segunda-feira, 10 de outubro de 2022

O golpe do astronauta apaixonado.

Mulher se apaixona por um astronauta, paga por sua volta ao planeta Terra e depois percebe que foi enganada.


Otsu - A gente pensa que já viu todo tipo de golpe de estelionato nas páginas dos jornais, mas, às vezes, é difícil acreditar que certas histórias realmente acontecem na vida real. Recentemente, uma japonesa foi enganada por uma pessoa que alegou ser um astronauta russo e jurou estar apaixonado por ela.

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Mulher se apaixona por um astronauta, paga sua volta ao planeta Terra e depois percebe que foi enganada.
Foto da Estação Espacial Internacional. Foi daí que o "astronauta russo" mandava as mensagens para a japonesa e a fez transferir dinheiro para uma conta bancária, com o intuito dele voltar à Terra. Teve um momento em que a mulher ficou desconfiada do caso e acionou a polícia. Foto: Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço. 

A mulher lesada, uma senhora de 65 anos da província de Shiga, conheceu o golpista em uma rede social da internet, em junho deste ano. Depois disso, "o casal" começou a se comunicar através do aplicativo de mensagens Line (o aplicativo é como se fosse o WhatsApp do Japão). Ele disse à ela que era um astronauta russo e trabalhava na Estação Espacial Internacional. Em outras palavras, o homem  estava vivendo no espaço sideral naquele momento.

O golpista também disse à mulher que a amava muito e a pediu em casamento. Entretanto, para que o astronauta pudesse se casar com ela, ele precisaria de dinheiro para retornar à Terra.

Segundo a polícia, a pessoa, que se passou por astronauta, pediu à mulher dinheiro para as despesas de um foguete e para as taxas de pouso do veículo espacial na Terra. A mulher concordou em pagar as despesas do astronauta, transferindo cerca de 4,4 milhões de ienes (US$ 30.000) para uma conta bancária indicada pelo golpista. As transferências em dinheiro foram feitas entre agosto e setembro deste ano.

No entanto, não satisfeito com os milhões de ienes, o astronauta continuou a pedir mais dinheiro à amada. A partir daí, a mulher começou a ficar desconfiada, levando o caso para a polícia de sua cidade.

Agora, a polícia investiga o golpe sofrido pela senhora, aguardando o surgimento de mais pistas para capturar o criminoso, ou criminosos. 


Fonte: Kyodo News.


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domingo, 9 de outubro de 2022

Plano de ação punitiva.

Hino Motors pede que ex-executivos devolvam parte de seus salários como forma de punição.


Tóquio - No dia 7 de outubro, a montadora Hino Motors Ltd. anunciou várias medidas disciplinares na corporação, com intuito de resolver o enorme escândalo fraudulento de emissão de gases poluentes em seus veículos. A fraude se prolongou por quase 20 anos, e agora a empresa exige o retorno da remuneração de seus ex-executivos.

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Hino Motors pede que ex-executivos devolvam parte de seus salários como forma de punição.
Presidente da Hino Motors Ltd., Satoshi Ogiso, pede desculpas pelo escândalo da fraude da empresa, durante uma entrevista coletiva em 7 de outubro. Foto: Jin Nishioka/Asahi Shimbun.

O fabricante de caminhões informou para imprensa que a falsificação nos dados de emissões de poluentes, e de economia de combustível, começou no ano de 2003, aproximadamente.

Como punição, quatro executivos renunciarão seus cargos na empresa. Outros ex-executivos deverão devolver, voluntariamente, suas remunerações recebidas (na época que eram funcionários da Hino), para assumir a responsabilidade de omissão da fraude contínua.

Entre os ex-executivos na lista negra, Yoshio Shimo é um deles, deixando o cargo de chairman da montadora em junho deste ano. Outros seis culpados já atuaram como diretores representativos; enquanto outros cinco da lista ocuparam cargos gerenciais, supervisionando a cultura organizacional da empresa.

Satoshi Ogiso, que se tornou presidente da Hino Motors em 2021 (transferido da Toyota Motors Corp., controladora da Hino), terá sua remuneração mensal reduzida em 50% durante 6 meses. Outros seis executivos, incluindo diretores externos, terão seus salários reduzidos, entre 20 e 30%, por 3 meses.

Em uma entrevista, Ogiso foi questionado se pretendia renunciar ao cargo: "Vou permanecer no comando da empresa, para reduzir os problemas causados às partes interessadas".

A Hino Motors apresentou seu plano de ação punitiva ao Ministério dos Transportes do Japão, no mesmo dia da divulgação das medidas disciplinares. A empresa está determinada em mostrar sua determinação de evitar uma reincidência do caso entre seus funcionários.

O ministro dos transportes, Tetsuo Saito, confirmou o plano de ação com a imprensa, em resposta ao recebimento da notificação de Satoshi Ogiso: "Espero que a empresa avance com as revisões, cortando as práticas impróprias em vigor há muitos anos na organização".

O papel da Toyota, em ajudar a Hino na reformulação da estrutura corporativa, também será o foco de atenção. A Toyota fez da Hino sua subsidiária em 2001, sendo que vários de seus executivos já foram presidentes da montadora de caminhões.

A Toyota divulgou uma declaração na última sexta-feira, se comprometendo a cooperar com qualquer apoio que pudesse ajudar a Hino Motors.


Fonte: The Asahi Shimbun.


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