domingo, 31 de outubro de 2021

Veículo voador: novas possibilidades.

Desenvolvedor de drones mostra a sua hoverbike em Shizuoka.


Oyama - No dia 26 de outubro, uma startup especializada em drones exibiu sua hoverbike, um novo conceito de veículo voador que em breve estará a venda no Japão.

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Desenvolvedor de drones mostra a sua hoverbike em Shizuoka.
A exibição do veículo voador hoverbike no autódromo de Fuji International Speedway, em Oyama, província de Shizuoka. Foto: The Asahi Shimbun.

O veículo decolou, pairou no ar e voou por cerca de dois minutos no autódromo de Fuji International Speedway, na cidade de Oyama, província de Shizuoka. A hoverbike transporta apenas uma pessoa e, durante a exibição, alcançou uma altura de até 3 metros em relação ao solo.

A empresa ALI Technologies Inc., sediada em Tóquio, começou a desenvolver a sua hoverbike em 2017. O nome do veículo é XTurismo.

Um funcionário da empresa informou que o preço de um XTurismo é de 77,7 milhões de ienes (US$ 680.000), incluindo impostos. A ALI Technologies começará a aceitar os pedidos em breve e entregará o veículo para futuros compradores já no primeiro semestre de 2022.

Entretanto, as hoverbikes não podem ser usadas em vias públicas do Japão, devido a várias regulamentações de trânsito que ainda proíbem esse tipo de transporte. Atualmente, o seu uso é apenas restrito em áreas particulares ou em locais específicos para veículos voadores.

O XTurismo tem 3,7 metros de comprimento, 2,4 metros de largura e 1,5 metro de altura. O veículo pesa cerca de 300 quilos.

A hoverbike é alimentada por um motor a combustão e um outro elétrico. O XTurismo pode pairar no ar devido ao funcionamento de duas grandes hélices posicionadas na horizontal, sendo uma na frente e outra atrás do veículo.

Há também outras quatro hélices assistentes nas laterias do veículo, permitindo ao piloto fazer ajustes de vôo e correções de inclinação.

Segundo a empresa, a hoverbike pode voar por até 40 minutos (com uma carga de óleo e a bateria totalmente carregada).

"Tenho certeza de que a mobilidade aérea vai melhorar rapidamente. Gostaríamos de continuar a desenvolver esse tipo de veículo para que ele possa ser usado nas estradas e voar no céu", disse Daisuke Katano, presidente da ALI Technologies. 

Depois de melhorar a segurança da hoverbike, Katano quer negociar com o ministério dos transportes do Japão sobre a diminuição das restrições do uso de veículos voadores em vias públicas, a partir de 2025.

"Se a segurança e as conquistas desse veículo forem reconhecidas mundialmente, a criação de novas regras poderá ser discutida no futuro", disse um representante da ALI Technologies.


Fonte: The Asahi Shimbun.


 
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sábado, 30 de outubro de 2021

Os estrangeiros e as eleições.

Escola brasileira busca apoio dos políticos antes das eleições gerais no Japão.


Shiga - Alguns estrangeiros que moram no Japão estão de olhos abertos na próxima eleição da Câmara dos Representantes do país (Shugiin, em japonês), marcada para o dia 31 de outubro. Apesar dos estrangeiros não terem direito a voto, eles esperam que os candidatos e os partidos políticos façam alguma coisa em prol da comunidade estrangeira no Japão.

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Escola brasileira busca apoio dos políticos antes das eleições gerais no Japão.
Diretora do Colégio Sant'ana, Kenko Nakata, e alguns dos alunos da escola na cidade de Aisho, província de Shiga. Foto: Mainichi.

Na cidade de Aisho, província de Shiga, uma escola brasileira, chamada "Colégio Sant'ana", tem buscado algum apoio dos políticos no Japão. 

A escola oferece educação e cuidados infantis para cerca de 80 estudantes, desde o maternal até alunos do terceiro ano do ensino médio.  Fundada há 23 anos, a escola está instalada em 3 pequenos edifícios. As instalações possuem seis salas de aula e uma cozinha. Matérias como língua portuguesa, inglês e matemática são ministradas na instituição.

Os pais dos alunos do Colégio Sant'ana são nipo-brasileiros que trabalham, em sua maioria, nas fábricas de autopeças da província de Shiga. Por causa da pandemia, muitas dessas fábricas tiveram a produção paralisada com a disseminação do coronavírus no Japão. Embora as empresas japonesas tenham demitido poucos estrangeiros durante o período da pandemia, muitos trabalhadores tiveram uma redução significativa em seus salários. 

Como o Colégio Sant'ana é uma instituição particular de ensino, com mensalidades que variam entre 30.000 e 50.000 ienes por mês (entre US$ 264 e US$ 440), muitas famílias brasileiras estão tendo dificuldades de pagar a escola de seus filhos. A escola usa a maior parte do dinheiro da mensalidade recebida dos alunos para pagar os salários de seus sete professores, cobrir as despesas com a merenda escolar e o combustível do transporte estudantil. A situação financeira da escola não é boa já faz um bom tempo.

Kenko Nakata, uma nipo-brasileira de 64 anos e diretora do Colégio Sant'ana, comentou sobre os desafios que enfrenta: 

"Várias crianças vão à escola brasileira porque sofreram bullying ou não conseguiram entrar nas escolas japonesas por vários motivos. Não podemos obrigar o aluno a deixar a nossa escola só porque os pais não conseguem pagar a mensalidade. Ultimamente, a escola tem pedido doações em dinheiro para compensar os déficits financeiros da instituição. Os pais dos nossos alunos estão trabalhando com o máximo esforço nas fábricas, colaborando com a economia do Japão. Gostaria que o governo japonês oferecesse uma maior assistência aos estrangeiros e seus filhos, em idade escolar, no Japão. E também que o governo ajudasse as escolas estrangeiras instaladas no país."

Por causa da pandemia, as aulas do Colégio Sant'ana são ministradas com os alunos usando protetores faciais e máscaras, como medidas preventivas contra o coronavírus. Entretanto, a escola não recebe subsídios do governo japonês para a compra de desinfetantes para as mãos, pois a instituição de ensino não é autorizada como uma "escola diversa". 

"Gostaríamos de apoio do governo para prevenir infecções também, para o bem da saúde das crianças", disse Nakata.


Fonte: The Mainichi.


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