quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Coronavírus no Japão.

Tóquio registra 412 novos casos de COVID-19 nesta terça-feira.


Tóquio - A região de Tóquio registrou  412 novos casos de coronavírus nesta terça-feira (09 de fevereiro). Terça-feira foi o décimo segundo dia consecutivo em que a metrópole tem menos de 1.000 casos  diários de COVID-19.

Tóquio registra 412 novos casos de COVID-19 nesta terça-feira.

Totais de casos de COVID-19 nas principais prefeituras do Japão. Gráfico: JHU CSSE COVID-19 Data.


O número de casos desta terça-feira veio durante o segundo dia do prolongamento do estado de emergência no Japão. De acordo com a declaração de emergência inicial, os casos de coronavírus caíram em todo país, embora o número de mortes ainda permanece alto em muitas áreas, como Tóquio e Osaka.

O número de pessoas em estado grave na região de Tóquio, permaneceu estável em 104 casos.

Dos novos casos de COVID-19 em Tóquio, 76 pessoas com aproximadamente 20 anos contraíram a doença. Pessoas com idade na casa dos 30 anos, o número foi de 67 casos. Com idade em torno de 40 anos, os casos foram de 62 pessoas infectadas. Já pessoas com idade de 65 anos ou mais, o número foi de 100 infectados. O número acumulado na capital japonesa é de cerca de 104.533 casos.

Na segunda-feira (8 de fevereiro), o Japão confirmou 1.216 novos casos de coronavírus e marcou o segundo dia consecutivo abaixo de 2.000 casos. 

O país confirmou 83 novas mortes nesta terça-feira e os maiores números são: 14 mortes na província de Kanagawa, 12 mortes em Tóquio e 11 mortes na província de Osaka. No acumulado, Osaka já registra 1.009 mortes, tornando-se a segunda província com maior número de óbitos de COVID-19 depois de Tóquio.


Fonte: The Japan Times.


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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

A vergonha de ser necessitado no Japão.

Pobres do Japão hesitam em solicitar o pedido de assistência social devido às verificação de parentes.


Tóquio - Pessoas que vivem no Japão e enfrentam dificuldades em meio a pandemia do coronavírus, têm encontrado empecilhos na hora de solicitar qualquer ajuda financeira a um órgão de assistência social. Segundo uma pesquisa realizada por um grupo de apoio a pessoas necessitadas no Japão,  muitos candidatos ao auxílio financeiro passam por um fardo psicológico na hora que o escritório assistencial verifica se os familiares podem ajudar os solicitantes. Muitas pessoas necessitadas hesitam em pedir algum tipo de assistência social porque elas querem se manter escondidas diante de seus parentes próximos.

Pobres do Japão hesitam em solicitar o pedido de assistência social devido às verificação de parentes.
Homeless vivendo nas ruas do Japão. Foto: Igaum.

Aqueles que estão familiarizados com a situação dizem que o sistema de assistência social japonês está impedindo as pessoas de receberem pagamentos de auxílio de subsistência. Esta proteção aos necessitados deveria servir como uma forma de garantir um padrão mínimo de vida saudável a quem precisa.

Uma pesquisa sobre esse comportamento foi conduzida pelo Tsukuroi Tokyo Fund, durante o fornecimento de refeições para pessoas necessitadas de Tóquio no período do ano novo. Através da ajuda de voluntários, foi entrevistado 165 pessoas em situação de vulnerabilidade social. De acordo com os dados, cerca de 90% dos entrevistados eram homens com idade média de 56 anos.

Na pesquisa, 32 das 59 pessoas disseram que recebiam algum tipo de assistência social ou já receberam ajuda alguma vez. Cerca de 54,2% disseram que tinham hesitado em receber algum tipo de ajuda. Quando foi perguntado a 128 pessoas o porquê não estavam recebendo a ajuda da assistência social, 44 entrevistados responderam "Porque não quero que a minha família saiba disso". Quando as pessoas foram questionadas sobre as mudanças que os levariam a usar o sistema de ajuda assistencial, 51 entrevistados disseram "Somente se a minha família não descobrir a minha real situação". 

Quanto ao sistema de verificação do apoio aos parentes, os entrevistados disseram o seguinte: "Mesmo os meus pais estejam vivendo no interior do país, eles logo irão descobrir a minha situação"; "Não quero que a minha filha me veja assim"; "Não quero chocar os meus pais idosos". Através das respostas entendesse que a atmosfera geral da ajuda assistencial japonesa era algo muito vergonhoso para os entrevistados.

As condições para que a pessoa receba a proteção do auxílio de subsistência do Japão depende da avaliação da capacidade do indivíduo em retornar ao mercado de trabalho e da sua situação financeira. Mas receber o apoio financeiro de parentes não é uma condição para receber o auxílio. O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar comunicou às autoridades que não é necessário entrar em contato com os familiares nos casos de violência doméstica e de pessoas com mais de 70 anos, no momento que realizam os controles de inspeção assistencial.

Tsuyoshi Inaba, diretor representante do Fundo Tsukuroi Tokyo, pediu às autoridades que parem de usar o sistema de verificação sem o consentimento da pessoa que procura assistência.

"O maior fator que dificulta o uso do auxílio de subsistência é o sistema de verificação. É desnecessário, prejudicial e quero que pare", disse Inaba.


Fonte: The Mainichi.


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