domingo, 3 de outubro de 2021

O caso Megumi Yokota.

Família realiza um comício pedindo o retorno dos cidadãos japoneses sequestrados pela Coréia do Norte.


Kanagawa - A família Yokota realizou neste sábado, 2 de outubro, um comício na cidade de Kawasaki, província de Kanagawa, para lembrar dos 44 anos do sequestro sem solução de Megumi Yokota pelos norte-coreanos.

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Família realiza um comício pedindo o retorno dos cidadãos japoneses sequestrados pela Coréia do Norte.
Sakie Yokota (esquerda) e a foto de sua filha sequestrada na adolescência pela Coréia do Norte. Foto: Japan Forward.

Megumi Yokota era uma estudante de 13 anos quando desapareceu misteriosamente no dia 15 de novembro de 1977, na província de Niigata. Anos mais tarde, a família Yokota descobriu que Megumi foi sequestrada pelos norte-coreanos que agiam como espiões dentro do Japão. De acordo com as investigações da época, a estudante foi forçada pelos agentes norte-coreanos a seguir uma viagem de barco do Japão até a Coréia do Norte. A sua família nunca mais teve notícias dela. 

Acredita-se que Megumi foi obrigada a aprender coreano e a cultura norte-coreana com o intuito de ensinar japonês numa universidade da Coréia do Norte, para que futuros espiões conseguissem se infiltrar no Japão.

Até hoje a família Yokota não sabe ao certo se Megumi está viva ou se morreu na Coréia da Norte. O governo norte-coreano afirmou em 2002 que Megumi se suicidou no ano de 1994. Depois de algum tempo, os restos mortais cremados de Megumi foram devolvidos para a sua família no Japão. Entretanto, os Yokota nunca acreditaram que as cinzas eram de Megumi e até exame de DNA foi feito no material devolvido pela Coréia do Norte. 

No próximo dia 5 de outubro, Megumi completaria 57 anos se estivesse vivendo com sua família no Japão. Com a intenção de lembrar do sequestro de Megumi, todos os anos a sua família tem feito um comício na época do seu aniversário.

A mãe de Megumi, Sakie Yokota, 85 anos, disse no comício que o governo do Japão deve continuar a ver o caso dos sequestrados pela Coréia do Norte como uma questão importante para o país. Sakie quer que o futuro primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, se encontre com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, para resolver de uma vez por todas essa situação. 

O irmão de Megumi, Takuya Yokota, falou no comício sobre ele e os anos de sofrimento que a sua família tem passado desde do sequestro de sua irmã. Ele afirmou que é cruel forçar os pais idosos dos sequestrados a continuarem na busca de informações de seus filhos desaparecidos. Ele pediu ao governo japonês que exerça uma diplomacia agressiva e tome medidas concretas, lembrando que o tempo é limitado. Ele também disse que o futuro primeiro-ministro do Japão tem que resolver a questão sem comprometer a busca do paradeiro de todos os japoneses sequestrados.

O governo japonês afirma que agentes norte-coreanos sequestraram pelo menos 17 cidadãos japoneses dentro do Japão, entre as décadas de 1970 e 1980. Cinco japoneses encontrados na Coréia do Norte foram repatriados após uma cúpula bilateral em 2002. Mas os outros japoneses sequestrados, incluindo Megumi Yokota, continuam misteriosamente desaparecidos.


Fonte: NHK News / Wikipedia.



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sábado, 2 de outubro de 2021

Princesa estressada quer casar.

Anunciado para este mês o casamento da princesa Mako do Japão.


Tóquio - A agência da Casa Imperial do Japão anunciou nesta sexta-feira, 1 de outubro, o casamento da princesa Mako com o seu namorado Kei Komuro para o dia 26 de outubro.

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Anunciado para este mês o casamento da princesa Mako do Japão.
Princesa Mako e o seu namorado Kei Komuro durante uma coletiva de imprensa em 2017. Foto: NHK.

O oficial encarregado pela família do príncipe herdeiro Akishino, Kachi Takaharu, revelou a data do casamento em uma coletiva de imprensa. "Gostaria de manifestar os meus sinceros votos de uma vida longa e feliz para a princesa Mako e desejar a prosperidade da família imperial", disse Takaharu.

A data escolhida para o casamento da princesa é considerada o dia mais feliz do calendário japonês. Takaharu disse que o futuro casal fará uma entrevista com a imprensa após o casamento no dia 26.

O namorado da princesa, Komuro, está atualmente isolamento em sua casa na cidade de Yokohama, província de Kanagawa. Como parte das regras de controle do coronavírus nos aeroportos do Japão, Komuro foi obrigado a fazer a quarentena obrigatória após retornar dos Estados Unidos na última segunda-feira, 27 de setembro.

Depois que o período da quarentena terminar em 11 de outubro, Komuro deve se encontrar com a princesa Mako pela primeira vez após uma separação forçada de três anos. Em agosto de 2018, Komuro foi estudar direito na universidade de Fordham, em Nova York. Desde então, ele não tinha retornado ao Japão ainda. Em maio deste ano, ele se formou em direito com o título de "Juris Doctor".

Espera-se que o futuro casal vá morar nos Estados Unidos após o casamento. Como os membros da família imperial japonesa não têm passaportes, a princesa Mako precisará primeiro registrar o seu matrimônio com Komuro, tornando-se uma cidadã comum. Só depois disso, ela dará entrada no seu passaporte e no visto americano.

Na coletiva de imprensa, a agência da Casa Imperial divulgou que não haverá cerimônias tradicionais de casamento para a princesa Mako e Komuro. Também foi divulgado que a princesa Mako renunciou o seu dote de casamento, na qual os membros femininos da família imperial têm o direito a receber quando se casam com um plebeu. A princesa recusou o seu dote devido às duras críticas feitas a ela e à família do seu namorado, após um escândalo envolvendo uma dívida da mãe de Komuro vir à tona na grande mídia.

A agência da Casa Imperial acrescentou ainda que a princesa Mako foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático complexo (PTSD), após ser repetidamente criticada nos meios de comunicação desde que foi revelada a sua intenção de casar com Komuro.


Fontes: NHK News / The Mainichi.



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