segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Lutando por seus direitos.

Trabalhadores estrangeiros formam um sindicato trabalhista no Japão.


Tóquio - Estagiários técnicos e outros trabalhadores estrangeiros de meio período fundaram um sindicato trabalhista no Japão. A cerimônia de inauguração do escritório foi realizada em Tóquio neste domingo, 18 de dezembro.

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Trabalhadores estrangeiros formam um sindicato trabalhista no Japão.
Neste domingo, 18 de dezembro, foi inaugurado o primeiro sindicato de trabalhadores estrangeiros no Japão. Agora, espera-se que muitos problemas trabalhistas sejam resolvidos com mais agilidade para os estrangeiros. Foto: NHK News.

O sindicato, que é exclusivo para trabalhadores estrangeiros, tem cerca de 20 filiados. Muitos deles são estagiários técnicos do Vietnã e estudantes estrangeiros de meio período.

Com a formação de uma associação, espera-se que os estrangeiros consigam obter um maior poder de negociação com seus empregadores. Vários problemas (como falta de pagamento e demissões sem justa causa) estão sendo relatados, à medida que o número de trabalhadores estrangeiros aumenta no Japão.

Os estrangeiros sindicalizados estão se juntando com a Rengo Tokyo (Japanese Trade Union Confederation), que faz parte da maior organização trabalhista do Japão: a Confederação Sindical Japonesa. Com a união, pretende-se utilizar a rede e o know-how da Rengo para resolver os problemas dos estrangeiros com mais agilidade.

Por outro lado, a Rengo pretende aprofundar questões envolvendo trabalhadores estrangeiros. Segundo ela, um sindicato exclusivamente para trabalhadores estrangeiros é raro. Este é, provavelmente, o primeiro sindicato no Japão cujo os membros são predominantemente vietnamitas.

Um dos membros, um estudante vietnamita que trabalha meio período, diz que há muitos vietnamitas no Japão. Muitos compatriotas não falam japonês ou não conhecem ninguém para se informar de seus direitos. Ele quer ajudar, os que estão aqui, e informar as pessoas do Vietnã sobre a real situação do Japão.

Chiaki Saito, que conduz a Rengo Tokyo, diz que a rede de sua organização pode ajudar trabalhadores estrangeiros, resolvendo seus problemas trabalhistas.

"É importante proteger os estrangeiros que desejam trabalhar ou estudar no Japão, enquanto a população do país continua decrescendo", disse Saito.


Fonte: NHK News.


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domingo, 18 de dezembro de 2022

Incentivar a vida no interior.

Governo do Japão quer aliviar a superpopulação da área de Tóquio até 2027.


Tóquio - Até o final do ano fiscal de 2027, o Japão pretende aliviar a população de Tóquio, tentando impedir que mais pessoas venham a morar na área metropolitana da capital. O plano de revitalização regional de cinco anos foi divulgado na sexta-feira, 16 de dezembro, pelo governo.

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Governo do Japão quer aliviar a superpopulação da área de Tóquio até 2027.
Governo japonês traça um plano para aliviar a superpopulação da área de Tóquio até o ano fiscal de 2027. Foto: Shutterstock.

O rascunho da estratégia, a ser finalizado em uma reunião de gabinete no próximo dia 23, especifica medidas e metas numéricas a serem implementadas a partir do ano fiscal de 2023. O governo quer eliminar a alta concentração de pessoas vivendo em Tóquio, e também nas províncias vizinhas de Saitama, Chiba e Kanagawa.

No ano fiscal de 2021, entre abril do ano passado e março deste ano, o número de indivíduos que se mudaram para as quatro províncias, citadas no parágrafo anterior, excedeu as que saíram em cerca de 84.000 pessoas.

O plano de 5 anos inclui o uso de incentivos fiscais para que empresas se mudem para áreas regionais. Com isso, as empresas estabeleceriam escritórios satélites no interior do Japão, aumentando a oportunidade da população urbana contribuir com as comunidades locais. Isso também contribuiria para o melhor fluxo populacional no país.

Muitas dessas medidas já existem e, provavelmente, precisarão ser reforçadas nos próximos cinco anos. Para isso, o governo precisaria de mais força para atingir sua meta.

Uma estratégia de revitalização de dezembro de 2014, definida pela administração do falecido ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, visava eliminar o influxo líquido da população em Tóquio até o final de 2020.

Com as dificuldades em atingir a meta até 2020, houve o adiantamento da data-alvo para o ano fiscal de 2024. Mas, faltando apenas dois anos para que algum resultado apareça, um outro adiantamento foi definido, prorrogando a meta para o ano fiscal de 2027.

O projeto do primeiro-ministro, Fumio Kishida, descreve medidas e metas por setores, incluindo formas de atrair gerações mais jovens para o interior. Isso melhoraria o ambiente para casamentos e nascimentos de novas gerações em áreas regionais.

Para criar mais oportunidades de emprego fora das áreas urbanas, o governo trabalhará para revitalizar a indústria do turismo, agricultura e pesca em territórios pouco povoados. O governo quer também apoiar o empreendedorismo nas regiões interioranas do Japão.


Fonte: Kyodo News.


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