domingo, 27 de novembro de 2022

Tudo muito complicado no Catar.

Torcedores estrangeiros ficam desanimados com as limitações do país anfitrião da Copa 2022.


Doha - Viajar para o Catar nesta Copa do Mundo deveria ser algo fácil, pois o país é pequeno e os oito estádios do mundial de futebol são relativamente próximos da capital Doha. No entanto, a realidade é bem diferente do que parece.

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Torcedores estrangeiros ficam desanimados com as limitações do país anfitrião da Copa 2022.
Torcedores brasileiros comemoram a vitória da seleção do Brasil contra o time da Sérvia, no dia 24 de novembro. Muitos turistas estrangeiros optaram em hospedagens fora do Catar, escolhendo países como Dubai e Abu Dhabi. Os preços aplicados na região de Doha, e a falta de lugares baratos, são os maiores problemas no Catar. Foto: AFP.

Dezenas de milhares de torcedores estrangeiros estão recorrendo aos voos entre Doha e a vizinha Dubai, por uma série de razões na limitada Catar: preços das estadias de hotéis, escassez de acomodações e leis que limitam o consumo de bebidas alcoólicas em público.

Pode parecer exagero, mas os voos diários, entre os dois países, se tornaram uma opção melhor para os estrangeiros. Os torcedores da Copa optaram por ficar em outro lugar, que não seja dentro do Catar.

A cidade de Dubai é o principal destino dos turistas (fora do Catar). Companhias aéreas estatais, como a FlyDubai (companhia aérea de baixo custo de Dubai), estão trabalhando a todo vapor, operando 10 vezes o número de voos normais para a cidade de Doha.

Outros dois países vizinhos do Catar,  Abu Dhabi e Arábia Saudita, também organizaram mais transportes aéreos para os torcedores estrangeiros, visando aproveitar o lucrativo turismo da Copa. A cada poucos minutos, um Boeing ou Airbus chega ao aeroporto de Doha, o Hamad International Airport, lotado de turistas.

A maioria dos torcedores, entrevistados pela reportagem, optaram por ficar em países vizinhos para reduzir as despesas. Muitos estrangeiros não conseguiram encontrar um lugar acessível para hospedar em Doha, ou qualquer outro lugar mais próximo da capital. Como os preços dos hotéis dispararam nos meses que antecederam a Copa, turistas frugais lutaram por vagas nas distantes vilas de torcedores do Catar, repletas de tendas de lona ou contêineres.

"Queríamos ficar cinco dias em Doha. Mas tudo era muito caro. Não queríamos ficar naquelas esquisitas áreas para fãs da Copa. Escolhemos Dubai e encontramos um hotel chique por um preço não muito caro. Os voos para o Catar estão tão lotados de gente que percebi que não fomos os únicos a optar por Dubai", disse a torcedora brasileira Ana Santos, que chegou com o marido na quinta-feira (24 de novembro) ao aeroporto de Doha.

"Queremos ter uma experiência em Dubai. Isso é mais interessante para nós", disse Bernard Boatengh Duah, um médico de Gana. Ele comprou um pacote turístico que inclui um hotel em Dubai, voos para Doha nos dias dos jogos da Copa, refeições e bebidas alcoólicas à vontade (só em Dubai que é não há restrições). "Queríamos mais liberdade", disse o médico.

"São dias longos. É cansativo. O problema é que você tem que chegar ao Catar com muita antecedência e passar um longo período fazendo os trâmites dos aeroportos, tanto para vir como para voltar", disse Steven Carroll, um técnico de laboratório do País de Gales. Após o jogo no Catar, seu voo de volta a Dubai atrasou uma hora, retornando exausto ao hotel (em que estava hospedado em Dubai) às 4 horas da manhã do dia seguinte.

Fernando Moya, um torcedor equatoriano que vive em Nova York (Estados Unidos), disse que se arrependeu de ter vindo para Abu Dhabi. Um problema técnico com os cartões Hayya, documentos que servem como vistos de entrada no Catar, deixou seus amigos presos no aeroporto de Abu Dhabi. Moya passou o dia 24 conversando com o atendimento ao cliente do aeroporto, desembolsando quase US$ 2.000 a mais, para conseguir viajar, junto com seus amigos, em um outro voo.

A cidade de Riad, capital da Arábia Saudita, buscou se beneficiar com o impulso do turismo no Catar. O país ofereceu aos torcedores dos jogos, portadores do cartão Hayya, visto de até 2 meses para visitar o território árabe. O estudante saudita, Nawaf Mohammed, disse que a febre da Copa na capital Riad é palpável, com muitos turistas ocidentais passando pelos aeroportos árabes.

O frequente número de voos, entre Catar e Riad (Arábia Saudita), era impensável pouco anos atrás. Em 2017, quatro países próximos (Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Egito e Arábia Saudita) impuseram um boicote ao Catar. A crise foi gerada devido ao apoio do Catar aos grupos islâmicos e aos laços políticos com o Irã. No entanto, o Catar se recusou a ceder e o embargo dos quatro países encerrou no ano passado.

Mesmo assim, as tensões entre os países ainda persistem. O pequeno país Bahrein, a apenas 45 minutos de voo a partir da cidade de Doha, continua a disputar a política e as fronteiras marítimas com o Catar. Os torcedores da Copa que optaram por hospedagens em Bahrein, não desfrutam de viagens aéreas tão fáceis.

