segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Ajuda humanitária de um bilionário.

CEO da Rakuten fará uma doação bilionária para ajudar a Ucrânia.


Tóquio - Neste domingo, o empresário Hiroshi Mikitani, presidente e CEO da gigante japonesa em comércio eletrônico Rakuten Group Inc., informou que doará 1 bilhão de ienes (aproximadamente US$ 8.650.000) ao governo ucraniano. A doação tem a finalidade de dar assistência humanitária ao povo ucraniano, devido à invasão russa na Ucrânia.

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CEO da Rakuten fará uma doação bilionária para ajudar a Ucrânia.
O empresário japonês, Hiroshi Mikitani, prometeu fazer uma doação bilionária para o governo ucraniano, após a Ucrânia ser invadida pela Rússia. Foto: Nikkei Asian Review

"Estou profundamente entristecido com a notícia", escreveu Mikitani em uma carta ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, postada no Twitter. "Meus pensamentos estão com você e com o povo ucraniano", disse o empresário que referiu-se ao ataque militar da Rússia na quinta-feira passada.

A doação do bilionário japonês destina-se em atividades humanitárias, ajudando as pessoas do país que se tornaram vítimas da violência. "Quando vi a corajosa resistência do povo ucraniano contra esse ataque, pensei: O que poderia fazer pela Ucrânia?", questionou Mikitani.

Recordando a sua última visita a Kiev, no início do verão de 2019, Mikitani falou que estava "verdadeiramente fascinado pela bela cidade ucraniana". Além disso, ele também ficou impressionado com o profundo conhecimento de tecnologia digital do presidente Zelenskyy.

"Espero sinceramente que a Rússia e a Ucrânia possam resolver esta questão pacificamente. Também espero que o povo ucraniano possa rapidamente ter de volta a paz", disse o empresário.

Mikitani decidiu fazer a doação bilionária após consultar sua família. O grupo Rakuten tem funcionários trabalhando na Ucrânia, para o seu serviço de aplicativos de smartphones. A empresa japonesa também tem uma base de negócios na região de Odessa, no sul da Ucrânia.


Fonte: Kyodo News.


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domingo, 27 de fevereiro de 2022

Mais protestos no Japão.

Contra o ataque da Rússia na Ucrânia, manifestantes protestam em Hiroshima, Nagasaki e Tóquio.


Hiroshima - Neste sábado, 26 de fevereiro, manifestações de protestos, contra a invasão russa na Ucrânia, foram realizadas nas cidades de Hiroshima, Nagasaki e Tóquio (novamente na metrópole). As duas primeiras cidades japonesas, citadas na frase anterior, são mundialmente conhecidas pela terrível destruição provocada por bombas atômicas, durante a Segunda Guerra Mundial.

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Contra o ataque da Rússia na Ucrânia, manifestantes protestam em Hiroshima, Nagasaki e Tóquio.
Protesto contra a invasão russa na Ucrânia marcou o sábado, dia 26, em Hiroshima, próximo da Cúpula da Bomba Atômica. Foto: NHK News.

Em Hiroshima, cerca de 60 pessoas se reuniram em frente da Cúpula da Bomba Atômica (Memorial da Paz de Hiroshima) para protestar, em resposta aos apelos de ativistas da paz e de outros cidadãos.

Os manifestantes seguravam cartazes em inglês com as mensagens "Pare a guerra" e "Sem armas nucleares, sem guerra". Por cerca de 10 minutos, as pessoas presentes protestaram contra a incursão da Rússia e o possível uso de armas nucleares.

Uma mulher de 30 anos, junto com o seu filho, decidiu participar da manifestação depois de saber que muitas mães ucranianas estão fugindo desesperadas, com seus filhos pequenos, para longe da guerra. Ela também espera que um dia não haverá mais armas nucleares na Terra.

Erika Abiko, uma das organizadoras do movimento em Hiroshima, acredita que as pessoas residentes nas cidades japonesas bombardeadas, pela bomba atômica no passado, deveriam se manifestar. Existe uma grande possibilidade de acontecer um confronto nuclear nessa guerra na Ucrânia.

Em Nagasaki, cerca de 40 pessoas se reuniram no epicentro do bombardeio atômico de 1945, erguendo cartazes com mensagens de protesto contra a guerra e as armas nucleares.

As pessoas de Nagasaki fizeram um momento de silêncio a partir das 11h02, momento exato em que explodiu a bomba atômica sobre a cidade.

Mitsuhiro Hayashida, um ex-embaixador da paz do ensino médio de Nagasaki, leu uma mensagem durante o protesto. "O povo de Nagasaki tem demonstrado uma forte discordância com as decisões da Rússia sobre a Ucrânia. Vladimir Putin tentou intimidar outras nações, com a ameaça de armas nucleares. O que aconteceu em Hiroshima e Nagasaki no passado, não deve ser repetido no mundo", disse ele.

Um sobrevivente da bomba atômica, Fumi Takeshita, disse que a Rússia deveria se retirar da Ucrânia imediatamente. "Os ucranianos não podem continuar sofrendo com as agressões dos militares russos. Eles merecem ter de volta às suas vidas normais", afirmou ele. 

Em Tóquio, centenas de manifestantes se reuniram em frente da estação de Shibuya, protestando contra a invasão russa na Ucrânia. No dia anterior, houve protestos durante à noite e no mesmo lugar também.

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Contra o ataque da Rússia na Ucrânia, manifestantes protestam em Hiroshima, Nagasaki e Tóquio.
Protestos em Tóquio também. Centenas de manifestantes se reuniram em frente da estação de Shibuya neste sábado. Foto: NHK News.

Vivendo no Japão há seis anos, uma russa decidiu vir à Shibuya para protestar contra a guerra e contra as ações do presidente russo, Vladimir Putin. A mulher disse que está envergonhada com o seu país. Ela também espera que a maioria dos russos não apoie essa horrível guerra.


Fonte: NHK News.

 
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