quarta-feira, 16 de março de 2022

Como controlar o preço do petróleo?

Primeiro-ministro japonês pede ajuda aos Emirados Árabes para estabilizar o preço do petróleo.


Tóquio -  Nesta terça-feira, 15 de março, o Japão e os Emirados Árabes Unidos (EAU) concordaram em trabalhar mutuamente na estabilização do preço do petróleo. Desde a invasão russa na Ucrânia, os preços do petróleo nos mercados internacionais não pararam de subir, afetando vários países que dependem muito de combustíveis fósseis.

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Primeiro-ministro japonês pede ajuda aos Emirados Árabes para estabilizar o preço do petróleo.
Com o conflito armado na Ucrânia, o preço da gasolina disparou em vários países, criando muitas incertezas na política e na economia mundial. Foto: Kyodo News.

O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, conversou por telefone com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Após a conversa, Kishida disse aos repórteres que o Japão e os EAU (um membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU) buscarão uma coordenação mais próxima para uma resposta à crise na Ucrânia.

"Pedi para que os EAU contribuíssem proativamente na estabilização do preço do petróleo, pois a nação é um membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)", disse Kishida, após um telefonema de 15 minutos com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi. 

A relação próxima entre Japão e Emirados Árabes Unidos é muito importante para a atual situação mundial. Coincidentemente, o ano de 2022 está sendo marcado pelo 50ª aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países. 

"A presença dos EAU na OPEP é grande quando se trata de estabilizar os mercados globais de petróleo bruto", explicou Kishida, sem revelar se ele pediu ao príncipe herdeiro que aumentasse a produção de petróleo.

Sendo a Rússia um dos maiores produtores mundiais de petróleo bruto e gás natural, a sua invasão militar na Ucrânia aumentou os riscos geopolíticos internacionais e as preocupações com o abastecimento de combustíveis em diversos países.

O aumento dos preços do petróleo bruto, e de outras commodities, gerou um alarme no Japão. O país é totalmente dependente de nações estrangeiras para a obtenção de energia. Para mitigar o impacto dos custos mais altos dos combustíveis, o governo japonês aumentou seus subsídios aos atacadistas no Japão, na tentativa de reduzir os preços da gasolina.

Kishida disse que o ato imprudente da Rússia levantou a necessidade de uma nova estrutura para a ordem global. O primeiro-ministro prometeu que o seu governo se esforçará ao máximo para fazer algumas mudanças no Conselho de Segurança da ONU.

Em uma resolução liderada pelos Estados Undidos, os EAU se abstiveram de votar a condenação da Rússia pela invasão na Ucrânia. Por outro lado, os EAU votaram a favor de uma resolução da Assembléia Geral da ONU, exigindo que a Rússia encerre imediatamente sua ofensiva militar na Ucrânia.

 
Fonte: Kyodo News.


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terça-feira, 15 de março de 2022

O medo de uma guerra nuclear.

Sobrevivente da bomba de Hiroshima pede ao mundo que compreenda os perigos das armas nucleares.


Tóquio - Concedendo uma entrevista à NHK, uma sobrevivente japonesa do bombardeio atômico de Hiroshima, Setsuko Thurlow (90 anos), fez um apelo ao mundo sobre os perigos representados pelas armas nucleares.

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Sobrevivente da bomba de Hiroshima pede ao mundo que compreenda os perigos das armas nucleares.
A japonesa Setsuko Thurlow, ativista antinuclear, pede para que as pessoas entendam sobre os perigos das armas nucleares em mãos erradas. Foto: NHK News.  

Thurlow é uma ativista antinuclear que mora atualmente no Canadá. Aos 13 anos de idade, ela viu de perto os horrores da explosão de uma bomba atômica e suas consequências. Durante o seu trabalho como ativista, ela já viajou por várias partes do mundo discursando sobre a questão nuclear. Um grande acontecimento em sua vida foi o seu discurso nas Nações Unidas em 2017,  momento em que ela esteve presente na criação do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares.

Na entrevista para a NHK, Thurlow disse que ficou muito preocupada com as notícias da invasão russa na Ucrânia. Os sentimentos de medo e raiva voltaram em sua mente, depois de quase 77 anos da explosão da bomba de Hiroshima.

Em relação ao presidente russo, Vladimir Putin, Thurlow o classificou como imprudente por intimidar o mundo com uma guerra nuclear. Ela também enfatizou sobre o horror que pode ser gerado em outros países se o presidente Putin for provocado para iniciar uma guerra mundial. Ninguém sabe o que ele será capaz de fazer.

"As pessoas ao redor do mundo têm que entender sobre os perigos de um ataque nuclear na humanidade. Isso pode ocorrer a qualquer momento. Só basta um líder de uma nação, com armamento nuclear, pressionar um botão para iniciar uma tragédia", disse Thurlow.

A ativista ficou aliviada com a decisão do primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, em rejeitar os pedidos de armazenar armas nucleares dos Estados Unidos em território japonês. Ela enfatizou que o compartilhamento nuclear pode levar o país a uma decisão equivocada e realizar, indiscriminadamente, assassinatos em massa.

Thurlow afirmou que o apoio e a empatia pelo povo ucraniano é um dever. Entretanto, as pessoas não devem parar por aí. Elas devem entender que a humanidade foi feita refém pelos nove países do mundo com armamento nuclear.

"O mundo tem cerca de 13.000 armas nucleares prontas para serem disparadas a qualquer instante. As pessoas devem dizer aos seus líderes que eles têm a responsabilidade de manter a ordem e salvar a humanidade de uma guerra", finalizou Thurlow.


Fonte: NHK News.


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