domingo, 23 de maio de 2021

Carrinhos de bebê para alugar no Japão.

Serviço de aluguel de carrinhos de bebê: empreendedorismo em tempos de pandemia.


Tóquio - Uma empresa de capital de risco de Tóquio, a Babydoor, está testando um novo serviço de aluguel de carrinhos de bebê na estação de trem de Shinjuku. O objetivo da empresa é lançar oficialmente o serviço ainda este ano.

Serviço de aluguel de carrinhos de bebê: empreendedorismo em tempos de pandemia.
A dona da Babydoor, Ami Nakagawa, mostra as caixas de armazenamento dos carrinhos de bebê. Foto: Mainichi.

Muitas famílias com filhos pequenos consideram difícil carregar um carrinho de bebê para vários lugares, então por que não alugá-lo? Essa questão inspirou a empresa Babydoor Inc. na criação de um serviço de aluguel de carrinhos de bebê. Embora a cidade de Tóquio esteja passando por medidas no combate ao coronavírus, a empresa vê a situação atual como uma boa chance para as pessoas experimentarem o novo serviço.

A Babydoor, que aluga e vende produtos para bebês, testará o seu serviço até o dia 31 de maio na bilheteria subterrânea da estação Shinjuku, saída oeste, em cooperação com a operadora de trem Odakyu Electric Railway.

Em 2019, a empresa realizou um teste com dois carrinhos de bebês na estação Shibuya, em conjunto com a operadora ferroviária Keio Corp. O serviço foi bem recebido pelo público e houve momentos em que ambos os carrinhos foram alugados. A Babydoor vinha planejando outros testes com seis carrinhos de bebê antes da inauguração do serviço, mas o último teste foi adiado devido à pandemia da COVID-19.

Para utilizar o serviço, é necessário instalar um aplicativo da empresa no smartphone para depois se cadastrar como membro e pagar a tarifa de uso por cartão de crédito. As reservas devem ser feitas pelo aplicativo no smartphone e, só assim, a pessoa conseguirá desbloquear o carrinho de bebê de dentro da caixa de armazenamento, instalada na estação de trem. As tarifas de aluguel custam 220 ienes (US$ 2) por uma hora, 550 ienes (US$ 5) por três horas e 880 ienes (US$ 8) por seis horas.

A Babydoor foi fundada por Ami Nakagawa em 2017. Depois de se formar pela universidade Ritsumeikan, Nakagawa se juntou ao grande provedor de jogos sociais Gree Inc. no desenvolvimento de novos negócios. Enquanto trabalhava na Gree, os seus amigos com filhos pequenos sempre diziam à ela: "Os produtos para bebês são muito caros" e "Quero bons produtos para bebês que possam ser usados com segurança, mas o meu marido não entende direito sobre isso".

Nakagawa lançou a sua empresa com a ideia de "resolver os problemas sociais, estruturando um sistema que possa fornecer serviços baratos". O serviço de aluguel de carrinhos de bebê começou a surgir após um cliente propor o seguinte: "Eu ficaria feliz em utilizar um serviço que permitisse alugar coisas e depois as devolvesse no mesmo dia". Nakagawa passou um ano desenvolvendo o sistema do seu serviço.

A pandemia do coronavírus, no entanto, veio inesperadamente. As lojas de departamentos ao redor da estação Shinjuku foram forçadas a fechar temporariamente as portas após a declaração do estado de emergência em Tóquio. Comparando com o ano de 2019, o número de passageiros que entram e saem da estação de trem diminuiu 50% durante a semana e 60% durante os fins de semana no período da pandemia.

Preocupada com os números, Nakagawa temia que as pessoas pudessem evitar o serviço de aluguel de carrinhos de bebê devido aos perigos de contágio por coronavírus. A solução encontrada foi desinfetar regularmente os carrinhos de bebê nos últimos testes e disponibilizar kits de limpeza básica para os clientes usarem. Mesmo com o problema da COVID-19, os carrinhos de bebê foram alugados constantemente e, aparentemente, os usuários fizeram comentários favoráveis do novo serviço.

"A pandemia do coronavírus é uma chance de mudança na sociedade. Especialmente o público jovem que tem experimentado vários tipos de serviços oferecidos por empresas, capazes de remover as barreiras de uso por meio do poder da tecnologia da informação. Se tomarmos as medidas adequadas para prevenir infecções, podemos fazer as pessoas a pensar em ser as primeiras a tentar algo novo", disse Nakagawa.

A empresa pretende continuar testando o novo serviço de aluguel de carrinhos de bebê. Para obter mais informações, verifique o site: https://sharebuggy.jp (em japonês). 


