quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Maior ganho para os empregados.

Primeiro-ministro do Japão pede que as empresas aumentem os salariais de seus funcionários.


Tóquio - O primeiro-ministro Fumio Kishida se reuniu com a classe empresarial do Japão nesta quarta-feira, 5 de janeiro, em Tóquio. Na reunião, ele pediu aos líderes que aumentem os salários de forma mais agressiva para seus funcionários, como parte da redistribuição de riqueza entre empresa e empregados.

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Primeiro-ministro do Japão pede que as empresas aumentem os salariais de seus funcionários.
No dia 5 de janeiro, o primeiro-ministro Fumio Kishida fez um discurso aos líderes empresariais, reunidos para as celebrações do Ano Novo em Tóquio. Foto: Kyodo.

Antes das negociações salariais deste ano, entre empresas e sindicatos trabalhistas, o primeiro-ministro japonês está pedindo para que as empresas aumentem os salários dos empregados em mais de 3%. Mas, para isso, as empresas devem ter recuperado seus ganhos a níveis pré-pandêmicos.

"Aumento salarial significa investir no amanhã. É extremamente importante o crescimento econômico do país para o futuro. Gostaria de ver os empresários assumindo uma postura agressiva e cooperativa", disse o primeiro-ministro aos empresários na reunião para as celebrações do Ano Novo.

Kishida também disse que o país precisa iniciar um ciclo virtuoso de crescimento e distribuição. Este é o  momento em que a recuperação econômica, frente a pandemia, traz oportunidades para uma nova fase. 

O encontro entre governo e empresários foi organizado pela Japan Business Federation, pela Keidanren (um poderoso lobby empresarial japonês), pela Associação Japonesa de Executivos Corporativos e pela Câmara de Comércio e Indústria do Japão.

De acordo com Kishida, a prioridade é a criação de um novo tipo de capitalismo, garantindo o crescimento econômico e a redistribuição de riqueza.

O crescimento dos salários dos empregados, que tem sido lento no Japão, é uma parte importante da agenda do primeiro-ministro. O governo japonês planeja oferecer reduções de impostos para empresas que avançam com os aumentos salariais.

O presidente do Keidanren, Masakazu Tokura, alinhou-se a Kishida sobre a necessidade das empresas aumentarem os salários de forma proativa. Isso se permanecerem lucrativas mesmo com as consequências da pandemia.

As negociações salariais serão iniciadas nesta primavera. Elas irão ocorrer em um momento de recuperação irregular e desigual dos setores da economia japonesa, devido à pandemia da COVID-19 em curso no país.

A Confederação Sindical Japonesa, conhecida como Rengo, decidiu pedir um aumento combinado de 4% nos salários (cerca de 2% no salário estrutural e 2% no salário anual).

O Keidanren, por sua vez, não planeja encorajar suas empresas associadas no aumento salarial em todas suas áreas.


Fonte: Kyodo News.


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