segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Sem guerra na Ucrânia.

Gesto de paz de um atleta olímpico ucraniano acaba em advertência do COI.


Pequim - Na noite da última sexta-feira, 11 de fevereiro, o atleta Vladyslav Heraskevych uso o seu breve momento, entre as competições dos Jogos de Pequim 2022, para mostrar um pequeno cartaz na frente da câmera de televisão com a seguinte mensagem: "Sem guerra na Ucrânia".

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Gesto de paz de um atleta olímpico ucraniano acaba em advertência do COI.
Na noite do dia 11 de fevereiro, durante as provas de skeleton nos Jogos de Inverno de Pequim 2022, o atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych mostra, na frente da câmera, um cartaz com a seguinte mensagem: "Sem guerra na Ucrânia". Foto: COI/OBS/Reuters.

Depois de completar a sua terceira corrida na modalidade skeleton masculino no Yanqing National Sliding Center, o jovem ucraniano, de 23 anos, fez o gesto de paz em referência à situação tensa entre seu país, a Ucrânia, e o país vizinho, a Rússia.

Após o ucraniano aparecer na frente da câmera com a mensagem, o Comitê Olímpico Internacional (COI) entrou em contato com o atleta e o epsódio não voltou a se repetir depois de sua última corrida no skeleton.

"Quando esse caso ocorreu na noite de sexta-feira, fomos conversar com a equipe e o atleta ucraniano, explicando a situação para eles", disse o porta-voz do COI, Mark Adams, neste domingo.

"Na sua corrida final, Heraskevych cumpriu a prova sem carregar o cartaz consigo. O atleta entendeu a regra. Todos nós queremos a paz, mas todos concordamos que o campo de provas e o pódio das Olimpíadas não são lugares para qualquer tipo de declaração política", explicou Adams.

Originalmente, a regra 50, do Comitê Olímpico Internacional, proibia os atletas de qualquer forma de protesto político durante as Olimpíadas. No ano passado, uma revisão, antes dos Jogos de Tóquio 2020+1, deu aos atletas mais liberdade de expressar opiniões políticas. Entretanto, ainda é proíbido tais ações no pódio, como nas cerimônias de entrega de medalhas.

Os atletas olímpicos podem levantar questões políticas e sociais em suas coletivas de imprensa e na vila olímpica. Também é possível os atletas expressarem suas questões através de gestos no campo das competições, mas de acordo com a regra, não deve haver interrupção ou desrespeito aos colegas competidores.

"Manter a política fora dos Jogos Olímpicos, para nós, é inquestionável. É o núcleo fundamental do que fazemos. A nossa mensagem foi compreendida e não repetida pelo atleta", informou Adams.

Já faz algum tempo que os movimentos militares da Rússia têm sido examinados de perto pelas autoridades internacionais. A concentração de tropas russas perto da fronteira da Ucrânia e diversas retóricas agressivas, entre os líderes da Rússia e de outros países, abalaram o Ocidente e têm causado preocupações de uma possível invasão e de uma guerra.

Segundo as autoridades de Moscou, a Rússia nega qualquer plano de invasão na Ucrânia, dizendo que está mantendo a sua própria segurança contra agressões dos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).


Fonte: Reuters.


Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Domingo, dia 13.

Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Domingo, dia 13.
Atletas do ROC (Comitê Olímpico Russo) comemoram o primeiro lugar na final do revezamento masculino 4x10 km do esqui cross-country, em Zhangjiakou, China. Em segundo lugar ficou a Noruega e em terceiro a França. Parabéns atletas dos Jogos de Pequim 2022! Foto: Getty Images.

Quadro parcial de medalhas das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - 13 de fevereiro de 2022. Fonte: Olympics.com


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domingo, 13 de fevereiro de 2022

Possível flexibilização das fronteiras.

Governo pretende afrouxar a proibição de entrada de estrangeiros no Japão para o próximo mês.


