domingo, 22 de maio de 2022

A vez dos carros elétricos chegou?

Montadoras japonesas começam a investir mais na eletrificação dos "kei jidosha", para estimular as vendas dos EVs.


Tóquio - As duas grandes montadoras japonesas, Nissan Motors e Mitsubishi Motors, decidiram lançar seus primeiros veículos elétricos supercompactos no próximo verão do Japão. Os preços dos lançamentos são comparáveis aos carros movidos a gasolina de mesmo tamanho, podendo animar as vendas desse setor que está relativamente adormecido no país.

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Montadoras japonesas começam a investir mais na eletrificação dos "kei jidosha", para estimular as vendas dos EVs.
O lançamento da Mitsubishi Motors: o modelo eK X EV, o "kei jidosha" elétrico da marca. Montadoras japonesas começam a apostar nos carros supercompactos para deslanchar as vendas de EVs no Japão. Foto: Nobuo Fujiwara.

A vantagem para os consumidores está nos subsídios disponíveis nos modelos EV (Electric Vehicles ou Veículos Elétricos). Os subsídios do governo reduzem os preços desse tipo de automóveis e poderão agradar em cheio o público alvo no mercado de elétricos.

Tanto a Nissan como a Mitsubishi são pioneiras no desenvolvimento de veículos elétricos. A falta de qualquer diferença significativa nos preços se traduz, basicamente, em mais opções para os consumidores.

As duas montadoras decidiram reduzir a autonomia de seus EVs supercompactos, com intuito de abaixar os custos de produção. Isso quer dizer que as baterias dos "kei jidosha" (carros Kei) estão menores, podendo só percorrer pequenas distâncias com uma carga completa.  

Com a mudança, é possível rodar com o minicarro por até 180 quilômetros, sem o recarregamento da bateria. Isso é bem abaixo de outros veículos elétricos maiores, onde é possível dirigir por até 400 quilômetros sem a necessidade de recarga da bateria. Por causa disso, a venda dos EVs se concentrará principalmente em áreas rurais do Japão, onde os motoristas usarão os carros elétricos para pequenas distâncias, invés de viagens longas.

Outro fator estratégico de vendas dos EVs supercompactos, anunciado em 20 de maio, está no fato de que muitas áreas rurais do Japão terem rede elétrica instalada nas residências.

Em contrapartida, as montadoras afirmam que os potenciais clientes de EVs são pessoas de áreas urbanas. Entretanto, muitas pessoas das cidades japonesas continuam hesitantes em comprar carros elétricos, devido à falta de vários pontos de recarga elétrica de baterias para esse tipo de veículo.

Desde o início dos anos 2000, a indústria automobilística do Japão viu claramente a necessidade de repensar em veículos elétricos. A Mitsubishi lançou o seu primeiro EV em 2009. A Nissan seguiu o exemplo e lançou o seu primeiro modelo totalmente elétrico em 2010.

No entanto, depois de mais de uma década, as vendas de carros elétricos no Japão nunca evoluíram da mesma forma como em outros países. O mercado japonês de EVs representa, até agora, apenas 1% de todos os veículos vendidos no país. 

Em contraste com a Alemanha, a venda de EVs representou, aproximadamente, 14% do mercado alemão de carros novos em 2021. Na China, o mercado é de 13% de veículos elétricos e, incluindo também, os híbridos e os movidos à célula de combustível.


Fonte: The Asahi Shimbun.

 
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sábado, 21 de maio de 2022

Inovação na construção civil.

Edifício feito de madeira é concluído e é considerado o mais alto do gênero no Japão.


Tóquio - Recentemente, um prédio diferente, quase todo de madeira, teve sua obra concluída na cidade de Yokohama, província de Kanagawa. A edificação é considerada a construção de madeira mais alta do Japão, com 44 metros de altura.

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Edifício feito de madeira é concluído e é considerado o mais alto do gênero no Japão.
Edifício feito de madeira é finalizado na cidade de Yokohama, em Kanagawa. A construção é considerada a mais alta do gênero no Japão. Foto: NHK News.

A empresa Obayashi Corporation foi responsável pela construção desse prédio de 11 andares. A estrutura da construção é feita de madeira, reduzindo a sua pegada de carbono e atendendo as padrões de resistência contra terremotos.

Os pilares e as vigas do prédio consistem em três camadas laminadas de madeira, aumentando a resistência da estrutura. A madeira tem uma tecnologia especial de impermeabilização, evitando o seu inchaço em caso de chuva e umidade. Toda a estrutura da edificação tem uma alta resistência para terremotos de intensidade de sete graus na escala Shindo, o nível mais alto de tremor de terra na escala sísmica japonesa.

O pouco uso de aço e concreto confere ao edifício de madeira uma pegada de carbono menor do que as estruturas convencionais de construção civil. A construtora Obayashi estima que reduziu em cerca de 1/4 as emissões de carbono, comparando o prédio de madeira com uma estrutura semelhante, feita em grande parte, de concreto armado.

O Japão está passando por um pequeno aumento na construção de edificações em madeira. No bairro de Ginza, em Tóquio, um prédio de 12 andares está sendo construído em madeira e com sua estrutura de aço.

Shinji Yamasaki, um funcionário da Obayashi Corporation, informou que o foco da construção civil está mudando, com a intenção da neutralização do carbono no meio ambiente. No futuro, a empresa pretende construir hotéis e condomínios totalmente de madeira em suas estruturas.


Fonte: NHK News.


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