sábado, 6 de janeiro de 2024

À procura de sobreviventes.

Os esforços de resgate continuam, nas áreas atingidas pelo terremoto da península de Noto.


Tóquio - As equipes de resgate continuam trabalhando, intensamente, nas áreas devastadas pelo terremoto na província de Ishikawa, ocorrido em 1 de janeiro. As autoridades do governo confirmaram 94 mortes até agora. Mais de 200 pessoas estão desaparecidas.

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Os esforços de resgate continuam, nas áreas atingidas pelo terremoto da península de Noto.
Muitas áreas na província de Ishikawa continuam com problemas de recebimento de ajuda humanitária. Os esforços de resgate continuam intensamente nas regiões afetadas pelo terremoto. Foto: NHK News.

Muitas estradas que cortam a península de Noto permanecem intransitáveis, dificultando o acesso de ajuda aos sobreviventes. O governo central está analisando o envio de ajuda humanitária através de barcos, para as áreas isoladas na costa litorânea. As Forças de Autodefesa têm avaliado a situação das estradas que sofreram deslizamentos de terra, para efetuar a ajuda através de caminhadas em regiões de difícil acesso.

O governo da província de Ishikawa criou uma instalação para o transporte de suprimentos de socorro, vindos de várias partes do Japão. Esses itens de ajuda que chegam são carregados em veículos grandes e levados para as áreas afetadas pelo terremoto.

Cerca de 32 mil pessoas estão nos centros de evacuação da província. O governo local afirma que cerca de 66 mil famílias ainda estão sem água encanada.

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, abordou a situação delicada dentro dos centros de evacuação.

"A deterioração das situações sanitárias é perceptível. Por favor, faça de tudo para melhorar as condições de higiene nos centros de evacuação, para ajudar os evacuados a permanecerem saudáveis. Por favor, tente evitar doenças e mortes relacionadas ao desastre", apelou Kishida aos grupos que ajudam os sobreviventes.

A Agência Meteorológica do Japão está alertando as pessoas das regiões afetadas para ficarem em alerta. Mais atividades sísmicas irão acontecer nos próximos dias, podendo ocorrer deslizamentos de terra e desabamento de  casas.

O secretário de imprensa do Departamento de Defesa dos EUA informou, aos repórteres, que os americanos continuam em estreita comunicação com o Japão. Ele disse que os Estados Unidos estão prontos para ajudar a população da península de Noto.


Fonte: NHK News.


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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Por que o avião entrou na pista?

Aparentemente, o avião da JAL não sabia que o outro avião também estava na pista.


Tóquio - Registros de comunicação de rádio, entre o controle de tráfego aéreo e os pilotos da JAL, mostram que eles não discutiram o "aborto do pouso" (interromper a aproximação na pista para o pouso), antes da colisão do avião de passageiros com uma aeronave da Guarda Costeira do Japão.

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Os pilotos do avião da JAL, e os controladores de tráfego aéreo, declararam que não sabiam que a outra aeronave, da Guarda Costeira, estava na pista quando aconteceu o acidente. Foto: NHK News.

O Airbus A350 da Japan Airlines, vindo de Hokkaido, colidiu com a aeronave da Guarda Costeira no momento que pousava na pista do aeroporto de Haneda, na noite de terça-feira. Ambos os aviões pegaram fogo.

Cinco dos seis tripulantes da Guarda Costeira morreram no local do acidente. Só o piloto sobreviveu com ferimentos graves. Já o avião da JAL, todos os 379 passageiros e tripulantes conseguiram se salvar através dos escorregadores de evacuação.

O Ministério dos Transportes do Japão informou que, aparentemente, os controladores de tráfego aéreo não sabiam que o avião da guarda costeira havia entrado na pista.

A empresa Japan Airlines disse também que seus pilotos não tiveram contato visual com o avião da Guarda Costeira, quando o Airbus se aproximou da pista.

Juntando as duas afirmações, tanto a torre de controle quanto os pilotos da JAL alegaram que desconheciam a presença do avião da Guarda Costeira na pista.

Além disso, os controladores de tráfego aéreo também informaram que não autorizaram o avião da Guarda Costeira a entrar na pista.

Os pilotos da JAL envolvidos no acidente foram interrogados pelos investigadores de transporte do Japão na manhã desta quinta-feira, 4 de janeiro. Ainda falta o exame das caixas pretas para esclarecer o que causou o trágico acidente no aeroporto de Haneda.


Fonte: NHK News.


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