  vítimas devem ter sofrido durante o ataque", disse o juiz Masuda.

Os promotores exigiram pena de morte, argumentando que Aoba é mentalmente competente para assumir a responsabilidade pelo crime. O réu argumentava que a Kyoto Animation tinha plagiado um de seus trabalhos, se iludindo sem ter provas concretas. Por esse motivo fútil, ele acabou tirando a vida de 36 pessoas, e ferindo outras 32 pessoas, em uma ação que impossibilitou a fuga das vítimas durante o incêndio.


Fonte: NHK News.


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