quinta-feira, 5 de maio de 2022

Hóspede sem "semancol".

Hotel leva ex-hóspede a justiça por cozinhar caranguejos dentro do quarto.


Tóquio - Se você já esteve hospedado em um hotel alguma vez, talvez tenha percebido alguns avisos importantes dentro do quarto e que devem ser obedecidos. Alguns exemplos: "não fume dentro do quarto"; "não faça barulho"; "faça silêncio durante a noite" ou "não deixe restos de comida no frigobar após desocupar o quarto". Acredito que qualquer hóspede irá respeitar as regras do quarto para não haver confusão com os funcionários do hotel após o check-out, certo? Ou isso dependerá de cada pessoa e em que ela está pensando no momento que se paga pelo serviço do hotel? 

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Hotel leva ex-hóspede a justiça por cozinhar caranguejos dentro do quarto.
Você usaria uma chaleira elétrica para cozinhar caranguejos? Um hóspede de hotel não pensou duas vezes e resolveu usar o aparelho de seu quarto para saciar a sua vontade de comer frutos do mar.  

Pois bem, um caso recente que foi parar na justiça, entre um hotel e um ex-hóspede, gerou uma discussão na internet do Japão.

Conforme um site de notícias sobre o direito civil do Japão, Bengoshi.com, um hotel (que não teve o nome mencionado na matéria) estava exigindo uma indenização de 40.000 ienes (ou US$ 308) de um hóspede que infringiu as regras e o bom senso. Durante sua estadia de vários dias, o hóspede usou a chaleira elétrica do quarto para cozinhar caranguejos, matando a sua fome e deixando o ambiente todo "perfumado" com frutos do mar.

O hotel informou que a cozinha improvisada dentro do quarto causou um forte odor de difícil limpeza e impediu, por vários dias, de alugar o espaço para outros hóspedes. O acusado contestou a versão dizendo que o hotel estava exagerando e era improvável que aquele quarto ficaria alugado todos os dias após o seu check-out.

Tentando resolver a situação de uma forma mais rápida, o hotel propôs que o ex-hóspede pagasse, pelo menos, 17.000 ienes (US$ 130) para desodorizar o quarto e mais 5.000 ienes (US$ 39) para a compra de uma nova chaleira elétrica. No entanto, o ex-hóspede continuou contestando o caso e afirmou que não pagaria as coisa que o hotel reclamava na justiça. O acusado alegou que deixou ligado o exaustor do quarto durante o cozimento dos caranguejos e que não havia regras por escrito, no local, contra ferver crustáceos dentro de uma chaleira elétrica.

O tribunal de opinião pública da internet ficou a favor do hotel nesta questão. O público da internet percebeu que, simplesmente, "o hóspede não tinha nenhuma perna de caranguejo para se apoiar em suas palavras". Os comentários foram os seguintes:

- "Estou feliz por não ter um hotel";

- "Me assusta saber que algumas pessoas fazem esse tipo de coisa";

- "Não há problemas em cozinhar dentro do quarto de hotel porque ninguém disse para não fazer isso. Essa é a lógica típica dos idiotas";

- "Nunca veio na minha mente em colocar outra coisa além de água, dentro de uma chaleira elétrica";

- "Se o hotel não tivesse uma placa que proibisse de escrever nas paredes do quarto, você escreveria?Então, o bom senso diz que você não deve escrever nas paredes mesmo sem aviso";

- "Quando você fica hospedado em um hotel, não tem funcionários que fazem as refeições para os hóspedes?";

- "Já ouvi dizer que alguns hóspedes usam a chaleira elétrica do quarto para fever e limpar as roupas íntimas. Sabendo disso, eu jamais uso a chaleira do hotel para fazer chá";

- "É possível cozinhar caranguejos dentro de uma chaleira elétrica?"

É surpreendente que a chaleira elétrica de um hotel tenha o tamanho e a quantidade de calor suficiente para cozinhar caranguejos. Pelo jeito, o hóspede (da história) estava com muita vontade de comer os crustáceos e não se importou de usar uma simples chaleira elétrica.

