terça-feira, 9 de novembro de 2021

Novo ataque a trem no Japão.

Homem é preso após tentativa de incêndio dentro de um shinkansen.


Kumamoto - Um homem foi preso na manhã desta segunda-feira, 8 de novembro, após uma tentativa frustrada de incendiar um vagão do trem-bala. O incidente ocorreu na região de Kumamoto por volta das 8h40 (horário do Japão).

www.nikkeyon.blogspot.com
Homem é preso após tentativa de incêndio dentro de um shinkansen.
Momento da prisão de Kiyoshi Miyake, homem que ateou fogo dentro do shinkansen. Foto: NHK.

O incendiário preso, Kiyoshi Miyake (de 69 anos) disse à polícia que ele se inspirou no recente ataque em um trem de Tóquio, ocorrido em 31 de outubro, para provocar um incêndio dentro do trem-bala em movimento.

No incidente, Miyake teria espalhado um líquido inflamável no chão do vagão e, usando um isqueiro, ateou fogo no local com um pedaço de papel em chamas.

O shinkansen, que seguia de Hiroshima com destino à estação Kagoshima-Chuo, precisou fazer uma parada urgente na estação Shin-Yatsushiro, província de Kumamoto, após o alarme de emergência soar por causa da formação de fumaça no trem. Havia cerca de 30 passageiros dentro do vagão onde o fogo começou.

Ninguém ficou ferido no novo ataque. Após controlar o princípio de incêndio e a polícia prender Miyake, todos os passageiros do vagão danificado foram recolocados em outros vagões do mesmo trem-bala. A composição conseguiu chegar ao seu destino final por volta das 10h25.

Mesmo o ataque não ter deixado feridos ou provocado um acidente grave, alguns serviços do shinkansen foram temporariamente interrompidos. Isso resultou em atrasos de até 50 minutos, afetando cerca de 900 passageiros que estavam viajando pela região onde ocorreu o incidente.

Nikkey ON!: Será que agora ninguém mais pode viajar com tranquilidade dentro dos trens do Japão?


Fonte: Kyodo News / NHK News.


www.nikkeyon.blogspot.com 

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Gatinhos kawaii!

Criador de roupas para gatos da Indonésia sonha em levar o seu trabalho para o Japão.


Indonésia - Um costureiro indonésio tem chamado a atenção do público com a sua criatividade em desenvolver roupinhas para gatos. Os trajes que ele criou para moda felina incluem roupas comuns, fantasias de super-heróis, armadura de samurais e roupas típicas de cada país. Ele almeja, um dia, levar o seu negócio para o Japão.

www.nikkeyon.blogspot.com
Criador de roupas para gatos da Indonésia sonha em levar o seu trabalho para o Japão.
Fredi Lugina, 40 anos, mostra um de seus trabalhos como designer de roupas para gatos: um quimono. Foto: Kyodo.

Fredi Lugina, um ex-professor que virou designer de roupas para gatos, acredita que o seu trabalho seria muito bem recebido no Japão. Segundo ele, os japoneses têm o hábito de mimar seus animais de estimação, levá-los para lugares como animal cafés (lugares onde a pessoa leva o seu pet e os dois interagem com vários animais e outras pessoas) e é uma cultura que adora as coisas "kawaii" (fofinho/ bonitinho, em japonês).

Em suas publicações nas redes sociais, Fredi já ganhou milhões de curtidas pelas fotos e vídeos dos felinos desfilando com as mais diversas roupinhas desenvolvidas pelo costureiro. Ele deseja que os amantes de gatos do Japão conheçam o seu trabalho como sendo uma "alta costura felina".

"Acho que o Japão é uma meca mundial para o estilo de vida dos felinos, com os seus cafés e restaurantes para gatos", disse Fredi.

O costureiro afirma que a cultura japonesa foi uma grande inspiração para dezenas de roupas desenvolvidas por ele. Quando os gatos são vestidos com as roupinhas, eles parecem quase humanos vistos de frente.

"Para o Japão, tenho muitas variações de roupas exclusivas para gatos. Tudo de boa qualidade e com preços competitivos", disse o ambicioso Fredi. 

Localizado na cidade de Bogor, na província de Java Ocidental da Indonésia, o ateliê de fabricação das roupinhas possui nove máquinas de costura onde Fredi e seus dois irmãos mais novos trabalham diariamente.

O local vende entre 5 e 10 peças de roupa por dia, com preços (de cada item) variando de 33.000 (US$ 2,30) a 220.000 rúpias indonésias (US$ 15,36). Fredi afirma que normalmente ele ganhava com o seu trabalho cerca de 1,20 milhão de rúpias indonésias (US$ 83,80) por mês, isso antes da pandemia começar. 

Entretanto, por causa da COVID-19, um grande número de pessoas acabaram isoladas em suas casas na frente da internet e isso fez aumentar as vendas das roupinhas para gatos, em três a cinco vezes mais do que antes.

O mercado consumidor da Indonésia ainda é a maior porcentagem de vendas de Fredi. Mas, recentemente, ele diz que muitas pessoas do exterior estão comprando as suas criações.

O trabalho de Fredi tem atraído uma clientela internacional crescente, incluindo pessoas da Malásia, Filipinas, Tailândia e Estados Unidos.

Mas, como tudo isso começou?

Quando era criança, Fredi começou a se interessar por alfaiataria enquanto observava a sua mãe fazendo roupas com a máquina de costura dela. Quando estava estudando na faculdade, Fredi fez um curso de costura profissional.

Em 2017, Fredi abandonou o seu emprego como professor do ensino fundamental e transformou o hobby de fazer roupas para gatos como seu trabalho por tempo integral. Seguindo o conselho de um de seus irmãos, Fredi começou a vender a sua linha de roupas para gatos pela internet em 2018. Foi a partir daí que o seu trabalho começou a ganhar popularidade nas redes sociais.

Além da repentina fama, Fredi enfrentou críticas negativas dos donos de animais de estimação. Algumas pessoas acreditam que os gatos não deveriam ser forçados a vestir o tipo de roupa que Fredi confecciona. E ele concorda com isso! 

Nenhum gato deve ser forçado a vestir as roupinhas e, quando vestidos, os bichanos devem usá-los por um curto espaço de tempo. Fredi tem sete gatos e apenas três deles não mostram relutância em usar as roupinhas.

Este ano, para celebrar o Eid al-Fitr (um importante feriado mulçumano), Fredi desenhou uma roupa para gatos baseada em um traje chamado "Pak Haji". Segundo a tradição, esse traje é comumente usado por mulçumanos após completar uma peregrinação, chamada de Haje, até a cidade de Meca. Com quase 90% da população da Indonésia composta por crentes do Islã, não foi à toa que o "Pak Haji" para gatos está entre as roupinhas mais vendidas do ateliê.

Durante o período que antecede o feriado da Indonésia, Fredi contrata mais trabalhadores temporários para atender ao aumento da demanda.

Um dos sonhos de Fredi é realizar uma exposição de roupas para gatos no Japão e em outras partes do mundo. Mas, ele quer pensar nisso só depois que a pandemia do coronavírus passar. 


Fonte: Kyodo News.


** Assista ao vídeo sobre o trabalho do indonésio como designer de roupas para gatos:
*** Se o vídeo não aparecer, o link é este: https://www.youtube.com/watch?v=1ADgLeOJP9U&t=82s



www.nikkeyon.blogspot.com