"Esta região de Bahrein nem sempre é conveniente", disse o torcedor da Copa Eyad Mohammed, que optou por ficar em Bahrein e teve dificuldades com seu voo. Para viajar para o Catar, que fica muito perto de Bahrein, ele precisou fazer uma escala no leste da Arábia Saudita, para depois seguir viagem para Doha. Isso tudo por causa dos atritos entre os governos catariano e baremita.


Fonte: Japan Today.


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sábado, 26 de novembro de 2022

A meta é chegar às quartas de final.

Moriyasu: Pensar positivo para o próximo jogo, depois do Japão derrotar a Alemanha.


Doha - O técnico da seleção japonesa de futebol, Hajime Moriyasu, liderou seus jogadores em um treino na tarde de quinta-feira, 24 de novembro, concedendo também uma entrevista com os repórteres que estavam no local. 

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Moriyasu: Pensar positivo para o próximo jogo, depois do Japão derrotar a Alemanha.
O técnico da seleção japonesa, Hajime Moriyasu (de terno), celebrando a vitória do Samurai Blue contra o time da Alemanha. "Tudo o que estamos pensando agora é para o próximo jogo", disse Moriyasu durante uma entrevista na quinta-feira. Foto: Getty Images.

Durante a conversa com a imprensa, Moriyasu foi pego de surpresa quando um aspersor do campo de futebol o encharcou todo. Ele acabou rindo de seu inesperado banho matinal. Mesmo surpreendido com a "chuva", isso não tirou o ânimo do técnico japonês que continua em alta, após a impressionante vitória de seu time sobre a Alemanha.

"Tudo o que estamos pensando agora é para o próximo jogo que temos pela frente. Isso é o que sempre fazemos", disse Moriyasu. Ele foi enfático em sua fala, deixando claro que o jogo contra Alemanha já ficou no passado.

"No dia do jogo, nós ficamos pensativos: se ganharmos, iremos comemorar; se perdermos, ficaremos frustrados. Mesmo com a celebração da vitória para nós, sempre ficamos refletindo nas coisas que poderíamos ter feito melhor. Fazendo isso, começamos a preparar o próximo jogo de forma positiva", analisou Moriyasu.

O técnico japonês também disse que vencer a Alemanha deu tranquilidade ao "Samurai Blue", a seleção japonesa de futebol, para o jogo de domingo contra a Costa Rica.

Derrotada pela Espanha por 7 a 0, a Costa Rica precisa vencer o próximo jogo, para reavivar suas chances de chegar às oitavas de final. O zagueiro japonês, Yuto Nagatomo, comentou que seu time estará esperando os costarriquenhos, para explorar qualquer brecha que o adversário deixar em campo no próximo dia 27.

O jogador Nagatomo acredita que o Japão se tornou um time versátil. "Agora é difícil para nossos adversários entenderem a gente. Taticamente, nos tornamos um time diferente, onde não seria estranho ficarmos em qualquer posição no campo. Acho que nossos adversários terão dificuldades em analisar nossa estratégia de jogo, enfrentando uma seleção japonesa de quase camaleões", explicou ele.

O resultado positivo coloca o Japão no comando, para uma possível vaga nas oitavas de final. Entretanto, isso não é suficiente para satisfazer suas ambições.

"Foi um grande resultado para o futebol japonês, mas ainda não mudamos a história. Nossa meta mínima é chegar às quartas de final. É disso que temos falado com toda a equipe", disse o reserva Ritsu Doan.

No segundo tempo do jogo contra a Alemanha, a entrada dos jogadores reservas (Ritsu Doan, Takuma Asano, Kaoru Mitoma e Takumi Minamino) ajudou o time a virar a maré a favor do Japão. Os dois gols da vitória japonesa foram feitos pelos reservas da seleção (Doan e Asano).

"A injeção de ritmo dos reservas acendeu um fogo sob o time do Japão, fazendo deles um sucesso dentro do campo e nas arquibancadas do Khalifa International Stadium", disse Nagatomo.

"Dava para ver a diferença de humor no lado alemão e no lado japonês. O fato da seleção japonesa estar toda unida, cativou a torcida e abalou o emocional da equipe alemã. O estádio começou a torcer pelo Japão", observou Nagatomo.

No Japão, a vitória do Samurai Blue também foi recebida com muito entusiasmo pelos torcedores, em todo o país. Multidões saíram pelas ruas do Japão. Os bares japoneses ficaram lotados de pessoas que comemoravam com euforia.

Nagatomo advertiu que uma derrota, contra a Costa Rica, jogará água fria no clima de festa dos japoneses. "O mais importante é não desistirmos no início. Temos que deixar o primeiro jogo de lado e passar para o próximo. Foi uma grande vitória, mas se perdermos a próxima, nossa luta será em vão".


Fonte: AFP.

Vitória do Brasil contra a Sérvia ganha destaque na mídia internacional.


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Vitória do Brasil contra a Sérvia ganha destaque na mídia internacional.
Brasil vence a Sérvia por 2 a 0. Richarlison fez, provavelmente será, o gol mais bonito da Copa do Catar, com um belo voleio de dentro da área, impressionando a torcida e a imprensa internacional. Parabéns seleção!


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