Tóquio - Pressionado por fortes críticas, o governo do Japão está analisando uma flexibilização na entrada de estrangeiros não residentes para o mês de março, informou neste sábado uma fonte familiarizada no assunto.

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Governo pretende afrouxar a proibição de entrada de estrangeiros no Japão para o próximo mês.
O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, fala com repórteres no aeroporto de Haneda, em 12 de fevereiro de 2022. Foto: Kyodo News.

As atuais restrições com medidas proibitivas nas fronteiras foram introduzidas no final de novembro no Japão (por causa da propagação da variante ômicron) e terminarão em 28 de fevereiro. Para a etapa seguinte, o governo está se preparando para anunciar detalhes de medidas menos rígidas na próxima semana.

Atualmente, o viajante não residente necessita de um período de quarentena de sete dias após a sua chegada ao Japão, sendo permitidos sob condições especiais de entrada no país. No entanto, o governo japonês está planejando encurtar o período de quarentena dos estrangeiros, para três ou cinco dias. Para que isso ocorra, será preciso que o estrangeiro apresente certificados de resultados negativos do teste de COVID-19 ou comprovação de uma terceira dose de reforço da vacina. Também está sendo cogitado, por membros do governo, o término do período de quarentena para os viajantes vindos de fora do país.

O governo também está pretendendo diminuir o limite diário de entrada de estrangeiros no Japão. Nas regras atuais, o limite máximo é de até 3.500 estrangeiros entrando por dia no país. É esperado que o limite de estrangeiros fique abaixo desse número para o próximo mês.

"Levaremos em conta o conhecimento científico acumulado até agora sobre a variante ômicron. Também consideraremos as mudanças nas condições de infecção dentro e fora do Japão, assim como as medidas de controle de fronteiras de outros países", disse o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, aos repórteres sobre a ideia de flexibilização das fronteiras do país. 

A proibição de entrada de acadêmicos e líderes empresariais no Japão está sendo muito criticada. A medida do governo japonês também impediu que muitos estudantes internacionais entrassem no país para estudar. Alguns desses estudantes começaram a buscar outras alternativas durante o longo tempo de espera, tomando a decisão de estudar na Coréia do Sul, por exemplo.

A comunidade empresarial do Japão, que enfrenta uma escassez crônica de mão de obra, pediu para que o governo do país considerasse o afrouxamento da proibição nas fronteiras.

Ao questionar os efeitos que as infecções pela variante ômicron estão causando no país, Masakazu Tokura, chefe da Federação de Negócios do Japão, disse, no mês passado, que a proibição de entrada de estrangeiros é uma política de reclusão.

Diante do descontentamento generalizado, o governo japonês também considera que as atuais medidas restritivas não são mais necessárias, uma vez que a variante ômicron tornou-se a linhagem de infecção dominante no Japão.

Outros países estão relaxando as medidas de controle de fronteiras, considerando-as menos eficazes após a variante ômicron se espalhar internamente.

A Grã-Bretanha removeu, na sexta-feira, os requisitos de teste para viajantes totalmente vacinados contra a COVID-19. Enquanto isso, a França começou, neste sábado, a permitir a entrada de viajantes com certificados de vacinação que atendem às regras da União Europeia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou no mês passado que as proibições internacionais de tráfego devem ser suspensas ou facilitadas, pois se mostraram ineficazes em conter a propagação da variante ômicron pelo mundo.


Fonte: Kyodo News.

Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Sábado, dia 12.

Imagem das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - Sábado, dia 12.
Final da patinação de velocidade (500 metros, masculino): o chinês Gao Tingyu (centro) conquistou a medalha de ouro. Já o sul-coreano Cha Min Kyu (esquerda) levou a medalha de prata. E o japonês Wataru Morishige (direita) ficou com a medalha de bronze. Competição decidida no Oval Nacional de Patinação de Velocidade em Pequim, 12 de fevereiro. Parabéns medalhistas! Foto: Kyodo News.


Quadro parcial de medalhas das Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 - 12 de fevereiro de 2022. Fonte: Olympics.com


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