quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Briga entre estudantes acaba em tragédia.

Aluno do ginasial é morto por um colega da mesma escola.


Nagoya - Nesta quarta-feira, 24 de novembro, um estudante de 14 anos morreu após ser esfaqueado por um outro aluno, dentro de uma escola ginasial. O motivo do crime ainda é desconhecido, mas a polícia suspeita que os dois garotos estavam envolvidos em alguma discussão séria dentro da instituição de ensino.

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Aluno do ginasial é morto por um colega da mesma escola.
Vários repórteres se reúnem no lado de fora da escola ginasial Jushiyama, depois que um aluno matou o seu colega da terceira série. Foto: Kyodo News.

O garoto que matou o seu colega tem 14 anos também e foi preso pela polícia. Ele admitiu ter esfaqueado o estudante Yuzuki Ito com uma faca de cozinha de 20 centímetros de comprimento. A arma do crime foi entregue a polícia para investigar do caso.

Ito foi esfaqueado no estômago pelo colega às 8 horas da manhã (horário do Japão), na escola Jushiyama, cidade de Yatomi - província de Aichi. Segundo a polícia, o garoto tinha a intenção de matar o colega Ito.

A polícia chegou ao local após receber uma ligação de um professor relatando a briga de dois estudantes dentro da escola. No momento do crime, um professor ouviu um grito e saiu correndo para o local do incidente, agarrando o aluno suspeito que atacou Yuzuki Ito.

O estudante esfaqueado foi levado às pressas para um hospital, mas ele acabou morrendo por choque hemorrágico. Sua morte foi confirmada às 10h30 da manhã do mesmo dia.

De acordo com o conselho de educação do município, os dois estudantes já se conheciam desde a escola primária. No entanto, eles não estavam estudando na mesma turma do terceiro ano do ginásio.

Nenhum outro aluno ou professor foi ferido durante o incidente.  O conselho de educação também informou que não tem conhecimento de problemas entre os dois estudantes. Um comitê independente do conselho educacional vai ser estabelecido para apurar as causas do crime.

Em uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira, Takumi Okuyama, chefe do conselho de educação da cidade de Yatomi, disse estar profundamente triste com a situação.

O pai de uma estudante de 15 anos, que também está no terceiro ano da mesma escola e colega dos dois garotos, disse ter telefonado para a instituição de ensino questionando sobre o incidente. Entretanto, ele foi informado que a escola não poderia responder a pergunta dele.

"Estou preocupado com a saúde mental dos alunos que testemunharam o crime", disse o pai da estudante.


Fonte: Kyodo News.


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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Encarecimento dos produtos alimentícios.

Devido aos problemas de oferta global, preços dos alimentos do dia a dia no Japão estão cada vez mais caros. 


Tóquio - O aumento de preços de produtos como pão e óleo de cozinha está sobrecarregando os gastos das famílias no Japão. Até que ponto os preços dos alimentos irão chegar e que efeito isso provocará na vida das pessoas?

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Devido aos problemas de oferta global, preços dos alimentos do dia a dia no Japão estão cada vez mais caros.
Supermercado Akidai Sekimachi: muitos produtos alimentícios estão mais caros no Japão, como o óleo de cozinha, pão, carne bovina e outros. Foto: The Mainichi.

"Sinto que tudo, exceto os vegetais, está ficando cada vez mais caro. É difícil para as pessoas que vivem só de aposentadoria", disse uma senhora de 70 anos que fazia compras no supermercado Akidai Sekimachi, no bairro de Nerima, Tóquio. Ela afirmou que muitos produtos do mercado haviam encarecido nos últimos tempos.

A senhora vive com o seu marido. Embora os dois estivessem se esforçando para economizar, consumindo alimentos congelados mais em conta, a mulher não conseguia esconder sua preocupação: "Parece que todo o tipo de coisa vai ficando caro. Se os preços subirem muito, vou chegar ao meu limite".

Os supermercados do Japão estão lutando para definir no varejo os preços de produtos que ficam cada vez mais caros. Hiromichi Akiba, chefe executivo da rede de supermercados Akiba, expressou frustração: "É muito difícil. Mas, se os preços continuarem a subir, podemos perder clientes".

Revisão de preços dos fabricantes de alimentos e de cadeia de restaurantes estão vindo de forma constante. A Nisshin Foods Inc., do grupo Nisshin Seifun, revelou que 151 de seus produtos terão os preços mais elevados a partir de janeiro de 2022.

A recuperação econômica da crise do coronavírus, o aumento acentuado da demanda por trigo na China e as más colheitas dos EUA, levaram o governo japonês a aumentar o preço de venda do trigo importado, que é revisado a cada seis meses.

Devido ao aumento do preço da farinha de trigo, a Yamazaki Baking Company irá aumentar os preços de 247 produtos a partir de janeiro de 2022, como o pão torrado e o pão doce.

Mas os custos crescentes vão além da farinha. As estimativas da Agriculture & Livestock Industries Corporation mostram que os preços de atacado para o short plate (um tipo de corte de carne bovina produzido nos EUA e usado em pratos japoneses como o gyudon) aumentaram precipitadamente desde o início da primavera do Japão deste ano. Em setembro, os preços já estavam 80% mais altos, na comparação anual por três meses consecutivos. Inúmeros fatores estão em jogo para o encarecimento da carne como: redução das operações dos fabricantes de carne devido à pandemia; aumento da demanda por carne na China e em outros países; escassez de contêineres para exportação que aumenta o preço do frete.

Com a alta nos preços de importação de carne bovina, a rede de restaurantes Yoshinoya tomou a decisão de aumentar os seus preços em 29 de outubro. Suas tigelas de tamanho normal para o gyudon (arroz com carne bovina) ficaram mais caras pela primeira vez em sete anos. Se um cliente solicitar uma refeição no Yoshinoya com 10% de imposto sobre consumo incluso, o valor a ser pago por ele passará de 387 ienes (US$ 3,4) para 426 ienes (US$ 3,7).

A partir de 16 de fevereiro de 2022, a empresa japonesa Kikkoman Corporation aumentará os preços do molho de soja e do leite de soja no Japão. É o primeiro aumento desde 2008. 

A alta dos preços da soja também estão contribuindo para o problema. Os efeitos do vírus da febre suína reduziu no número de suínos para o abate. Para estimular o aumento de suínos, os produtores chineses estão importando cada vez mais grãos de soja que serão usados como ração animal. Além disso, com o fortalecimento mundial contra o uso de combustíveis fósseis, a demanda por soja em biocombustíveis também aumentou.


Fonte: The Mainichi.


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