domingo, 23 de janeiro de 2022

Protesto Stop Japan's Ban.

Proibição de entrada de estrangeiros no Japão provoca manifestações ao redor do mundo.


Tóquio - Na última semana, algumas manifestações foram realizadas em vários países contra as rígidas restrições de entrada de estrangeiros no Japão . Proibidos de entrar no país por causa do aumento de casos da COVID-19 no mundo, os manifestantes pediam ao governo japonês que reconsiderasse as suas medidas de isolamento. Segundo os participantes do movimento, as medidas japonesas não tem nenhuma base científica comprovada de eficiência. 

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Proibição de entrada de estrangeiros no Japão provoca manifestações ao redor do mundo.
Manifestantes da Mongólia se reúnem para protestar contra a proibição de entrada de estrangeiros não residentes no Japão em 18 de janeiro. Foto: Kyodo News.

Na terça-feira, 18 de janeiro, os protestos se iniciaram em um grupo lançado no Twitter, o "Stop Japan's Ban". Estudantes de intercâmbio e empresários impedidos de entrar no Japão se reuniram em vários locais do mundo. Alguns manifestantes se reuniram em frente das embaixadas japonesas de países como  Mongólia, Polônia, Índia e Malásia.

As restrições de entrada de estrangeiros no Japão surgiu em meio as preocupações das autoridades japonesas com a variante ômicron, detectada pela primeira vez no país em 30 de novembro do ano passado. A partir dessa data, o governo impôs a proibição de novos estrangeiros no Japão. Este mês, foi noticiado que a proibição de entrada foi estendida até o final do mês de fevereiro.

Para este mês de janeiro, mais protestos estão em andamento em países como Alemanha, Áustria, Espanha e Argentina. Em Tóquio, os organizadores do movimento estão planejando um protesto em frente do gabinete do primeiro-ministro japonês para o próximo mês.

Os manifestantes afirmam que a maioria dos estudantes de intercâmbio recebeu as vacinas de reforço contra a COVID-19. Os estudantes também planejavam aderir as medidas antivírus necessárias para entrar no Japão, mas, mesmo assim, o primeiro-ministro Fumio Kishida, decidiu proibir a entrada de todos os estrangeiros. Kishida só informaria, num futuro próximo, a liberação da fronteira do país para o mundo.

Alguns participantes também mostraram cartazes nas manifestações com o número de dias que estão impedidos de entrar no Japão, desde a data do cancelamento de suas viagens.

Jade Barry, uma das organizadoras do protesto, planejava chegar ao Japão este mês para abrir uma loja, completar os testes de PCR (detecção de coronavírus) e tomar as vacinas de reforço. Entretanto, os seus planos não foram para frente devido aos controles mais rígidos nas fronteiras japonesas.

Barry disse em Illinois, Estados Unidos, que limitar uma pequena fração de intercambistas era uma atitude astuta e que não tem base científica comprovada.


Fonte: Kyodo News.

 
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sábado, 22 de janeiro de 2022

De volta ao lar... quase onze anos depois.

Desde o acidente nuclear de 2011 fora da região, evacuados passam a primeira noite em suas antigas casas. 


Fukushima - Mais de uma década após o desastre nuclear de Fukushima, as pessoas que evacuaram a região contaminada pela radiação estão finalmente retornando a suas casas. Não é um retorno definitivo, pois os evacuados estão apenas autorizados a passar as noites em suas residências na cidade de Futaba, província de Fukushima.

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Desde o acidente nuclear de 2011 fora da região, evacuados passam a primeira noite em suas antigas casas.
Yoichi Yatsuda volta para sua casa em Futaba, junto com sua esposa e os cães. Eles tiveram permissão do governo para passar a primeira pernoite na sua antiga casa. Foto: The Asahi Shimbun.

Yoichi Yatsuda, 70 anos, vive na cidade de Minami-Soma (província de Fukushima) como um evacuado. Em 20 de janeiro, ele e sua esposa retornaram a sua antiga casa em Futaba, levando consigo os cães, um microondas e uma geladeira.

"Finalmente chegou o dia. Quero viver aqui como eu vivia antes, mesmo que não seja exatamente a mesma coisa", disse Yatsuda.

Os moradores da cidade de Futaba foram autorizados a voltar para suas casas temporariamente, em preparação para um eventual retorno permanente.

"Estamos confiantes de que nossa cidade pode ter mais pessoas se instalando por aqui. Queremos criar um ambiente onde os moradores que retornam se sintam bem pela decisão tomada", disse o prefeito de Futaba, Shiro Izawa.

Futaba era o único município da província de Fukushima onde nenhum residente tinha conseguido voltar para casa permanentemente, desde o desastre nuclear em 11 de março de 2011. Quase todas as partes da cidade são designadas como uma zona de "difícil de retornar". Uma ordem de evacuação continua em vigor na cidade, devido aos altos níveis de radiação.

Desde o início da manhã do dia 20 de janeiro, os antigos moradores começaram os preparativos para as primeiras pernoites em suas casas em Futaba. Eles estavam anciosos pensando que, um dia, todos voltem a reconstruir suas vidas de forma permanente na terra natal.

Segundo Yatsuda, ele ansiava pelo dia que iria retornar à sua cidade, pois foi obrigado a se mudar de um lugar para outro, desde o início do desastre nuclear. Por causa de todo o transtorno que passou durante uma década fora de sua antiga casa, Yatsuda expressa raiva em relação à operadora da usina nuclear, a Tokyo Electric Power Company. 

Embora as pessoas pareciam felizes por voltar à cidade, toda área ao redor da vizinhança de Yatsuda mudou drasticamente. Apenas 15 antigos moradores, de 11 famílias, solicitaram pernoites preparatórias em Futaba.

"É triste isso. Gostaria que as autoridades apresentassem novas medidas para incentivar os jovens residentes a voltar para cidade natal", disse Yatsuda.

Dos sete municípios da província de Fukushima que possuem zona de difícil retorno em suas juridições, seis municípios (exceto a cidade de Minami-Soma que não possui residentes cadastrados na zona de dfícil retorno) começaram gradativamente a permitir pernoites preparatórias para as pessoas. As regiões permitidas para o retorno dos antigos moradores são designadas como área prioritária de reconstrução pelo governo.

Na área prioritária de reconstrução, o governo central do Japão está fazendo intensos esforços de descontaminação radioativa. Espera-se que, um dia, as autoridades municipais possam suspender a ordem de evacuação das regiões proibidas.


Fonte: The Asahi Shimbun.


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