sábado, 29 de maio de 2021

Combate ao coronavírus.

Japão estende o estado de emergência para até 20 de junho.


Tóquio - Nesta sexta-feira, 28 de maio, o governo estendeu o estado de emergência da região de Tóquio, Osaka e de outras sete províncias para até 20 de junho. Até lá, faltará um pouco mais de um mês para o início dos Jogos Olímpicos e, apesar de todos os esforços, o ritmo da diminuição das infecções por COVID-19 continua lento.

Japão estende o estado de emergência para até 20 de junho.
Yoshihide Suga fala durante a coletiva de imprensa em Tóquio nesta sexta-feira, dia 28. Foto: Kyodo.

Durante a extensão do estado de emergência, continuarão permanecendo em vigor as restrições como a proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes, proibição de serviços de karaokê, funcionamento do comércio até as 8h da noite, e limite na participação do público em eventos esportivos e concertos musicais.

O primeiro-ministro, Yoshihide Suga, formalizou a decisão em uma reunião da força-tarefa do governo contra a COVID-19.

Além de Tóquio e Osaka, as outras sete províncias com o estado de emergência estendido são: Hokkaido, Aichi, Kyoto, Hyogo, Okayama, Hiroshima e Fukuoka. Okinawa é a décima região adicionada recentemente, mas ela já tinha sido incluída na lista, alguns dias antes, com o prazo das restrições para até 20 de junho. Todas as 10 áreas correspondem por metade da economia do Japão e um pouco mais de 40% da população do país.

"As infecções estão diminuindo em algumas áreas, mas no geral, a situação é altamente imprevisível", disse Suga aos repórteres na quinta-feira, após consultar Norihisa Tamura (ministra da saúde) e Yasutoshi Nishimura (ministro no combate ao coronavírus).

Nesta manhã de sexta-feira, o ministro Nishimura disse a um painel de especialistas que é necessário reduzir as infecções da COVID-19 a um nível administrável para que não haja uma grande repercussão durante o caminho para a cura.

Nos últimos dias, os líderes das províncias solicitaram ao governo central a ampliação do estado de emergência para mais um mês, como o caso do pedido da governadora de Tóquio, Yuriko Koike.

O governo central parece ter definido o fim do prazo do estado de emergência para o dia 20 de junho devido às Olimpíadas de Tóquio. Baseando-se na situação das infecções por coronavírus no país até o final de junho, começará a definição do número de espectadores que serão permitidos nos locais dos jogos olímpicos.

Por outro lado, a oposição pública no Japão em prosseguir com as Olimpíadas durante a pandemia global da COVID-19 está crescendo. Cerca de 59,7% das pessoas entrevistadas dizem que os jogos deveriam ser cancelados, isso de acordo com uma pesquisa da Kyodo News.   

Hospitais em Osaka e na vizinha Hyogo continuam lutando para liberar leitos para pacientes com coronavírus. Em Okinawa, após um grande número de turistas visitando as ilhas no feriado do Golden Week, os casos de infecção por COVID-19 têm aumentado rapidamente por lá.

A preocupação com a variante indiana do coronavírus também está crescendo no Japão. Altamente contagiosa, os especialistas em saúde alertam que a nova cepa pode se tornar dominante no país.


Fonte: Japan Today.



www.nikkeyon.blogspot.com

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Mais agitações a respeito das Olimpíadas.

Grupo de médicos alerta que as Olimpíadas de Tóquio podem causar uma crise de saúde.


Tóquio - Durante uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, 27 de maio, o chefe do sindicato de médicos do Japão, o doutor Naoto Ueyama, alertou as autoridades japonesas para o cancelamento das Olimpíadas de Tóquio . Presente no Clube de Correspondentes Estrangeiros do Japão, ele afirmou que organizar os jogos seria "extremamente perigoso", já que o país enfrenta uma quarta onda de infecções por coronavírus.

Grupo de médicos alerta que as Olimpíadas de Tóquio podem causar uma crise de saúde.
O médico Naoto Ueyama fez um alerta sobre os riscos da disseminação do coronavírus nas Olimpíadas de Tóquio. Foto: AP Photo / Eugene Hoshiko.

Com uma quantidade de quase 100.000 pessoas (entre atletas, funcionários e oficiais para as Olimpíadas e Paraolimpíadas), Ueyama fez um alerta: "Todos os diferentes tipos de cepas mutantes do COVID-19, de várias partes do mundo, estarão concentrados e recolhidos aqui em Tóquio".

Ueyama acrescenta: "Não podemos negar a possibilidade de até mesmo uma cepa completamente nova do vírus  surgir e se espalhar pelo mundo a partir da realização dos jogos na capital japonesa".

O sindicato que Ueyama lidera é um dos muitos pequenos grupos representados por médicos no Japão. A sua oposição ferrenha reflete a visão geral do público japonês em relação às Olimpíadas.

A insistência dos organizadores dos Jogos Olímpicos em seguir em frente, apesar da pandemia, alimentou o sentimento negativo sobre o evento. Tóquio e algumas outras áreas do país estão em estado de emergência desde o final de abril, devido a um aumento de contágios causado pela disseminação de variantes do coronavírus.

Um comentário do vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates, durante uma coletiva de imprensa feita online na semana passada, causou uma polêmica entre o público das mídias sociais. Ele disse que os jogos serão abertos em 23 de julho, mesmo que Tóquio esteja em estado de emergência contra a COVID-19. Para muitas pessoas no Japão, um absurdo.

Descrevendo o sistema de saúde na província de Osaka em um "estado de colapso", Ueyama explicou que os recursos médicos são escassos em todo o Japão, deixando médicos e enfermeiras exaustos com a rotina dos hospitais.

Dado que o Japão está muito atrás de outros países desenvolvidos no que se refere às vacinações do coronavírus e dos testes de reação em cadeia da polimerase, Ueyama finaliza dizendo que sediar as Olimpíadas seria uma "grande irresponsabilidade em relação aos atletas".


Fonte: Kyodo News.


www.nikkeyon.blogspot.com