sábado, 11 de setembro de 2021

Mostrar o rosto para o bem das crianças.

Funcionários não usam máscaras durante o serviço e as crianças acabam sendo infectadas pelo coronavírus.


Kumamoto - Cerca de 79 casos de COVID-19 foram registrados em uma única creche em Kumamoto, província de mesmo nome, durante o mês de agosto. O grande número de casos registrados no estabelecimento educativo foi devido ao fato de nenhum funcionário do local usar máscaras durante o trabalho.

Funcionários não usam máscaras durante o serviço e as crianças acabam sendo infectadas pelo coronavírus.
Casos de COVID-19 registrados na escola maternal Jyozan, na cidade de Kumamoto. Foto: The Asahi Shimbun.

A grande surpresa verificada pelas autoridades municipais de Kumamoto foi que nenhum dos funcionários da creche eram obrigados a usar máscaras no local.

Segundo as autoridades, 65 crianças e 14 funcionários testaram positivo para o coronavírus na creche chamada Jyozan, um centro de educação e assistência infantil localizado no bairro Nishi da cidade de Kumamoto.

Entre os períodos de maio a agosto deste ano, a prefeitura da cidade recebeu cinco reclamações de pais de crianças sobre funcionários da creche que não usavam máscaras no local de ensino. De acordo com relatos dos pais, a justificativa do não uso de máscaras era que os funcionários queriam mostrar os próprios rostos para as crianças.

Uma autoridade municipal entrou em contato com a creche pedindo explicações sobre as reclamações dos pais. A seguinte resposta foi dada por uma funcionária do local: "É importante mostrar as expressões faciais da equipe de funcionários para o bom desenvolvimento cognitivo e motor das crianças".

Quando a funcionária da prefeitura explicou sobre a necessidade do uso de máscaras como uma das  medidas de prevenção contra a COVID-19, a funcionária da creche simplesmente disse que "entendeu".

Em 24 de agosto, a prefeitura começou a receber notificações de casos de coronavírus na creche. No dia 31 de agosto, funcionários da prefeitura foram à creche para investigar a causa da propagação do vírus no local.

Foi descoberto que vários funcionários não usavam máscaras durante o trabalho. O mais absurdo é que, mesmo estando infectada pela COVID-19 e passando mal, a pessoa doente continuava a trabalhar na creche. A investigação também revelou que os funcionários não abriam as janelas da creche para a ventilação das salas nos períodos de chuva.

Devido as circunstâncias dos fatos, as autoridades locais ordenaram que a creche tomasse medidas necessárias no combate ao coronavírus e na desinfecção do local.

Nikkey ON!: E para o bem da educação das crianças, todas elas pegaram coronavírus pela irresponsabilidade de pessoas que negaram a presença da pandemia no país. Bizarro as justificativas da creche pelo não uso de máscaras. Aprendendo da pior forma: com os próprios erros.


Fonte: The Asahi Shimbun.


   
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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Flexibilização na entrada de viajantes.

Japão estuda facilitar a entrada de pessoas vindas do exterior.


Tóquio - O governo do Japão está cogitando a redução do período de auto-quarentena para viajantes vacinados contra a COVID-19 que chegam do exterior.

Japão estuda facilitar a entrada de pessoas vindas do exterior.
Japão tem a intenção de reduzir o período de quarentena de viajantes que chegam ao país. Foto: NHK.

As atuais restrições impostas pelo governo exigem que todas as pessoas que chegam ao Japão, vindas do exterior, devem permanecer isoladas em suas casas ou em alojamentos por um período de 14 dias.

Com o aumento mundial de pessoas imunizadas contra o coronavírus, o governo japonês pensa em reduzir o período de quarentena obrigatória para 10 dias. Reduzindo as restrições por fases, o Japão pretende, aos poucos, trazer de volta à normalidade as atividades sociais e econômicas do país.

Entretanto, o Japão tem a intenção de apenas reduzir o período de quarentena para as pessoas imunizadas com as vacinas da Pfizer, Moderna e AstraZeneca. Todos os viajantes que planejam entrar em território japonês, terão a obrigação de portar certificados de vacinação contra a COVID-19 emitidos, por enquanto, somente pelo Japão, Estados Unidos ou União Européia.

O governo japonês planeja iniciar a medida a partir do final do mês de setembro.

Nikkey ON!: a reportagem da NHK não entrou em muitos detalhes. Acredito que o uso de certificados de vacinação e as mudanças da quarentena obrigatória são mais voltados para aqueles que pretendem entrar no Japão a turismo, negócios ou estudos. Para aqueles que estão retornando ao Japão com o selo de reentrada no passaporte ou têm nacionalidade japonesa, aconselho verificar os detalhes com uma agência de turismo ou com um consulado japonês em seu país.


Fonte: NHK News.



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