terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Um Grammy por "Sakura".

Músico japonês ganha o prêmio Grammy de melhor álbum global.


Los Angeles - No último domingo, 5 de fevereiro, o músico e compositor japonês Masanori Takumi foi laureado com um troféu Grammy, durante o Grammy Awards 2023. A cerimônia é uma das maiores premiações da indústria fonográfica dos Estados Unidos.

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Músico japonês ganha o prêmio Grammy de melhor álbum global.
Durante o 65.ª Grammy Awards 2023, o músico japonês Masanori Takumi (com o Grammy em mãos) foi premiado na categoria Melhor Álbum de Música Global, pelo álbum "Sakura". A cerimônia de premiações do Grammy foi realizado no domingo, 5 de fevereiro, em Los Angeles. Foto: AP. 

Takumi (44 anos) levou o prêmio de Melhor Álbum de Música Global por "Sakura", lançado em 2022. O músico também é artista instrumental, capaz de tocar piano e shamisen (um instrumento musical japonês de três cordas). Para o álbum Sakura, ele criou faixas musicais que expressassem sua perspectiva sobre o Japão.

Eufórico, o músico japonês ficou sem palavras ao receber o prêmio no palco, após o anúncio do vencedor da categoria. 

"Eu nunca imaginei que iria receber um prêmio tão prestigiado no mundo da música. Vou reservar um tempo para saborear este momento especial", disse Takumi aos repórteres.

Sobrinho do falecido cantor Hideki Saijo, Takumi trabalhou como compositor e produtor musical para populares grupos pop japoneses: como Exile, Da Pump e grupo sul-coreano Kara. Ele estreou no mundo da música como baterista de uma banda em 2000.

Natural da província de Osaka, Takumi já havia sido selecionado para um prêmio Grammy, por seu trabalho com os músicos de reggae Sly e Robbie, em 2011.

Nesta 65.ª cerimônia do Grammy Awards 2023, outros músicos japoneses também foram indicados. O grupo americano de jazz "Snarky Puppy", de Nova York, foi laureado com o Grammy de Melhor Álbum Instrumental Contemporâneo. O percussionista dessa banda é o japonês Keita Ogawa (40 anos), originário da província de Nagasaki.

A pianista clássica japonesa Mitsuko Uchida (74 anos) também foi indicada para Melhor Solo Instrumental Clássico. Infelizmente, ela acabou não levando o prêmio da noite.


Fonte: Kyodo News.


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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

O futuro da distribuição de cargas.

Em 2030, calcula-se que 35% das mercadorias poderão não ser entregues em todo o Japão.


Tóquio - De acordo com uma pesquisa, o Japão está caminhando para uma crise na distribuição de cargas em seu território no futuro. O problema será provocado por uma escassez de motoristas de caminhão. A razão dessa crise é devido à revisão dos regulamentos do setor, como o limite do número de horas que o caminhoneiro deve trabalhar por dia.

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Em 2030, calcula-se que 35% das mercadorias poderão não ser entregues em todo o Japão.
Segundo uma pesquisa, o Japão poderá sofrer com a falta de entrega de mercadorias em 2030. Uma nova regulamentação, de trabalho dos caminhoneiros do Japão, limitará a carga horária de trabalho da categoria. Regiões rurais e distantes serão as mais prejudicadas daqui em 7 anos. Foto: The Asahi Shimbun.

O Nomura Research Institute Ltd. informou, em 19 de janeiro deste ano, que até 35% de todo o frete no Japão não conseguirá ser enviado ao destino em 2030.

Estima-se que a proporção de carga "não entregue" será, seriamente aguda, nas regiões de Tohoku, Shikoku e outras áreas não urbanas. O problema está sendo rotulado como "a questão de 2024".

"A questão de 2024" se refere à revisão dos regulamentos de trabalho para os motoristas de caminhão, com data de início para abril do próximo ano. A mudança colocará um limite nas horas de trabalho do caminhoneiro no Japão. Devido a isso, espera-se que a medida desencadeie uma grave crise de mão de obra no setor.

O instituto de pesquisa indicou que os valores do frete, em certas áreas, aumentarão drasticamente. Em outros casos, os fretes serão iguais às estabelecidas para regiões remotas do Japão. Para reduzir a despesa do frete, seria necessário melhorias na eficiência do transporte. 

Foi projetado o efeito potencial na distribuição do frete com as restrições mais rígidas, baseado no volume previsto de mercadorias a serem entregues no futuro.

Os resultados das projeções sugeriram que a taxa de carga não entregue será mais alta em Tohoku (41%), depois por Shikoku (40%), seguido por Hokkaido e Kyushu (39% cada um).

Nas regiões centrais, as porcentagens de "falta de entrega" para as regiões de Kanto e Kinki, áreas onde estão localizadas as principais cidades do Japão, chegarão a 34% e 36%, respectivamente.

Já as províncias que registrarão as maiores porcentagens de cargas não entregues são: Akita (46%), Aomori (44%), Kochi (42%) e Nagasaki (42% também).

Observou-se, durante a pesquisa, que menos pessoas estão procurando empregos como motoristas de caminhão em áreas rurais do Japão. Além disso, essas regiões interioranas também sofrem com a baixa taxa de natalidade e o envelhecimento da população.

Preocupado com a situação, um painel de especialistas (do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo) traçou um plano de ação, em 17 de janeiro, para conseguir lidar com "a questão de 2024".

Alguns planos estão sendo estudados, tornando-se obrigatório as três principais partes envolvidas no setor de entregas: remetentes, destinatários e agências de entrega. Segundo o estudo, é preciso desenvolver estratégias para reduzir o tempo de espera dos caminhoneiros, principalmente quando eles estão esperando nos armazéns para carregar e outros destinos. A finalidade da redução de tempo é evitar a sobrecarga de trabalho dos motoristas.

No caso dos agentes de entrega, eles serão obrigados a esclarecer os detalhes dos contratos de antemão (como o valor do frete), evitando rodadas repetidas de subcontratação.


Fonte: The Asahi Shimbun.


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