quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Escândalo industrial.

Investigadores descobrem que a fabricante Hino vem falsificando dados há quase 20 anos.


Tóquio - A grande montadora de caminhões do Japão, a Hino Motors, se envolveu num dos maiores escândalos industriais da atualidade no país: a empresa tem falsificado dados de seus veículos desde o ano 2003.

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Investigadores descobrem que a fabricante Hino vem falsificando dados há quase 20 anos.
Uma recente investigação descobriu que a fabricante de caminhões Hino Motors vem falsificando dados de seus motores desde 2003. Foto: NHK News.

Em março deste ano, a montadora Hino informou que havia falsificado dados de emissões de poluição, e de economia de combustível, em alguns tipos de motores de seus caminhões desde o ano 2016. A intensão da fraude era facilitar a obtenção de certificações para veículos pouco poluentes.

Desde então, a fabricante foi forçada a parar de fabricar caminhões grandes, médios e outros veículos da marca, depois que suas certificações foram retiradas pelo governo do Japão.

No entanto, uma equipe de especialistas externos, criada pela própria Hino, descobriu recentemente que a má conduta industrial começou, na verdade, em meados de 2003. A equipe, que analisou o caso, divulgou os resultados de sua investigação nesta terça-feira, 2 de agosto.

No relatório falso entregue ao governo japonês, feito em 2016, a Hino Motors alegou, na época, que os testes dos motores para as certificações foram conduzidas adequadamente.

O atual presidente da Hino Motors, Satoshi Ogiso, informou o seguinte: "Declaro que a nova descoberta da má conduta industrial é um problema muito sério. Peço minhas sinceras desculpas por trair a confiança, de nossos clientes e do público, por todos esses anos".

Segundo o Ministério dos Transportes, dos 14 modelos de motores em produção pela Hino, a falsificação dos testes ocorreu em 12 deles. O governo ordenou que a Hino retire cerca de 20.900 unidades de caminhões e ônibus em circulação no país desde 2003.

As vendas de caminhões da Hino Motors no Japão, de grande e médio porte, caíram muito após a suspensão da comercialização dos modelos, iniciada em março.


Fontes: NHK News / The Mainichi.

 
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terça-feira, 2 de agosto de 2022

Tensão entre EUA e China.

Autoridades chinesas advertem consequências graves, para os EUA, sobre uma possível visita de Nancy Pelosi em Taiwan.


Pequim - Nesta segunda-feira, 1 de agosto, a China alertou as autoridades norte-americanas sobre sérias medidas se a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, visitar Taiwan.

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Autoridades chinesas advertem consequências graves, para os EUA, sobre uma possível visita de Nancy Pelosi em Taiwan.
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, alertou o governo americano sobre consequências sérias de uma possível visita da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, em Taiwan. Foto: NHK News.

Em um comunicado feito no domingo, Pelosi informou que estará em uma delegação, com cinco membros do congresso americano, para uma visita na região Indo-Pacífico. A visita política pela Ásia inclui visitas em Cingapura, Malásia, Coréia do Sul e Japão.

Houve relatos da mídia de que Pelosi também visitaria Taiwan. No entanto, a declaração da presidente da Câmara dos Deputados dos EUA não mencionou Taiwan. A possibilidade de uma visita ao pequeno país tornou-se foco de atenção da China.

Em uma coletiva de imprensa desta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, observou o status de Pelosi na linha de sucessão à presidência dos EUA, depois da vice-presidente norte-americana.

Zhao disse que o status de Pelosi pode tornar um assunto altamente delicado sobre sua possível visita a Taiwan. Para a China, tal visita poderá levar as relações diplomáticas, com os americanos, a um impacto politicamente notório.

De acordo com o porta-voz chinês, China poderá tomar fortes contramedidas, caso Pelosi visite Taiwan.

"Queremos dizer aos Estados Unidos, mais uma vez, que a China está de prontidão. O Exército de Libertação do Povo Chinês nunca ficará de braços cruzados", disse Zhao.

O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos EUA, Joe Biden, conversaram por telefone na quinta-feira passada. Durante a conversa, Xi disse a Biden: "Aqueles que brincam com fogo perecerão com isso". Observadores políticos interpretaram a fala de Xi como uma aparente referência à política dos EUA em relação a Taiwan.


Fonte: NHK News.


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