quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Japoneses ajudando os ucranianos.

Kishida promete mais ajuda à Ucrânia, antes do início do inverno rigoroso.


Tóquio - Nesta terça-feira, 26 de outubro, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, fez uma mensagem de vídeo para uma conferência internacional sobre a reconstrução da Ucrânia. A reunião foi realizada em Berlim, Alemanha.

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Kishida promete mais ajuda à Ucrânia, antes do início do inverno rigoroso.
O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, fez uma mensagem de vídeo, prometendo fornecer equipamentos de aquecimento para a Ucrânia, antes do início do inverno. Sua mensagem foi vista durante a Conferência Internacional de Especialistas em Recuperação, Reconstrução e Modernização da Ucrânia, ocorrido em Berlim. Foto: NHK News.

Em sua mensagem, Kishida prometeu fornecer equipamentos de aquecimento (e outras proteções) para a Ucrânia lidar com o inverno do país. A invasão russa na Ucrânia já está no 8ª mês e a guerra se aproxima dos meses de frio intenso.

"O Japão tem fornecido apoio à Ucrânia, ajudando o país (em guerra com a Rússia) a enfrentar o inverno rigoroso que se aproxima. Além disso, o Japão continuará a fornecer assistência à Ucrânia, com base no conhecimento e pontos fortes de nosso país", disse Kishida na mensagem de vídeo.

Para apoiar os esforços de reconstrução da Ucrânia desde a invasão russa, Kishida disse que Tóquio compartilhou, com a cidade ucraniana Kyiv, sua experiência na triagem e reutilização de detritos do grande terremoto e tsunami do Japão, ocorrido em 2011.

A mensagem de Kishida foi enviada à Conferência Internacional de Especialistas em Recuperação, Reconstrução e Modernização da Ucrânia. A conferência foi organizada pela Alemanha e pela Comissão Europeia.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, que participou virtualmente da conferência, disse que os ataques da Rússia destruíram mais de um terço das instalações ucranianas do setor de energia.

O governo da Ucrânia informou que precisa de aproximadamente US$ 750 bilhões, para a reconstrução de seu país. Entretanto, esse valor deve aumentar conforme a guerra vai se prolongando.

Antes de terminar, nesta quarta-feira, uma viagem de 12 dias pelo Japão, legisladores ucranianos mostraram sua gratidão aos japoneses, durante uma coletiva de imprensa em Tóquio. Essa foi a primeira visita entre políticos ucranianos e japoneses, em uma nação asiática, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.

"Estamos gratos pelo apoio de Kishida", disse Galyna Mykhailiuk, co-chefe do grupo de amizade parlamentar Ucrânia-Japão.

"Temos certeza que venceremos a guerra. É por isso que muito importante para nós começar a planejar, para ter uma ideia de como a reconstrução será fornecida à Ucrânia", disse Mykhailiuk.


Fonte: Kyodo News.


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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Estudar fora do Japão está muito caro.

Com a moeda japonesa desvalorizada, estudar no exterior ficou mais difícil para os estudantes.


Tóquio - Os estudantes do Japão, com o sonho de estudar no exterior,  estão reavaliando seus planos nos últimos meses. Com o enfraquecimento do iene, os custos de estudar fora do Japão, como mensalidades e moradia, encareceram muito na hora de converter a moeda japonesa para uma outra moeda estrangeira.

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Com a moeda japonesa desvalorizada, estudar no exterior ficou mais difícil para os estudantes.
Muitos estudantes do Japão estão revendo seus planos de estudo no exterior, devido ao aumento dos custos na hora de converter o iene para outra moeda estrangeira. Foto: NHK News.

Uma agência de intercâmbio, sediada em Tóquio, informou que as consultas, sobre mudanças no plano de estudo no exterior, vêm aumentando desde o início de outubro. Muitas pessoas têm visitado a agência e têm pedido a diminuição dos custos do pacote, como a redução do período de permanência e a troca de país. Dependendo da situação, algumas pessoas pedem o adiamento do plano de estudo.

Com a reabertura das fronteiras internacionais, o número de estudantes que quer estudar no exterior está se recuperando gradualmente. Durante a pandemia do coronavírus, a intenção de estudar fora do país caiu drasticamente, prejudicando vários estudantes.

No ano passado, estudar nos Estados Unidos, por um ano, custava em torno de 3,6 milhões de ienes (cerca de US$ 24.000), excluindo despesas de viagem. A partir de agora, o mesmo pacote de estudos está custando em torno de 5,6 milhões de ienes (cerca de US$ 38.000). Com o enfraquecimento do iene em relação ao dólar (e euro também), o custo de estudar em outros países aumentou cerca de 20%.

Segundo uma japonesa que planeja enviar seu filho para uma escola secundária na Grã-Bretanha, ela consultou a agência novamente para reduzir a estadia do intercâmbio. Na hora de converter a moeda japonesa para a moeda inglesa, no atual momento da economia mundial, os custos do intercâmbio aumentaram consideravelmente em relação ao plano inicial. A mulher disse que enviar seu filho para o exterior foi uma decisão difícil, com seu orçamento doméstico apertado. No entanto, a mesma mulher quer ajudar seu filho, fazendo com que ele aprenda uma língua estrangeira no exterior.

Um funcionário da agência de intercâmbio informou que os estudantes, que não puderam estudar no exterior durante a pandemia da COVID-19, agora estão voltando a consultar a empresa para fazer um orçamento. O maior problema deste ano é que os custos do pacote de estudo estão aumentando o tempo todo, devido às flutuações diárias da taxa de câmbio das moedas estrangeiras com o iene. Em certos casos, alguns estudantes japoneses estão mudando o destino do intercâmbio, preferindo países que permitem o intercambista estudar e trabalhar durante sua estadia.


Fonte: NHK News.


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