Fonte: The Mainichi.


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sábado, 22 de maio de 2021

Vou ao banheiro e volto logo.

Maquinista vai ao banheiro e deixa o colega sem licença conduzir o trem-bala em alta velocidade.


Nagoya - A empresa Central Japan Railway Co. (JR Central) fez um comunicado ao público na última quinta-feira, 20 de maio, se desculpando do ato irresponsável de um dos seus maquinistas que se ausentou do comando do trem-bala (shinkansen) para ir ao banheiro, durante uma viagem a 150 km/h.

Maquinista vai ao banheiro e deixa o colega sem licença conduzir o trem-bala em alta velocidade.
Maquinista se ausentou do comando do trem-bala para ir ao banheiro. Outro condutor ficou no seu lugar, mas não tinha licença para isso. Foto: Wikipédia.

O maquinista de 36 anos saiu da cabine de comando do trem-bala Hikari nº 633. Ele se ausentou por cerca de três minutos e pediu a um colega de trabalho ficar no seu lugar durante a sua ida ao banheiro. O problema dessa história é que o condutor substituto não tem licença para conduzir um trem-bala. O fato aconteceu no último domingo, 16 de maio, por volta das 8h15 da manhã, com a composição do trem-bala viajando entre as estações de Atami e Mishima, na província de Shizuoka. O maquinista colocou em risco os 160 passageiros a bordo no momento da sua ausência.

De acordo com a empresa que opera a linha Tokaido Shinkansen (entre Tóquio e Shin-Osaka), é a primeira vez que um maquinista da sua linha deixa a cabine enquanto viajava com passageiros a bordo. Um caso semelhante aconteceu em 2001, mas, nesse outro incidente, o maquinista estava comandando uma composição do trem-bala sem passageiros, ou seja, fora de serviço.

A JR Central relatou o incidente ao Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão, dizendo que o incidente, mesmo sem vítimas, era uma violação da portaria ministerial.

Após o relato do incidente, Masahiro Hayatsu, um alto funcionário da JR Central, disse em uma coletiva de imprensa: "Foi um ato de extrema irresponsabilidade. Pedimos desculpas".

A empresa JR Central estuda tomar medidas punitivas contra o maquinista e o outro funcionário que conduziu o trem-bala sem autorização.

Um funcionário do Ministério dos Transportes do Japão disse o seguinte: "É lamentável que as regras do governo não tenham sido totalmente observadas. A segurança é prioridade, pois o trem-bala transporta vidas humanas".

Todos os trens-balas japoneses possuem um modo de segurança de condução. No caso de ausência de comando do maquinista, a composição é capaz de reduzir a velocidade gradualmente. Em caso de emergências, como um terremoto, o trem-bala reduz a velocidade com segurança até parar por completo.

A linha Tokaido Shinkansen é a mais movimentada rota do trem-bala  no Japão. Os trens-balas dessa linha são capazes de viajar a uma velocidade máxima de até 285 km/h, de acordo com o site oficial da JR Central.

Segundo as informações da empresa sobre o incidente, o maquinista se ausentou da cabine de comando porque estava sentindo dores abdominais, ou seja, dor de barriga. O outro condutor ficou simplesmente vigiando a cabine sem manusear nenhum comando do trem-bala até o retorno do maquinista, que ficou ausente durante 3 minutos aproximadamente.

De acordo com as regras da JR Central, se um maquinista tiver algum problema de saúde durante a condução de um trem-bala, ele deve entrar em contato com o centro de operações e entregar o comando a um outro condutor licenciado. No caso de não haver um outro condutor licenciado dentro do vagão, o maquinista com problemas será obrigado a parar o trem-bala na estação mais próxima.

O caso veio à tona depois que a empresa percebeu um atraso na rota, com o trem-bala com destino a Shin-Osaka passando atrasado, cerca de um minuto de diferença, pela estação Mishima. Na audiência sobre o ocorrido, o maquinista disse inicialmente à JR Central que não se lembrava do que aconteceu devido à dor abdominal. No entanto, uma imagem gravada pelo circuito interno de câmeras do vagão, confirmou a sua ausência de minutos durante a viagem.

"Não queria parar o trem-bala na estação mais próxima para evitar um possível atraso na linha", disse o maquinista.

O sistema ferroviário japonês, incluído os trens-balas, é conhecido por suas operações pontuais. Qualquer atraso, até mesmo de alguns minutos, pode se tornar um grande problema para os operadores que comandam toda a malha ferroviária da JR.


Fonte: Kyodo News.


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