segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Ajuda e trabalho após as chuvas.

Voluntários ajudam uma cidade de Tohoku a se recuperar dos danos causados pelos temporais.


Aomori - Desde o início de agosto, a província de Aomori tem sido surpreendida por chuvas torrenciais que estão trazendo muita destruição para a população de alguns municípios.

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Voluntários ajudam uma cidade de Tohoku a se recuperar dos danos causados pelos temporais.
Voluntários ajudando na retirada da lama, em uma das casas do distrito de Fushijima, em Sotogahama. Foto: NHK News.

Uma das regiões de Aomori mais atingidas pelas chuvas foi o distrito de Fujishima, na cidade de Sotogahama. No dia 3 de agosto, as fortes chuvas provocaram o acumulo de grandes quantidades de lama no distrito após as cheias do rio, trazendo muita água suja para dentro das casas.

Neste domingo, 14 de agosto, oito voluntários, com idades entre 20 e 60 anos, decidiram ajudar os moradores locais com a limpeza das casas. Os voluntários foram recrutados na prefeitura, pelo conselho de assistência social da cidade de Sotogahama. Muitas pessoas ajudaram os moradores a remover a lama e os entulhos que se acumularam dentro das casas, com o fim das enchentes.

Um voluntário, de aproximadamente 20 anos, disse que veio da cidade de Misawa para passar as férias do Obon em Sotogahama. Vendo a destruição causada pela chuva, ele decidiu ajudar os moradores. Ele afirmou que deseja ver a cidade limpa e restaurada do jeito que era antes, ou até melhor que antes.

Já um outro voluntário, de 60 anos, disse que veio da cidade de Aomori para colaborar com o povo de Sotogahama. O ancião visita a cidade com frequência e decidiu vir para ajudar na limpeza das casas.  Ele também disse que pretende retornar à região, pois os danos causados pela inundação foi pior do que imaginava.

O conselho de assistência social de Sotogahama planeja continuar chamando mais voluntários da província de Aomori, para ajudar na limpeza da cidade até o final do mês de agosto.


Fonte: NHK News.


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domingo, 14 de agosto de 2022

Tentativa de assassinato nos EUA.

Romancista Salman Rushdie é gravemente esfaqueado no estado de Nova York.


Nova York - O escritor anglo-indiano Salman Rushdie ficou gravemente ferido na sexta-feira, 12 de agosto, quando foi atacado por um homem na cidade de Chautauqua, estado de Nova York.

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Romancista Salman Rushdie é gravemente esfaqueado no estado de Nova York.
Salman Rushdie, escritor do polêmico "Versos Satânicos", sofreu uma tentativa de homicídio na cidade de Chautauqua, estado de Nova York. Foto: AP.

Rushdie (75 anos) foi esfaqueado várias vezes, no pescoço e no abdômen, e perdeu muito sangue no palco de um auditório da Instituição Chautauqua. O ataque ocorreu minutos antes do escritor iniciar uma palestra sobre "Estados Unidos como um refúgio para escritores e outros artistas no exílio". 

Ensanguentado, Rushdie foi levado às pressas para um hospital e passou por uma cirurgia. Seu agente, Andrew Wylie, disse que o romancista, depois da cirurgia, respirava através de um ventilador, sem poder falar. Ele também sofreu danos no fígado, cortes de alguns nervos do braço e, talvez, perda de um olho.

A polícia conseguiu deter o agressor, chamado Hadi Matar (24 anos), originário de Fairview, estado de Nova Jersey. O homem foi preso em flagrante, mas os motivos do ataque não foram esclarecidos ainda.

Salman Rushdie ganhou destaque no mundo literário em 1981, quando escreveu o romance "Midnight's Children" (Crianças da Meia-Noite, em tradução livre), vencendo o prêmio Booker Prize pela obra. Mas foi em 1988 que seu nome ficou mundialmente conhecido, após a publicação de sua obra polêmica, chamada "Versos Satânicos".

O livro "Versos Satânicos" foi proibido no Irã pelo falecido líder iraniano Aiatolá Ruhollad Khomeini. Naquela época, em 1989, o Aiatolá Khomeini considerou o livro um grande insulto ao Islã  e emitiu uma fatwa, ou édito, decretando a morte do escritor Rushdie e de todos os envolvidos pela publicação da obra. Inclusive, a vida de Rushdie foi colocada a prêmio pelos extremistas, convocando qualquer muçulmano zeloso a matar o escritor, mesmo que precisasse sacrificar a própria vida para isso.

Desde o início das ameças de morte, Rushdie começou a viver fugindo e se escondendo sob um programa de proteção do governo britânico, com guardas armados que protegia o escritor durante 24 horas por dia. Após nove anos de reclusão, Rushdie cautelosamente retomou suas aparições públicas, mantendo sua crítica aberta ao extremismo religioso em geral.

Por causa da obra "Versos Satânicos", aproximadamente 45 pessoas, até hoje, já foram mortas em tumultos e em protestos pela publicação do livro. Em 1991, um tradutor japonês do livro foi esfaqueado até a morte no Japão. Um tradutor italiano também sofreu ataques de faca nessa mesma época e, por sorte, sobreviveu. Em 1993, uma editora norueguesa do livro conseguiu sobreviver a um ataque de arma de fogo, sendo baleada três vezes. 

Em 2012, Rushdie afirmou, em uma palestra na cidade de Nova York, que o terrorismo é a arte do medo. "A única maneira de derrotá-lo, é não ter medo de enfrentá-lo", disse o escritor.

A tentativa de assassinato do escritor repercutiu a tranquila cidade de Chautauqua. Até as Nações Unidas emitiu uma nota expressando horror pelo incidente. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, enfatizou que a liberdade de opinião e expressão não deve ser enfrentada com violência.

Em uma vigília noturna na Instituição Chautauqua, após o incidente, algumas centenas de moradores e visitantes se reuniram no local para orações, músicas e um longo momento de silêncio. "O ódio não pode vencer", gritou um homem que participava da vigília.


Fontes: The Asahi Shimbun / Wikipédia.


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