domingo, 27 de junho de 2021

Não quero ser vacinado.

Pesquisa mostra que 11% das pessoas no Japão não querem tomar a vacina contra a COVID-19.


Tóquio - No dia 25 de junho, o Centro Nacional de Neurologia e Psiquiatria do Japão anunciou os resultados de uma pesquisa onde um total de 11,3% dos entrevistados responderam que não queriam tomar a vacina contra o coronavírus. Cerca de 73,9% dos que relutam em tomar a vacina disseram ter medo de reações adversas que a vacina pode provocar  no organismo.

Pesquisa mostra que 11% das pessoas no Japão não querem tomar a vacina contra a COVID-19.
11% das pessoas no Japão não querem ser vacinadas. Segundo a pesquisa, recusa é maior entre os jovens. Foto: Shutterstock.

A pesquisa foi feita online entre 8 e 26 de fevereiro deste ano, com a assistência de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Fukushima, da Universidade de Osaka e de outras instituições. Cerca de 26.000 pessoas de todo o Japão responderam a pesquisa.

Segundo a pesquisa, 15,6% das mulheres entrevistadas, com até 39 anos, afirmaram que não querem tomar a vacina. Entre os homens entrevistados na mesma faixa etária, 14,2% disseram que também não irão se imunizar contra o coronavírus. Ambos os resultados foram superiores aos de suas contrapartes com idades entre 40 e 64 anos, e entre 65 e 79 anos.

Ao explicar o porquê em um campo da pesquisa que aceita respostas com várias alternativas, outras razões, além das preocupações com as reações adversas, foram citadas: 19,4% dos entrevistados selecionaram "Não acho que a vacina será tão eficaz", 8,8% das pessoas responderam "Não tenho tempo para ser vacinado", e 7,7% dos pesquisados afirmaram "Não acho que vou ser infectado".

O centro apontou que mais de 80% dos entrevistados em grupos de idade avançada mencionaram preocupações sobre reações adversas às vacinas. O grupo de idosos da pesquisa acredita que eles têm maiores chances de desenvolver sintomas graves de COVID-19. Os idosos eram mais propensos do que os jovens ao mencionar essas preocupações. Sobre este ponto, o Centro Nacional de Neurologia e Psiquiatria do Japão afirmou: "É necessário fornecer informações precisas sobre a vacinação e o coronavírus, reduzindo assim a ansiedade das pessoas".


Fonte: The Mainichi.



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sábado, 26 de junho de 2021

Doação de vacinas para Ásia.

Japão irá doar vacinas da AstraZeneca para países asiáticos mais próximos.


Tóquio - O governo japonês pretende doar 1 milhão de doses da vacina contra a COVID-19 para Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia a partir da próxima semana. O comunicado foi feito nesta sexta-feira, 25 de junho, pelo ministro das relações exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi.

Japão irá doar vacinas da AstraZeneca para países asiáticos mais próximos.
A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen: expressou gratidão ao Japão pela doação de vacinas contra COVID-19. Foto: Reuters. 

O governo de Tóquio também oferecerá, para Taiwan e Vietnã, 1 milhão de doses de vacina para cada um. No início deste mês, Tóquio já ofereceu 1,24 milhão de doses para Taiwan e 1 milhão de doses para o Vietnã, de acordo com Motegi numa coletiva de imprensa.

A decisão do governo japonês de fornecer a vacina, desenvolvida pela farmacêutica britânica AstraZeneca e produzida sob licença no Japão, veio após os pedidos feitos pelos países asiáticos. Cada país começará a receber os lotes de vacina doada a partir da próxima quinta-feira.

"Levamos em consideração as situações da pandemia do coronavírus de cada país requerente, a extensão de escassez de vacinas e a natureza de suas relações diplomáticas com o Japão antes de decidirmos sobre esta disposição", disse Motegi.

Separadamente, o Japão fornecerá, a partir de julho, um total de aproximadamente 11 milhões de doses da vacina AstraZeneca para ilhas do Pacífico e países do sudoeste e sul da Ásia. Segundo Motegi, essa ajuda faz parte do programa de compartilhamento de vacina global COVAX que é apoiada pela ONU.

Numa postagem  no Facebook, a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, expressou gratidão ao governo japonês e seu povo pelo segundo lote fornecido da vacina.

A variante mais contagiosa do coronavírus, detectada pela primeira vez na Índia, foi confirmada em quase todas as partes da região Ásia-Pacífico no final de maio, segundo estudos de instituições de saúde, que inclui a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Embora o Japão tenha garantido doses suficientes da vacina AstraZeneca para 60 milhões de pessoas que vivem no país e aprovado o seu uso no mês passado, as vacinas não serão usadas imediatamente em programas públicos japoneses de inoculação. O motivo do não uso  da vacina em território japonês é devido aos raros casos de coágulo sanguíneos de pessoas que receberam as doses da AstraZeneca no exterior.


Fonte: Kyodo News.




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