sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Terceira dose contra a COVID-19.

Governo japonês aprova a vacina da Moderna para as doses de reforço.


Tóquio - O ministério da saúde do Japão informou nesta quinta-feira, 16 de dezembro, que aprovou a vacina Moderna para terceira dose de reforço contra o coronavírus.

www.nikkeyon.blogspot.com
Governo japonês aprova a vacina da Moderna para as doses de reforço.
Japão aprova a vacina Moderna para terceira dose de reforço contra a COVID-19. Foto: NHK.

O imunizante, desenvolvida pela empresa americana de biotecnologia Moderna, é a segunda vacina aprovada no Japão para a terceira dose. A primeira vacina que foi aprovada no país para as doses de reforço é da Pfizer.

O governo explicou que a terceira dose será a metade da quantidade usada, tanto na primeira como na segunda dose, do imunizante. As doses de reforço devem ser administradas seis meses após a aplicação da segunda dose. Pessoas com 18 anos ou mais podem tomar a vacina Moderna como terceira dose.

Só a partir de março do próximo ano que o ministério da saúde pretende fazer uso da vacina Moderna nos programas de vacinação de reforço.

Pessoas que já receberam as duas doses do imunizante da Pfizer, podem tomar a dose da Moderna como vacina de reforço e vice-versa.

No início do mês de dezembro, o Japão iniciou a aplicação da terceira dose da vacina Pfizer para os profissionais da área de saúde. O ministério notificou os governos municipais que, se eles tiverem vacinas da Moderna em estoque, podem aplicá-las nos profissionais da saúde como terceira dose de reforço.

Espera-se que algumas instituições médicas comecem a aplicação da terceira dose da Moderna nesta sexta-feira, 17 de dezembro, para os profissionais da saúde.


Fonte: NHK News.


www.nikkeyon.blogspot.com

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Sem dinheiro para comer.

Cada vez mais pessoas procuram por refeições gratuitas em Tóquio.


Tóquio - Mesmo depois que o estado de emergência foi suspenso com a diminuição de casos do coronavírus, um outro problema tem agravado a situação de muitas pessoas sem renda fixa no Japão: fome. 

www.nikkeyon.blogspot.com
Cada vez mais pessoas procuram por refeições gratuitas em Tóquio.
Grupo de ajuda doando refeições para pessoas necessitadas: cena que tornou-se comum nas noites de Tóquio. Foto: NHK.

Pessoas desempregadas e até trabalhadores não regulares em Tóquio estão cada vez mais dependentes de doações de alimentos, fornecidas por entidades de ajuda privada.

A NHK entrevistou alguns grupos de ajuda de Tóquio. Dezessete grupos deram algumas informações sobre este problema que está afetando muitas famílias na metrópole.

De acordo com os dados coletados, oito grupos de ajuda afirmaram que, desde o final de setembro até agora, houve um aumento de pessoas se alimentando com as doações. Apenas um grupo de ajuda disse que o número de pessoas ajudadas no mesmo período diminuiu.

Três grupos dos entrevistados forneceram alguns dados mais detalhados. Em novembro, foi distribuído para as pessoas de Tóquio cerca de 2.457 refeições gratuitas. É o mais alto número de doações desde abril de 2020, quando Tóquio declarou pela primeira vez o estado de emergência. O total de doações do mês de novembro foi mais de três vezes superior ao mês de abril do ano passado.

Um grupo de ajuda relatou que o seu maior número de doações ocorreu no mês de novembro deste ano. Os números de novembro foram um recorde que ultrapassou os números das ajudas mensais do ano 2009, período da grande crise financeira mundial.

Alguns grupos disseram que o aumento de ajuda por comida se deve principalmente à redução prolongada da renda dos trabalhadores não regulares. Muitos desses trabalhadores disseram, aos assistentes sociais, que as horas trabalhadas foram reduzidas pelas empresas durante a pandemia. Até agora, os trabalhadores não tiveram de volta o número de horas normais de trabalho.

Tadashi Sakai, especialista em questões trabalhistas e professor da Universidade de Hosei, disse que o aumento no número de beneficiários da ajuda alimentar é reflexo da redução da renda familiar no país. 

Sakai disse que isso tem ocorrido mesmo com os subsídios do governo para a população carente. Estatisticamente, os subsídios têm contido a taxa de desemprego, mas a renda da população está muito baixa, sem dinheiro para comprar os itens básicos de uma alimentação digna. Ele aponta a necessidade de apoio urgente para os trabalhadores com dificuldades financeiras.


Fonte: NHK News.


www.nikkeyon.blogspot.com