sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Medidas pré-emergenciais.

Três províncias japonesas solicitam medidas para conter surtos de COVID-19.


Tóquio - Nesta quinta-feira, 6 de janeiro, as províncias de Okinawa, Hiroshima e Yamaguchi solicitaram formalmente ao governo central que aprove medidas pré-emergenciais no combate ao coronavírus. Em poucos dias, as três províncias tiveram um aumento expressivo de infecções.

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Três províncias japonesas solicitam medidas para conter surtos de COVID-19.
Governador de Hiroshima, Hidehiko Yuzaki, solicitou ao governo central medidas pré-emergenciais no combate ao coronavírus nesta quinta-feira. Foto: The Asahi Shimbun.

A força-tarefa do governo deve aprovar os pedidos das províncias na sexta-feira, depois que um painel de especialistas der o seu consentimento.

As medidas pré-emergenciais deverão vigorar de 9 a 31 de janeiro. Bares e restaurantes terão que fechar mais cedo e não deverão vender bebidas alcoólicas aos clientes. As empresas receberão subsídios do governo se cooperarem com as medidas.

A província de Okinawa solicitou que todas as ilhas fossem cobertas pelas medidas pré-emergenciais. Só em Okinawa, foi registrado 981 novos casos de coronavírus no dia 6 de janeiro.

Já o pedido de medidas pré-emergenciais da província de Hiroshima, se aplica aos seguintes municípios: Hiroshima, Hatsukaichi, Otake, Fuchu e Kaita.

"Está ocorrendo um rápido aumento de infecções, diferente de tudo que já experimentamos. Nesse ritmo, veremos uma disseminação generalizada de infecções em Hiroshima. Quero que os residentes comecem a mudar todas suas atividades a partir de hoje", disse o governador de Hiroshima, Hidehiko Yuzaki, em uma entrevista coletiva.

Hiroshima relatou mais de 100 casos diários de COVID-19, entre 4 e 5 de janeiro. E até o meio-dia de 6 de janeiro, o governo da província informou que já havia mais de 170 casos do vírus registrados. A última vez que a província de Hiroshima teve mais de 150 casos diários foi em 4 de setembro do ano passado.

As medidas pré-emergenciais da província de Yamaguchi foram aplicados para dois municípios: Iwakuni e Waki.

No período de duas semanas até o dia 5 de janeiro, cerca de 70% de novos casos de coronavírus da província ocorreram na cidade de Iwakuni. Nessa cidade, há um grande número de infecções entre militares dos EUA que vivem e trabalham na região.

O governo de Yamaguchi confirmou um total recorde de 181 novos casos de COVID-19, só em 6 de janeiro. No mesmo dia, apenas a cidade de Iwakuni registrou 113 novas infecções por coronavírus. É a primeira vez que a província de Yamaguchi aplica medidas pré-emergenciais.


Fontes: The Asahi Shimbun / Japan Today.


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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Maior ganho para os empregados.

Primeiro-ministro do Japão pede que as empresas aumentem os salariais de seus funcionários.


Tóquio - O primeiro-ministro Fumio Kishida se reuniu com a classe empresarial do Japão nesta quarta-feira, 5 de janeiro, em Tóquio. Na reunião, ele pediu aos líderes que aumentem os salários de forma mais agressiva para seus funcionários, como parte da redistribuição de riqueza entre empresa e empregados.

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Primeiro-ministro do Japão pede que as empresas aumentem os salariais de seus funcionários.
No dia 5 de janeiro, o primeiro-ministro Fumio Kishida fez um discurso aos líderes empresariais, reunidos para as celebrações do Ano Novo em Tóquio. Foto: Kyodo.

Antes das negociações salariais deste ano, entre empresas e sindicatos trabalhistas, o primeiro-ministro japonês está pedindo para que as empresas aumentem os salários dos empregados em mais de 3%. Mas, para isso, as empresas devem ter recuperado seus ganhos a níveis pré-pandêmicos.

"Aumento salarial significa investir no amanhã. É extremamente importante o crescimento econômico do país para o futuro. Gostaria de ver os empresários assumindo uma postura agressiva e cooperativa", disse o primeiro-ministro aos empresários na reunião para as celebrações do Ano Novo.

Kishida também disse que o país precisa iniciar um ciclo virtuoso de crescimento e distribuição. Este é o  momento em que a recuperação econômica, frente a pandemia, traz oportunidades para uma nova fase. 

O encontro entre governo e empresários foi organizado pela Japan Business Federation, pela Keidanren (um poderoso lobby empresarial japonês), pela Associação Japonesa de Executivos Corporativos e pela Câmara de Comércio e Indústria do Japão.

De acordo com Kishida, a prioridade é a criação de um novo tipo de capitalismo, garantindo o crescimento econômico e a redistribuição de riqueza.

O crescimento dos salários dos empregados, que tem sido lento no Japão, é uma parte importante da agenda do primeiro-ministro. O governo japonês planeja oferecer reduções de impostos para empresas que avançam com os aumentos salariais.

O presidente do Keidanren, Masakazu Tokura, alinhou-se a Kishida sobre a necessidade das empresas aumentarem os salários de forma proativa. Isso se permanecerem lucrativas mesmo com as consequências da pandemia.

As negociações salariais serão iniciadas nesta primavera. Elas irão ocorrer em um momento de recuperação irregular e desigual dos setores da economia japonesa, devido à pandemia da COVID-19 em curso no país.

A Confederação Sindical Japonesa, conhecida como Rengo, decidiu pedir um aumento combinado de 4% nos salários (cerca de 2% no salário estrutural e 2% no salário anual).

O Keidanren, por sua vez, não planeja encorajar suas empresas associadas no aumento salarial em todas suas áreas.


Fonte: Kyodo News.


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