Quanto à responsabilidade legal, o site Bengoshi.com conversou com um advogado para explicar sobre o caso entre o hotel e o hóspede. Analisado a história, o advogado disse: "o indivíduo que cozinhou os caranguejos na chaleira elétrica do quarto de hotel está sujeito a qualquer dano causado por sua atitude. Em primeiro lugar, ao alugar um quarto, o hotel firma um contrato com o hóspede. Firmado o contrato, uma das obrigações do hóspede é de não se envolver em comportamentos que possam danificar o quarto e as coisas que estão dentro do quarto onde vai ficar hospedado".

Além disso, qualquer pessoa com bom senso usaria, de forma normal, a chaleira elétrica para ferver a água e preparar um café ou um chá quente. Portanto, pessoas que usam a chaleira elétrica para qualquer finalidade anormal (como limpar roupas íntimas ou ferver animais vivos) é responsável por danos causados à propriedade do hotel no referido ato, explicou o advogado.


Fonte: Japan Today.


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quarta-feira, 4 de maio de 2022

Quero um smartphone!

Segundo uma pesquisa, 51% das crianças japonesas ganham seu primeiro smartphone ainda na escola primária.


Tóquio - Com o avanço da tecnologia, as crianças do Japão estão ganhando seus primeiros smartphones cada vez mais cedo no país. De acordo com uma pesquisa recente, 51,6% do público infantil estão recebendo dos pais o seu primeiro "aparelho celular" antes da adolescência.

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Segundo uma pesquisa, 51% das crianças japonesas ganham seu primeiro smartphone ainda na escola primária.
De acordo com uma pesquisa feita no Japão, as crianças do país estão ganhando, de suas famílias, aparelhos de smartphones cada vez mais cedo.  

Neste ano, o percentual de crianças, com o seu primeiro smartphone, subiu 11,5% em relação à última pesquisa, feita em 2019. Os resultados foram obtidos pela Mobile Marketing Data Labo (MMD Labo), uma empresa de pesquisa de mercado de TI, situada em Tóquio.

De acordo com a mesma pesquisa, 5,8% das crianças bem mais novas, ainda fora do ensino primário ou estudantes do jardim da infância, já receberam de seus pais os seus primeiros smartphones como presente. Isso representa um aumento de 3% em relação ao último estudo, de três anos atrás.

Um funcionário da MMD Labo atribuiu as mudanças dos novos tempos dizendo o seguinte: "mais e mais famílias estão dando smartphones para as crianças como um meio de comunicação e segurança. Muitos dos pequenos fazem algum curso extracurricular, têm aulas de reforço ou frequentam outros lugares durante a semana".

Entretanto, o mesmo funcionário alertou sobre os casos de crianças expostas aos perigos da internet e  redes sociais. Quando inicia a interação com os gadgets, o público infantil pode acidentalmente se envolver em problemas sérios. 

"As famílias precisam sempre conversar com seus filhos, avisando sobre os riscos e criando regras de uso dos aparelhos", disse o funcionário da MMD Labo.

A MMD Labo realizou a pesquisa online entre os dias 21 e 24 de janeiro deste ano. Um total de 1.888 adultos, entre homens e mulheres com idades de 20 a 59 anos, respondeu que os seus filhos foram presenteados com um smartphone, pela primeira vez, a partir de 2021.

Os adolescentes, no ensino fundamental 2, foram o segundo grupo mais comum a ganhar de seus pais, pela primeira vez, um smartphone. Esse grupo representou 28,5% da pesquisa. Em seguida, os pais afirmaram que 12,4% de seus filhos, do ensino médio, ganharam um smartphone pela primeira vez na vida. Outros 1,7% dos pais responderam que seus filhos universitários, ou que fazem outras coisas, ganharam o seu primeiro smartphone apenas nessa fase da vida.

Os motivos que levaram os pais a dar um smartphone para seus filhos tiveram as seguintes respostas livres: meus filhos queriam um smartphone; meus filhos queriam um smartphone porque os outros colegas da mesma idade já tinham um; meus filhos começaram a frequentar cursinho e outras aulas; os pais deram smartphones aos filhos para entrar em contato com a família, através dos aplicativos de mensagens instantâneas.


Fonte: Kyodo News.

 
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